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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

SAIBA QUEM É O PAI DE HELDER BARBALHO

Jader Barbalho sendo preso. (Foto: reprodução)

Jader Barbalho mais uma vez envergonha o Estado do Pará. Desta vez terá que devolver 12 milhões de reais aos cofres públicos. Confira como o pai de Helder Barbalho, candidato ao governo do Pará, consegue manchar um Estado inteiro:


BANPARÁ

Envolvimento
Era governador do Pará na época dos desvios e foi quem mais se beneficiou do esquema criminoso. Além dos 2,5 milhões de reais do Banpará recebeu mais de 8 milhões de outras fontes além de lucros obtidos com aplicações financeiras. Recebeu cerca de 10,3 milhões de reais. Foram 51 depósitos em sua conta, entre novembro de 1984 e setembro de 1988. Em seu maior saque, ocorrido em junho de 1987, o senador pegou o equivalente a 9,9 milhões de reais.
O que aconteceu
A ação só chegou à Justiça em 2004, quando o STF aceitou a denuncia de peculato contra o senador. Há grandes chances de Barbalho escapar do processo, já que no entendimento de alguns ministros a pena já estaria prescrita desde o ano 2000. Acusado também de participação em fraudes na extinta Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia) quando era presidente do Senado, viu-se obrigado a renunciar ao mandato em 2001. Voltou à política já no ano seguinte como deputado federal, reelegendo-se em 2006. Renunciou ao cargo em 2010 a dois meses de terminar o mandato. No mesmo ano foi eleito senador com aproximadamente 1,8 milhão de votos, mas não assumiu a cadeira no Parlamento devido à divergência no Supremo Tribunal Federal quanto à validade da lei da ficha-limpa. Em dezembro de 2011 foi autorizado pelo ministro Cezar Peluso, que se valeu do voto de qualidade, para desempatar o julgamento que impedia Jader de tomar posse.

SUDAM
Envolvimento
Até outubro de 2000, o senador Jader Barbalho conseguira construir, em três décadas de vida pública, um patrimônio avaliado em 30 milhões de reais. Desde então, o político — dono de prédios comerciais, fazendas, rebanhos, avião e emissoras de rádio e televisão no Pará — respondeu a diversos inquéritos e processos por desvio de dinheiro público, nunca tendo sido condenado. Havia acabado de assumir a presidência do Senado quando foi acusado de envolvimento nas fraudes à Sudam. Indicou superintendentes da autarquia que foram posteriormente afastados por corrupção e foi sócio de José Osmar Borges, o maior fraudador da Sudam, na Agropecuária Campo Maior. A empresa existiu por dois anos e passou pelas mãos de diversos donos até ser anexada à fazenda Rio Branco, pertencente a Jader, que lucrou nada menos que 1,1 milhão de reais na operação de compra e venda do terreno. Além disso, sua mulher foi apontada como dona de uma das empresas envolvidas no esquema de fraudes na  autarquia.
O que aconteceu
Na esteira da crise, decidiu renunciar à presidência do Senado, em julho de 2001. Pouco depois, abdicou também do mandato, a fim de evitar a cassação. Chegou a ser preso em fevereiro de 2002, mas ficou apenas 11 horas na cadeia, tendo se beneficiado de um habeas corpus. No mesmo ano, foi eleito deputado federal, e reeleito em 2006. Renunciou ao mandato pouco antes de encerrá-lo, para concorrer ao Senado. Foi eleito em 2010, com 1,8 milhão de votos, mas não tomou posse em 1º de janeiro de 2011 – foi barrado pela Lei da Ficha Limpa por ter renunciado ao mandato em 2001. Em dezembro de 2011, o Supremo Tribunal Federal o liberou para assumir o cargo.
Em julho de 2013, a Justiça Federal no Tocantins condenou o senador a devolver 2,2 milhões de reais à União por envolvimento no esquema. Se mantida a condenação, porém, o valor a ser devolvido pode chegar a cerca de 10 milhões de reais por causa da correção monetária e da incidência de juros. De acordo com decisão do juiz de primeira instância Waldemar Claudio de Carvalho, da 2ª Vara da Seção Judiciária do Tocantins, Barbalho foi condenado por “ter se locupletado” com verbas federais. O magistrado entendeu que o senador aumentou sua fortuna ao receber 20% de propina de um contrato de 18,1 milhões de reais firmado entre a Sudam e a empresa Imperador Agroindustrial de Cereais S/A. O juiz decidiu que Barbalho “de fato solicitou e recebeu” a propina de 2,2 milhões de reais por ter intermediado o financiamento com servidores e apadrinhados políticos instalados na Sudam. Além de Barbalho, o juiz condenou mais dez réus das empresas envolvidas no esquema. Eles deverão pagar os 11,1 milhões de reais, além de multa de 10% sobre o valor. Todos os réus estão com os bens bloqueados para pagamento das multas.

Foi esta criação que Helder Barbalho teve. Agora, o cheiro de naftalina vencida volta a assombrar o Pará.

Helder Barbalho. Filho de peixe... (Foto: reprodução).
Veja.