Ainda repercute a prisão dos acusados de matar Mauro Luís
Borges dos Santos e Jéssica Gomes Campos, assassinados covardemente no último
dia 21 de outubro, em Alter do Chão. Para a polícia, não resta dúvida que os
cinco jovens presos na quinta-feira (8) são de fato os assassinos do
casal.
O escrivão da Polícia
Civil, Hitamar Santos, em seu blog, mostra como o crime ocorreu, segundo
a versão contada pelos próprios assassinos. Veja o passo a passo da morte
covarde de Mauro e Jéssica, vítimas da violência que eclodiu no município de
Santarém nos últimos dias.
As investigações
A Polícia Civil iniciou
as investigações no local do crime, com as perícias realizadas pelo Centro de
Perícias ‘Renato Chaves’ e, a princípio, levando em consideração o trajeto feito
pela vítima Jéssica e seus contatos desde a cidade de Laranjal do Jari, onde
morava, até Santarém, visto que ela pretendia seguir para a cidade de
Manaus/AM.
Como os crimes foram
praticados
Segundo o que a polícia
apurou até agora e com base nas confissões dos acusados, no final da manhã de
domingo, 21, ‘Beiçola’, ‘Panga’,‘Nenel’, ‘Caixa preta’, ‘Carlão’ e ‘Colombiano’,
que já estavam um pouco embriagados, resultado da noite anterior, seguiram
juntos para a trilha que dá acesso à ‘serra piroca’, onde começaram a beber
vodka e fumar droga que teria sido fornecida por ‘Panga’, por ser um vendedor de
droga daquela vila.
Quando prosseguiam
pela trilha, já no final da tarde, avistaram Mauro eJéssica que retornavam da
‘serra piroca’, quando fizeram uma espécie de barreira humana para assalta-los.
‘Panga’ teria liderado a abordagem ao casal, indagando o que os dois tinham, e
naquele momento ‘Carlão’ e ‘Nenel’ sacaram suas facas e ‘Colombiano’sacou de uma
pistola, e anunciaram o ‘assalto’, ordenando que ficassem parados. As vítimas
foram logo cercadas pelos seis acusados.
‘Panga’ teria tomado a bolsa de Jéssica e verificado que havia uma câmera fotográfica e carteira porta-cédulas, momento que ‘Caixa preta’ desferiu um tapa em Mauro, que começou a gritar por socorro e teria tentado reagir ao assalto, pegando um pedaço de pau para investir contra ‘Panga’, quando recebeu uma facada desferida por ‘Carlão’.
Os seis acusados resolveram levar as vítimas para dentro do mato, ao lado da trilha, e enquanto ‘Colombiano’ arrastava Jéssica, ‘Panga’ desferia uma paulada, por trás, com cabo de guarda-sol, na cabeça de Mauro, que caiu ao chão.
Em ato contínuo, ‘Colombiano’ ordenou que Jéssica tirasse sua roupa e deitasse no chão, que foi recusado pela vítima, quando ‘Colombiano’ pegou-a pelos cabelos e ameaçou, caso não fizesse o que estava mandando, o mataria, desferindo algumas coronhadas em sua cabeça, o que obrigou a vítima a se despir e foi estuprada por ‘Colombiano’, mesmo ela gritando, chorando e pedindo muito para que não fizesse aquilo, mas ‘Colombiano’ fazia graves ameaças de morte e chamava palavrões.
‘Colombiano’ ainda
humilhou bastante e agrediu Jéssica com chutes devido sua resistência, e depois
a violentou com uma garrafa de água mineral. Em uma de suas reações,Jéssica
acertou um chute em ‘Colombiano’ que caiu em meio a espinhos, o que o deixou
revoltado, quando pegou sua pistola e apontou para a cabeça da vítima para
matar, mas ‘Nenel’ disse que naquele momento era sua vez e também passou a
estuprar Jéssica, que já sangrava bastante.
‘Nenel’ passou a exigir que Jéssica facilitasse o estupro, mas ela já estaria debilitada, o que revoltou ‘Nenel’, quando desferiu uma facada no peito da vítima, que passou a agonizar.
Enquanto ‘Nenel’, ‘Colombiano’ e ‘Beiçola’ estavam torturando e violentando Jéssica, os demais estavam torturando Mauro em outro local, um pouco afastado, e o tempo todo os acusados fumavam droga e bebiam vodka.
‘Caixa preta’ retornou e convidou ‘Beiçola’ para ir onde ‘Carlão’ e‘Panga’ estavam com Mauro e deu sua faca para ‘Beiçola’, que foi ao local e encontrou Mauro jogado ao chão. Os acusados ainda tentaram carregar Mauro para dentro do mato, mas a vítima teria tentado reagir, quando ‘Beiçola’ desferiu uma facada mortal na costela da vítima, que depois foi arrastada para dentro do mato, quando ‘Panda’ pegou o óculos de sol da própria vítima e colocou na testa dela e disse, em tom de ironia, que era pra ela pegar um bronzeado.
Depois de matarem Mauro, os demais foram para onde Jéssica estava sendo estuprada e torturada, quando passaram a gritar ‘vida louca, vida louca...’ e passaram a ver a câmera digital, dois cordões, um relógio e dinheiro que tinham roubado das vítimas. Naquele momento Jéssica ainda tentou se levantar e olhou para ‘Colombiano’ que, sem piedade, desferiu um tiro na cabeça da vítima.
Depois que praticaram os crimes, ainda dentro do mato, fizeram um pacto pela ‘lei do silêncio’ e que todos estavam juntos na ‘parada’. Quando retornaram para a praia do amor, todos ainda tomaram vodka, mas ‘Carlão’ e ‘Nenel’ teriam esboçado chorar, quando foram repreendidos e ‘gozados’ pelos demais.
Prisão
Depois que os policiais descobriram uma pista que levava aos autores do crime, o Delegado Nelson Nascimento representou pela prisão temporária dos acusados maiores, pela busca e apreensão dos adolescentes e busca e apreensão em suas respectivas residências, que recebeu parecer favorável do Ministério Público e as cautelares decretadas pelo Juiz da Comarca.
Depois que os policiais descobriram uma pista que levava aos autores do crime, o Delegado Nelson Nascimento representou pela prisão temporária dos acusados maiores, pela busca e apreensão dos adolescentes e busca e apreensão em suas respectivas residências, que recebeu parecer favorável do Ministério Público e as cautelares decretadas pelo Juiz da Comarca.
Todos os acusados foram presos e apreendidos em suas casas na vila de Alter do Chão, sendo que durante o cumprimento do mandado de prisão de ‘Panga’ e busca em sua residência, os policiais apreenderam dezenove ‘trouxas’ de pasta de cocaína, quando foi autuado em flagrante por tráfico de droga.Todos os acusados já estão recolhidos na 'Penitenciária de Cucurunã' e na Fasepa.
As armas usadas nos crimes ainda não foram apreendidas pela polícia.
Durante as investigações, os policiais não descartaram nenhuma informação que pudesse levar aos autores dos crimes. ‘Nós tínhamos certeza que os crimes tinham sido praticados por mais de uma pessoa, e que nós iríamos desvendar esse crime...’ salientou o Delegado Nelson Nascimento, que preside o inquérito policial.
‘Foi um quebra-cabeça que se amoldou durante as investigações e se chegou aos autores do crime na noite de ontem’, resumiu o chefe de operações Hélio Rego.
Fonte: Blog do
Hitamar Santos

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