Quando analisamos uma
empresa, seja multinacional ou até mesmo o mercadinho da esquina, é muito fácil
encontrar alguma irregularidade, seja na questão fiscal das grandes ou nos
produtos vencidos dos pequenos.
E quem são os culpados?
Porque não fazem nada?
Não podemos afirmar que isto
é apenas falta de vergonha, mas sim falta de reação por parte das vítimas, que
somos todos os penalizados pela falta de caráter de uma minoria dominante e
inescrupulosa. Esta passividade é o combustível para mais crimes serem
cometidos sem qualquer pudor.
Quando tentamos buscar algum
tipo de reação, precisamos voltar vinte anos no tempo e relembrar a saída
forçada de Collor da presidência do Brasil. E hoje, onde estão os “cara-pintadas”
que conseguiram essa gloriosa façanha? Se tiverem atualmente pouco mais de 40 anos,
é muito. Será que, depois de passar por tudo aquilo resolveram “entrar no
sistema” e ficar calados? Seus filhos e filhas não conheceram a história deles?
Quem sabe se os livros de História
do Brasil pudessem enfatizar esta passagem vergonhosa, de um tempo muito
próximo e que ainda faz pesar todas as desconfianças em cima dos políticos.
Mas a paralização popular de
hoje parece tomar conta do país. Muitos afirmam que não adiantaria, pois estes
saem e entram outros. Alguns chegam a temer reações violentas, como pistolagem,
casas queimadas e dificuldade em conseguir empregos.
E assim a impunidade segue
mais forte, atrapalhando o processo de desenvolvimento do país, dos estados e
municípios, que estão à mercê de governantes criminosos e eleitores inertes.
Elielson Rezende.
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