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domingo, 9 de setembro de 2012

A PARALISIA MENTAL DOS ELEITORES


A reclamação do povo brasileiro é geral. Entrevistas na TV, rádio, comentários nas redes sociais e debates em mesas de bar mostram que as pessoas estão insatisfeitas com tanta corrupção brotando dos mais diversos pontos. Não podemos condenar apenas os políticos, mesmo sendo maioria quase absoluta no problema.
Quando analisamos uma empresa, seja multinacional ou até mesmo o mercadinho da esquina, é muito fácil encontrar alguma irregularidade, seja na questão fiscal das grandes ou nos produtos vencidos dos pequenos.
E quem são os culpados? Porque não fazem nada?
Não podemos afirmar que isto é apenas falta de vergonha, mas sim falta de reação por parte das vítimas, que somos todos os penalizados pela falta de caráter de uma minoria dominante e inescrupulosa. Esta passividade é o combustível para mais crimes serem cometidos sem qualquer pudor.
Quando tentamos buscar algum tipo de reação, precisamos voltar vinte anos no tempo e relembrar a saída forçada de Collor da presidência do Brasil. E hoje, onde estão os “cara-pintadas” que conseguiram essa gloriosa façanha? Se tiverem atualmente pouco mais de 40 anos, é muito. Será que, depois de passar por tudo aquilo resolveram “entrar no sistema” e ficar calados? Seus filhos e filhas não conheceram a história deles?
Quem sabe se os livros de História do Brasil pudessem enfatizar esta passagem vergonhosa, de um tempo muito próximo e que ainda faz pesar todas as desconfianças em cima dos políticos.
Mas a paralização popular de hoje parece tomar conta do país. Muitos afirmam que não adiantaria, pois estes saem e entram outros. Alguns chegam a temer reações violentas, como pistolagem, casas queimadas e dificuldade em conseguir empregos.
E assim a impunidade segue mais forte, atrapalhando o processo de desenvolvimento do país, dos estados e municípios, que estão à mercê de governantes criminosos e eleitores inertes.
 
Elielson Rezende.

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