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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Famílias começam a ganhar o 'Bolsa TV digital'


A beneficiária do Bolsa Família, Ana Cláudia Souza, aciona o aplicativo do Bolsa Família do conversor digital
Custo para compra e distribuição de todos os equipamentos as 14 milhões de famílias responde por 70% do orçamento de R$ 3,6 bilhões da entidade criada pelas empresas que venceram o leilão do 4G na faixa de 700 megahertz(Ana Nascimento/MDS/Divulgação)
A família de Ana Cláudia Souza de Jesus, de 23 anos, foi uma das primeiras inscritas no Bolsa Família a ganhar um kit gratuito para instalação da TV digital em casa. "A imagem ficou bem melhor e o som, perfeito", conta. Segundo ela, sem chiados e chuviscos, ficou bem melhor acompanhar programas evangélicos. "Novela aqui em casa só Os Dez Mandamentos", faz questão de deixar claro.
Ana Cláudia mora com o marido e a filha em Rio Verde, a 250 quilômetros de Goiânia. Os mais de 6,6 mil beneficiários do programa de transferência de renda da cidade são os primeiros a receber o kit porque o município goiano terá o primeiro "apagão analógico" do Brasil, marcado para 29 de novembro.
Até 2018 - quando se encerrará o processo de migração da TV analógica para a digital em todo o país - todas as famílias beneficiárias devem receber essa espécie de "bolsa TV digital" com conversor, controle remoto, cabos e antena de recepção.
O valor de cada kit que está sendo entregue é de cerca de 160 reais. O custo para a compra e a distribuição de todos os equipamentos para as 14 milhões de famílias responde por 70% do orçamento de 3,6 bilhões de reais da EAD, entidade criada pelas empresas que venceram o leilão do 4G na faixa de 700 megahertz (MHz), frequência hoje usada na transmissão de canais de TV aberta em tecnologia analógica.
As operadoras Claro, Vivo, TIM e Algar têm interesse em "limpar" a frequência porque precisam usar essa infraestrutura para comercializar o serviço de 4G no país, cerca de dez vezes mais rápido do que o 3G, segundo os especialistas. A universalização da TV digital - garantir que 93% dos domicílios possam receber os sinais da nova frequência - é uma exigência para o desligamento do analógico.
De acordo com o IBGE, 91,3% dos lares mais pobres do país - na faixa de renda dos beneficiários do programa - têm televisão. Em Rio Verde, 67% das famílias que ganham Bolsa Família já agendaram o recebimento dos conversores por meio do telefone 147. Dessas, a metade já pegou o kit, segundo Antônio Carlos Martelleto, diretor executivo da EAD. Brasília (168 mil famílias) e São Paulo (800 mil) são as próximas cidades onde serão entregues os kits, de acordo com o cronograma de desligamento do sinal analógico.
"O acesso dos beneficiários do Bolsa Família à TV Digital é importante para não deixar essas pessoas no escuro. Eles estão em condição de vulnerabilidade social, não teriam condição de adquirir o conversor com o dinheiro deles", diz o economista Helmut Schwarzer, secretário Nacional de Renda de Cidadania, responsável pela gestão do Bolsa Família.
Ana Cláudia diz que usa os 112 reais do dinheiro que recebe todo mês do Bolsa Família para comprar coisas para a filha de um ano. O marido dela trabalha fazendo bicos como auxiliar de pedreiro. O kit com conversor e antena chega a custar 220 reais em Rio Verde.
Schwarzer ressalta que a TV digital se transforma em mais uma forma de o ministério se comunicar com os beneficiários do programa por meio da tecla Ginga, que abre uma espécie de aplicativo do Bolsa Família, com as datas de pagamento dos benefícios e as condições de acesso ao programa. Segundo o secretário, a principal dúvida sempre foi em relação à data exata do pagamento, que é feito sempre nos dez últimos dias úteis do mês, de acordo com o número do cartão.
Ele reconhece, porém, que é preciso atualizar a tecnologia para permitir ao ministério enviar mensagens personalizadas a cada um dos beneficiários, que permitiria, por exemplo, solicitar o recadastramento ou exigir o cumprimento da frequência escolar.

Veja



domingo, 18 de outubro de 2015

Homem é preso por matar bebê de quatro meses na Grande Belém

Um homem de 24 anos foi preso em flagrante neste domingo (18) em Mosqueiro, distrito de Belém, pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio. De acordo com informações da Polícia Civil, ele agrediu com um pedaço de madeira sua companheira de 17 anos e o filho dela, um bebê de quatro meses que estava no colo da mãe e não resistiu aos ferimentos.
Segundo o delegado Magno Costa, diretor da Seccional de Mosqueiro, o homem suspeitava ter sido traído pela companheira e iniciou uma discussão na madrugada do domingo. A jovem teria sido expulsa de casa e deixou o local com o filho, mas foi perseguida e agredida em via pública.
As vítimas foram socorridas por moradores da área e levadas ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Ananindeua, na Grande Belém. A assessoria de imprensa do Metropolitano informou que a criança deu entrada na unidade ainda com vida, pouco depois das 4h, mas não resistiu.
Familiares das vítimas acionaram a equipe de plantão da Seccional de Mosqueiro, que localizou o homem apontado como responsável pela agressão em sua residência e realizou a prisão em flagrante.

G1-PA

Cunha não descarta aceitar novo pedido de impeachment de Dilma

Tudo de novo? Assinado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, o novo pedido de deposição da presidente Dilma Rousseff, desta vez com acusações de irregularidades supostamente cometidas este ano pelo governo, pode voltar a incendiar o clima em Brasília justamente quando o Planalto dava o assunto como encerrado. Informado de que o requerimento deve ser protocolado na terça, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não descartou aceitar a denúncia.
E agora? "Ficarei na saia justa porque será a primeira peça que efetivamente contempla as exigências legais e constitucionais", disse Cunha a um interlocutor.
Só que não Na sexta, o ex-presidente Lula avaliou que a discussão sobre o impeachment estava superada.
Descontrole Nas conversas que teve, Lula também demonstrou profunda irritação com o que chamou de "descontrole absoluto" do governo em relação aos vazamentos da Lava Jato.
Menos é mais No Planalto, a avaliação é a de que, quanto mais exposto a delações como a do lobista Fernando Baiano, menos o ex-presidente pode ajudar Dilma a superar a crise.
Bola sete Se não fechar um acordo com a Petrobras até a segunda-feira, a Sete Brasil ficará inadimplente e com uma dívida bilionária para quitar junto a diversos bancos.
Dinheiro na mão Os bancos estão dispostos a prorrogar o prazo para o pagamento da dívida, mas desde que as duas empresas se resolvam. Até a noite de sexta (16), ainda divergiam sobre os termos do contrato de aquisição de sondas de perfuração de petróleo.
Alves/Folhapress
Hélice Joaquim Levy (Fazenda) se recusou a embarcar com outros ministros em um avião turboélice, da FAB. Ao saber que não voaria num jato, o ministro rapidamente se despediu dos colegas dizendo que pegaria um voo de carreira: "É mais rápido".
Bola na área Com o fim próximo da CPI da Petrobras, deve vir aí a CPI do Futebol. Eduardo Cunha informou a alguns de seus colegas que esta deve ser a próxima investigação do Congresso.
Caixa preta Parlamentares querem mapear as conexões do empresário J. Hawilla, um dos pivôs do escândalo de corrupção na Fifa. Ele entregou a cúpula da CBF à justiça americana, dizendo que Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero recebiam suborno.
Esboço Circulou nos últimos dias entre alguns dos pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo pesquisas que mostram o rascunho do cenário para a disputa eleitoral do ano vem.
Periferia A senadora Marta Suplicy, recém-filiada ao PMDB, é o nome com mais "marcas" entre os concorrentes, quase sempre lembrada pela criação do Bilhete Único e dos CEUs.
Por outro lado Os eleitores paulistanos não deixam de citar, porém, o apelido "Martaxa" e a expressão "Relaxa e goza", dita por ela em 2007 durante o caos aéreo, quando era ministra do Turismo do governo Lula.
Famoso quem? Embora não reflitam a intenção de voto caso a eleição fosse hoje, as pesquisas testaram o grau de conhecimento dos possíveis candidatos do PSDB. Quando se apresenta apenas os nomes dos postulantes, nenhum tucano supera a marca de 2%.
Ao vivo Já quando os eleitores estão diante da cartela de fotos e de um breve currículo dos candidatos, o pré-candidato João Doria Jr. apresenta leve vantagem sobre os demais postulantes do PSDB.
Telinha O fato é atribuído aos tempos de Doria como apresentador do reality show "O Aprendiz", da Record.
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TIROTEIO
A decisão do STF e as denúncias sobre Cunha abalaram nossa estratégia, mas a crise e o lodaçal da corrupção não se alteraram.
DO DEPUTADO MARCUS PESTANA (PSDB-MG), sobre o novo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff patrocinado pela oposição.
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CONTRAPONTO
Quem te viu quem te vê
Na década de 1980, quando era diretor de redação da revista "Exame", o hoje presidente do PT, Rui Falcão, foi procurado por um estudante de Jornalismo que queria trabalhar como estagiário da publicação.
Imaginando que surpreenderia Falcão -que na época também ocupava uma das diretorias do Sindicato dos Jornalistas- o rapaz mostrou-lhe, orgulhoso, uma pasta com o seu portfólio. Lá estavam reunidas reportagens produzidas para jornais sindicais, além de panfletos para partidos políticos.
Ao terminar de ver o material, Rui soltou:
-Melhor jogar isso fora. Não é bom pra você!

Senadores do PT ameaçam dono da Globo: Não mexam com Lula! O Brasil pode pegar fogo!


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Esta é uma denuncia grave. Segundo matéria publicada no site Diário do Centro do Mundo, que pertence ao jornalista Paulo Nogueira, João Roberto Marinho (foto), vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Globo, pediu encontro com os senadores do PT, na última quarta-feira. Entre os 13 senadores da bancada, nove aceitaram comparecer ao encontro, que durou quase duas horas.

Ainda segundo a matéria,  João Roberto Marinho escutou as queixas e foi pressionado pelos os senadores sobre a parcialidade da emissora, as abordagens dos repórteres, a repercussão nula do que os governos Lula e Dilma fizeram pelo Brasil.

O jornalista Paulo Nogueira confirma que os senadores do PT deixaram recados bem claros ao vice-presidente da Globo e o ameaçaram em tom de chantagem: "não mexam com Lula, pois o Brasil pode pegar fogo e eles (os críticos do governo) não vão ser bombeiros; na mesma direção, não temos controle sobre nossa base social e é imprevisível a reação que se virá ante uma hipotética prisão de Lula".

Orgulhoso pela atuação incisiva da bancada petista, o jornalista Paulo Nogueira, um ex-editor da Veja, não informou o nome dos senadores presentes. Ele finaliza a matéria afirmando que João Roberto Marinho teria pedido desculpas aos senadores por eventuais erros e teria se comprometido a levar a avaliação geral dos senadores para os editores do Grupo Globo.

Vale lembrar que, à exemplo de outros jornalistas que vivem de verbas dos governos petistas, como Luis Nassif, Paulo Henrique Amorim e Leonardo Attuch, Paulo Nogueira também é um defensor entusiasmado da turma do mensalão e petrolão. Por razões óbvias, a matéria não informa se os senadores ofereceram alguma vantagem em troca do "silêncio" da Globo.

@muylaerte
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Na cueca, no colchão... como políticos brasileiros ‘guardam’ o dinheiro

CORRUPÇÃO - André Vargas: o dinheiro era reserva técnica para “uma eventualidade”
CORRUPÇÃO - André Vargas: o dinheiro era reserva técnica para “uma eventualidade”(Charles Sholl/FuturaPress//Folhapress)
O ex-deputado petista André Vargas era uma estrela em ascensão na política e na vida pessoal até que veio a Operação Lava-Jato. Policiais e procuradores descobriram que o parlamentar paranaense, ao mesmo tempo em que galgava degraus em sua escalada no poder em Brasília, mantinha negócios escusos com o doleiro Alberto Youssef, um dos operadores do petrolão. Vargas voava nas asas de um jatinho de Youssef e, em contrapartida, usava sua influência para cavar contratos públicos que rendiam dinheiro à quadrilha. Mas isso ainda era só a ponta das atividades extras do parlamentar. Ele também faturava comissões em troca de contratos que arrumava no governo para uma agência de publicidade amiga. Vargas foi preso, teve o mandato cassado e já recebeu do juiz Sergio Moro sua primeira condenação: catorze anos de prisão. O que ele fazia com as propinas que recebia? Isso ainda está sob investigação, mas ele mesmo forneceu uma pista.
O ex-deputado prestou na semana passada um depoimento ao juiz Sergio Moro. Vargas é acusado de comprar uma casa em Londrina, cidade onde construiu sua carreira, com dinheiro de propina, um negócio de 1 milhão de reais. Indagado sobre a origem de 480 000 reais usados para completar a transação, o ex-deputado foi rápido na resposta: disse, sem maiores explicações, que era um dinheiro que ele vinha guardando havia anos, fruto de economias pessoais. "Eu guardava para uma eventualidade", afirmou ao juiz. A explicação provavelmente é verdadeira. O motivo do cuidado é que é absolutamente falso.
Estudos já demonstraram que a quantidade de dinheiro vivo que circula em uma economia está diretamente ligada aos níveis de corrupção do país. No Brasil, onde quase 40% das transações são feitas em dinheiro, a percepção de corrupção entre a população, medida pela Transparência Internacional, fica em 43 pontos - em uma escala em que zero é o maior grau de corrupção e 100 é a honestidade absoluta. Já em países nos quais há menos "cash" na praça - nos Estados Unidos, as cédulas respondem por cerca de 20% das transações, e em lugares como Reino Unido e Áustria, menos de 10% -, a percepção de corrupção é muito mais fraca: fica acima dos 70 pontos. "Há uma correlação direta entre corrupção e dinheiro vivo. Por que outra razão uma pessoa faria transações altas com cédulas num país com sérios problemas de segurança?", questiona o economista Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas.


Veja.

sábado, 17 de outubro de 2015

Nem Natal salva o comércio da crise

Panetones
Uma evidência do aperto geral: alguns supermercados levaram os panetones às prateleiras já em setembro para tentar antecipar as vendas de Natal(Rodrigo Antonio/VEJA.com)
Silvio Ribeiro trabalha como Papai Noel em festas de fim de ano há 48 anos. Mais que isso: ele mantém uma equipe de 15 "bons velhinhos", que trabalham em shoppings, empresas, eventos e residências. Mesmo com uma inflação de mais de 9% prevista para 2015, ele decidiu não reajustar o preço do serviço, inalterado há dois anos. Para ter um Papai Noel com barba postiça, o preço é 650 reais. Com barba de verdade, o valor passa a 850 reais. Em outras épocas, as reservas já estariam aquecidas nessa época do ano, a pouco mais de dois meses do Natal. Neste 2015 de retração econômica, no entanto, até Papai Noel é termômetro do aperto financeiro da clientela. "Ainda não recebemos nenhum pedido", diz Ribeiro. "Nossa esperança está no recebimento do 13º salário."
Na última década, o comércio elegeu, a cada fim de ano, um produto-símbolo da fase de bonança do consumo no país. Os varejistas brasileiros já celebraram o Natal da TV de plasma, o do notebook e o dos smartphones, para citar três campeões de vendas. Em 2015, se houver algum campeão para eleger como símbolo, já será uma vitória. Praticamente todos os setores do varejo preveem para este ano seu pior Natal em muito tempo. O depoimento do Papai Noel Silvio Ribeiro ou o repentino aparecimento de panetones - tradicional produto de fim de ano - nas prateleiras de supermercados em pleno mês de setembro atestam o que economistas e empresários já anteveem: em 2015, nem o Natal salva os resultados do comércio.
A celebração de fim de ano da família da enfermeira aposentada Teresa Jonas vai ser mais simples que o do passado. "Não teremos amigo secreto, só vamos presentear as crianças", diz ela. "Para os adultos, daremos doce. E caseiro." Na casa da relações públicas Amanda Abed, a celebração também vai ser mais enxuta. A família grande já permitiu festas de Natal com até 70 pessoas. Em 2015, serão 20. "Decidimos não chamar todo mundo", conta.
Inflação, dólar e desemprego em alta estão entre os fatores que se somam para que as projeções de um Natal mais magro. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) fala em impacto direto em todos os segmentos do varejo, que incluem lojas de rua, shoppings e o comércio eletrônico. Para o varejo físico, a entidade projeta vendas 4,1% menores que as de 2014, o que deve marcar a primeira retração desde 2004.
Os planos de fim de ano do aposentado Manuel de Abreu põem em cores vivas o que as planilhas de empresas e entidades de classe como a CNC já anteveem. Na família do aposentado, os adultos não ganham presentes - e o neto não vai ganhar um tablet novo, como Abreu planejava, mas um que, hoje, é de sua esposa. "Vamos aproveitar que ela não usa tanto", diz.
Quando os empresários afirmam que nem o Natal livrará 2015 de ser um ano ruim para as vendas, não se trata de pessimismo cego. Em todas as outras datas usadas como trampolim pelo comércio, os números deste ano foram decepcionantes. Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em 2015, as vendas caíram no Dia das Crianças (-8,95%), Dia dos Namorados (-7,82%), Páscoa (-4,93%), Dia das Mães (-0,59%) e dos Pais (-11,21%).
Não que o consumo vá simplesmente desaparecer. O testemunho de Marlei Panighel dá mostras da prática que muitas famílias podem adotar neste fim de ano: em vez de troca de presentes, amigo secreto para direcionar o gasto. "Fixamos um preço e trocamos presentes", diz. Marcela Kawauti, economista-chefe do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), afirma que esse gasto mais direcionado poder ser a regra geral. "As pessoas não vão deixar de gastar, mas gastarão menos", diz. Assim, exemplifica a economista, quem comprava um vinho importado para a ceia, por exemplo, deverá optar por um nacional, e o panetone com frutas cristalizadas, mais barato, deverá virar a opção de quem em anos anteriores comprou a versão trufada.
Essa substituição tem sido sentida pelos supermercados, atesta Fernando Yamada, presidente da Associação Brasileira de Supermercados. E, mais que isso, os consumidores estão "priorizando as compras de abastecimento da casa", afirma. Nos shoppings, as vendas devem ser menores que as de 2014 - que já tinha sido o mais fraco em oito anos, diz Luis Augusto Ildefonso da Silva, diretor de relações institucionais da Alshop. Roupas, calçados, e eletroeletrônicos, afirma, estão entre os itens com as piores perspectivas para o Natal. "As pessoas estão adiando as compras de produtos que podem ser substituídos mais tarde porque não têm certeza se terão emprego daqui a alguns meses.", diz.
Esse cenário deverá frear a demanda por trabalhadores temporários em 2015. No fim deste ano, nove em cada dez empresários (88%) disseram que não contrataram nem pretendem contratar funcionários para reforçar o efetivo, segundo levantamento do SPC e da CNDL. Além disso, apenas 27% dos empresários consultados disseram que pretendem investir no Natal - os que disseram que não o farão somam 71%. De acordo com a CNC, pela primeira vez desde 2009 a estimativa aponta para uma retração de 2,3% no número de vagas em relação ao ano anterior, para 139,6 mil posições. A entidade estima que o salário médio de admissão poderá chegar a 1.442 reais.
Exceções positivas - Ao menos por ora, a projeção é menos nebulosa para o e-commerce. A Associação Brasileira do Comércio Eletrônico (Abcomm) prevê crescimento de 18% das vendas neste Natal em comparação com o de 2014. De qualquer forma, a projeção é menor que os 26% que a entidade previa no início de 2015. "Serão afetadas principalmente as categorias de eletrônicos e informática, mais ancoradas no dólar", diz Maurício Salvador, presidente da entidade.
E o panetone, que chegou mais cedo às prateleiras, também pode ficar entre as exceções positivas de um Natal de más notícias. A Pandurata, que produz as linhas Bauducco, Visconti e Tommy, prevê aumento de 10% das vendas neste fim de ano, para um total de 75 milhões de unidades. Para concorrer com outras lembrancinhas, a Pandurata sofisticou as embalagens e segurou os preços. O reajuste, segundo a empresa, ficará abaixo da inflação de 9% projetada para 2015.
De qualquer forma, essas são exceções. A regra geral será a do corte de gastos por parte dos consumidores - e queda nas vendas e nas contratações do lado do varejo. E há quem tenha decidido levar o enxugamento ao máximo possível. Luis Fernando Bayer, que já chegou a fazer jantar para 30 pessoas no Natal, neste ano,decidiu passar sozinho. "Está tudo muito caro", diz. Em Natal em que até Papai Noel não consegue se empregar, de fato não há espírito natalino que se sustente.

Veja.


Lula, Dilma, Barbalho e Calheiros até o pescoço no Petrolão

Em sua delação premiada, Fernando Baiano contou que o esquema de corrupção na área internacional da Petrobras começou em 2006, no governo Lula, envolveu os senadores Renan Calheiros (PMDB), Delcídio Amaral (PT), Jader Barbalho (PMDB) e o ex-ministro Silas Rondeau, que, após o mensalão, substituiu a então ministra Dilma Rousseff no cargo
Em sua delação premiada, Fernando Baiano contou que o esquema de corrupção na área internacional da Petrobras começou em 2006, no governo Lula, envolveu os senadores Renan Calheiros (PMDB), Delcídio Amaral (PT), Jader Barbalho (PMDB) e o ex-ministro Silas Rondeau, que, após o mensalão, substituiu a então ministra Dilma Rousseff no cargo(Cristiano Mariz/VEJA)
O ex-presidente Lula se reuniu no fim de junho com os líderes do PT e do PMDB, em Brasília. O encontro ocorreu na casa de Renan Calheiros, presidente do Senado. Acossado pelo petrolão, o maior escândalo de corrupção da história do Brasil, Lula saiu-se com a tática que sempre adotou, com sucesso, nesses casos: arrastar mais gente para o seu lado, na tentativa de tornar o grupo maior do que a boca do abismo que o ameaça. Lula disse aos presentes que toda a primorosa investigação da Polícia Federal secundada pelo trabalho implacável dos procuradores federais e de juízes de diversas instâncias não passa de uma "campanha para desmoralizar a classe política". Lula chamou de arbitrários o juiz Sergio Moro e os demais responsáveis pela Operação Lava-­Jato. "O país foi sequestrado pelo Moro. Temos de reagir no Supremo Tribunal Federal", concordou José Sarney, o ex-­presidente cuja filha, Roseana, é investigada no caso. Obviamente o objetivo da reunião na casa de Renan não foi arrancar o país das garras do arbítrio e devolvê-lo à normalidade democrática. O objetivo foi encontrar um jeito de restaurar a velha ordem da impunidade para os poderosos da República que a Lava-Jato ameaça contrariar pela primeira vez em nossa história.
Em comum, muitos dos participantes da reunião tinham, além do fervor republicano, o fato de estarem na boca dos delatores da Lava-Jato como beneficiários do dinheiro desviado da Petrobras. Até mesmo Delcídio Amaral, líder do governo no Senado, que participou da reunião, acabou enlaçado no escândalo. Lula, Renan e Delcídio foram listados como beneficiários do petrolão pelo lobista Fernando Soares, o Fernando "Baiano". Em sua delação premiada ao Ministério Público, Baiano declarou ter pago a José Carlos Bumlai, compadre de Lula, 2 milhões de reais em propina, cujo destinatário final seria uma nora do ex-presidente. Comparsa de petistas e peemedebistas, Baiano narrou minuciosamente como intermediou propina para as lideranças dos dois partidos. Tudo custeado pelos cofres da Petrobras. Tudo registrado em um documento de dezesseis páginas obtido por VEJA, no qual o delator, condenado a dezesseis anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, relata em detalhes sua atuação a serviço do PT e aliados no assalto à Petrobras.
Veja.


FALTA DE ÁGUA EM SANTARÉM

Falta de recursos ou falta de vergonha na cara?

Cosanpa não resolve o problema da falta de água em Santarém e o poder público não toma qualquer providência.

Vereadores resolveram pedir a retirada da Cosanpa da cidade, mas não mostaram de que forma o abastecimento de água vai acontecer.

Enquanto empresa e poder público ficam nessa verdadeira sacanagem sem fim, o povo continua sem água.

Vale lembrar que os Vereadores que estão pedindo a retirada da empresa só vieram se manifestar nas vésperas do ano eleitoral. Uma pilantragem sem o mínimo de vergonha na cara.

Quem deve ser retirado de Santarém, na verdade, são estes políticos inoperantes que estão "trabalhando" em beneficio próprio e de suas famílias.

O povo santareno não aguenta mais tanto descaso.





Elielson Rezende.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

EMPREGO FORMAL CONTINUA EM QUEDA NA CAPITAL PARAENSE

Aulas práticas e teóricas acontecerão três vezes por semana (Foto: Bruno Corrá)
Setor da construção civil foi o que registrou maior
queda no mês de agosto. (Foto: Bruno Corrá)

A geração de empregos formais na capital paraense caiu 0,40% no mês de agosto, segundo informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgadas na manhã desta sexta-feira (16).
O balanço realizado pelo Dieese foi realizado com base nos dados oficiais do Ministério do Trabalho (Caged) do mês de agosto/2015. No total, foram 10.049 admissões contra 11.498 desligamentos gerando um saldo negativo de 1.449 postos de trabalhos.

No mesmo período do ano passado, a situação foi inversa. Foram 13.071 admissões contra 11.085 desligamentos gerando um saldo positivo de 1.986 postos de trabalhos.

As análises mostram ainda os setores econômicos que apresentaram resultados negativos na geração de empregos formais. O primeiro foi a construção civil com a perda de 639 postos de trabalhos, seguido da Agropecuária com a perda de 387 postos de trabalhos e o setor de serviços com a perda de 195 postos de trabalhos.
Além desses, o Comércio teve perda de 89 postos de trabalhos, a Indústria de transformação 79 e no setor serviço indústria e utilidade pública 54 postos de trabalhos.
Demissões recorrentes
Nos primeiros oito meses de 2015 foram registrados 87.722 admissões contra 92.362 desligamentos gerando saldo negativo de 4.640 postos de trabalhos. No mesmo período do ano passado, a situação foi inversa, foram feitas na RMB 100.184 admissões contra 95.364 desligamentos gerando um saldo positivo de 4.820 postos de trabalhos.

Nos últimos 12 anos, a situação se manteve na Região Metropolitana de Belém. Foram 137.854 admissões contra 142.663 desligamentos gerando um saldo negativo de 4.809 postos de trabalhos.
Ainda segundo as analises apresentaram saldos negativo de empregos formais, com destaque para o Setor da Construção Civil com a perda de 4.806 postos de trabalhos, seguido do setor serviços, indústria e utilidade pública com saldo negativo de 325 postos de trabalhos, setor comércio com saldo negativo de 152 postos de trabalhos e do setor extrativo mineral com a perda de 44 postos de trabalho.

G1 - Pará.

Vereadores santarenos saem de suas tocas às vésperas do ano eleitoral

Como já era de se esperar, os Vereadores começaram a aparecer nas ruas de Santarém depois de um longo período de hibernação.

Parece até que estavam em outro planeta. Não se lembram das promessas que fizeram, não sabem que a Prefeitura não está concluindo nenhuma obra... Esqueceram até que são Vereadores, já que tem um saindo nas ruas mais parecido com um adolescente reggaeiro do que com uma autoridade municipal.

Fora as gafes e escândalos que alguns não conseguiram esconder.

E o que falar de alguns assessores...? Guerreiros, muitos deles engoliram os sapos que eram destinados aos seus chefes. Outros apenas serviram de tema para piadas nas redes sociais.

Voltando aos Vereadores, chega a ser hilário ver aqueles 4 ou 5 gatos pingados brigando por espaço numa foto ao lado do Prefeito que será usada na próxima campanha, quando dirão que foram responsáveis por esta ou aquela obra.

2015 ainda não acabou. Ainda podemos esperar por mais (ou menos) desta que já é considerada a pior gestão municipal de toda a história de Santarém.




Elielson Rezende.