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quinta-feira, 3 de março de 2016

BUROCRACIA E PREÇOS ALTOS DIFICULTAM ALUGUEL E COMPRA DE IMÓVEIS EM SANTARÉM



Para alguém conseguir alugar ou comprar um imóvel em Santarém, é preciso muita paciência e dinheiro, mesmo com a crise econômica pela qual passamos. Primeiro, pelas condições exigidas por parte de imobiliárias que fogem da realidade. Depois, os valores dos imóveis superam as condições da economia local.
Alugar uma casa ou apartamento, seja para morar ou montar um negócio, virou um grande problema para os santarenos ou para quem vem de fora morar e investir na cidade. A burocracia é imensa e atrasa todo e qualquer tipo de negociação, por conta da exigência de muitos documentos, fiadores e outras garantias. Sabemos que garantias são necessárias, mas o que as mobiliárias da cidade estão fazendo é totalmente à parte da realidade econômica da região.
Um leitor do blog nos procurou para reclamar sobre este fato que dificulta a locação de um imóvel para que ele possa instalar seu empreendimento.
“A documentação e as garantias dificultam e atrasam meus negócios. Já levei vários documentos à imobiliária e sempre dizem que falta algum. Não sei se é por falta de organização, ou se realmente querem dificultar o processo de locação”, afirma o empreendedor.
Algumas imobiliárias exigem 2 fiadores com posse de 2 terrenos cada como garantia. Segundo informações, muitas ainda pedem, além do fiador, o adiantamento de 3 (três) meses de aluguel. Por exemplo, para uma casa com aluguel no valor de R$ 1.000,00 (mil reais), quem quiser alugar deve pagar R$ 3.000,00 (três mil reais). Fato quase impossível de acontecer, principalmente por conta das dificuldades financeiras pela qual muita gente passa, hoje.
É fato que as imobiliárias querem dificultar o processo de locação ao custo de maiores ganhos, o que é confirmado por um proprietário de imóveis que teve grande prejuízo ao entregar sua casa e ponto comercial para serem administrados por uma imobiliária.
“Minha casa passou mais de um ano sem ser alugada. Eu acreditava que era por conta somente da crise pela qual o país está passando, mas quando fui saber realmente o que estava acontecendo, percebi que o problema verdadeiro era a imobiliária que estava dificultando. Retirei da imobiliária e em menos de 10 dias, estava alugada”, desabafou.
E os problemas não param por aí. Os valores cobrados pelas imobiliárias estão muito acima da realidade local. Casas pequenas e com estrutura precária, em ruas sem asfalto e sem saneamento estão sendo oferecidas pelas imobiliárias por até R$800,00 (oitocentos reais) por mês. Este fato nos chamou atenção e passamos a observar o trabalho das imobiliárias em relação à formação de preço.
É claro que precisam de lucro, mas o que está acontecendo é mais um absurdo. Em relação ao aluguel, o proprietário estipula um valor e a imobiliária acrescenta sua parte no lucro. O problema é que esta “parte” da imobiliária fica quase o dobro do valor pedido pelo proprietário, aumentando muito o valor do aluguel e tornando impossível para alguém fechar contrato, causando prejuízo para o dono do imóvel e atrasando a vida de quem precisa de uma casa.
A falta de planejamento e a ganância pelo dinheiro por parte das imobiliárias vêm colaborando para a estagnação do desenvolvimento de Santarém. É preciso bom senso e um pouco mais de visão empreendedora, já que estamos passando por um momento de crise muito sério e qualquer atitude que possa atrapalhar os poucos que ainda querem investir na cidade pode, sim, ser considerada uma falta de respeito com quem quer fazer algo e é impedido por conta da falta de caráter e cobiça de poucos.


Elielson Rezende.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Mercado sobe estimativa de inflação para 2016 e vê retração maior do PIB

Os economistas do mercado financeiro elevaram novamente sua estimativa de inflação para este ano e passaram a prever uma contração maior da economia brasileira. Os dados são do relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central, e que reúne dados pesquisados junto a mais de 100 instituições financeiras.


Para 2016, a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, subiu de 7,56% para 7,61%, o sétimo aumento seguido. Com isso, permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas do ano que vem e bem distante do objetivo central de 4,5%.
Para 2017, a estimativa do mercado financeiro para a inflação permaneceu estável em 6%. Com isso, segue distante da meta central de 4,5% do ano que vem e continua exatamente no teto de 6% do regime de metas para o período.
O IPCA ganhou força no início de 2016, chegando a 1,27% em janeiro - maior taxa mensal para janeiro desde 2003, quando atingiu 2,25%. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 10,71%.
O aumento das expectativas dos analistas das instituições financeiras para a inflação aconteceu com mais intensidade após o Banco Central manter a taxa básica de juros estável em 14,25% ao ano – o maior patamar em quase dez anos – em meados de janeiro.
Até poucos dias antes da reunião do Copom, que manteve os juros, o BC indicava que subiria a taxa Selic para tentar controlar a inflação, mas depois acabou deixando-a inalterada alegando baixo nível de atividade no Brasil e no mundo. Analistas que apontam que o BC sucumbiu a pressões políticas.
A autoridade monetária tem informado que buscará "circunscrever" o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016 (ou seja, trazer a taxa para até 6,5%) e, também, fazer convergir a inflação para a meta de 4,5%, em 2017. O mercado financeiro, porém, ainda não acredita que isso acontecerá.
Produto Interno Bruto
Para o PIB de 2016, o mercado financeiro passou a prever uma contração de 3,33% na semana passada, contra uma retração de 3,21% estimada na semana anterior. Foi a quarta piora seguida do indicador.

Como o mercado segue estimando "encolhimento" do PIB em 2015, se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem início em 1948.
Para o comportamento do PIB em 2017, os economistas das instituições financeiras mostraram mais pessimismo e baixaram a previsão de crescimento de 0,6% para 0,59% na semana passada – também na quarta queda consecutiva da previsão.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.
Recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou a piora de suas estimativas e passou a prever uma contração de 3,5% para o PIB brasileiro neste ano e um crescimento zero para 2017.
Taxa de juros
O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa básica da economia no final deste ano em 14,25% ao ano – atual patamar da taxa Selic. Isso quer dizer que os analistas continuam não acreditando em uma nova alta dos juros no decorrer de 2016.

Já para o fechamento de 2017, a estimativa para a taxa de juros subiu de 12,50% para 12,75% ao ano - o que pressupõe queda menor dos juros no ano que vem.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.
Câmbio, balança e investimentos
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 subiu de R$ 4,35 para R$ 4,38. Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar permaneceu em R$ 4,40.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2016 recuou de US$ 36,35 bilhões para US$ 36,10 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a previsão de superávit ficou estável em US$ 39,3 bilhões.
Para 2016, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil ficou inalterada em US$ 55 bilhões e, para 2017, a estimativa dos analistas permaneceu em US$ 60 bilhões.

G1

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Brasil vai encolher 3,5% em 2016 e não vai crescer em 2017, diz FMI

Sede do FMI em Washington
Sede do FMI, em Washington(Chip Somodevilla/Getty Images/VEJA)
A economia do Brasil deve terminar 2016 com uma retração de 3,5%, segundo as projeções revisadas do Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciadas nesta terça-feira. No ano passado, o produto interno bruto (PIB) brasileiro encolheu 3,8%, estima o Fundo. Para 2017, o FMI prevê crescimento zero.
Em outubro, a previsão do Fundo era que o Brasil terminaria 2016 com retração econômica de 1%. O FMI destacou que a recessão, "provocada pela incerteza política em meio às sequelas" das investigações sobre denúncias de corrupção na Petrobras, "está demonstrando ser mais profunda e prolongada do que o esperado".
O peso do Brasil contribui para derrubar as expectativas de crescimento em toda a América Latina, segundo o FMI. A economia da América Latina e do Caribe deve fechar 2016 com um retrocesso de 0,3%, de acordo com as previsões. Em outubro, a previsão para a região era de crescimento de 0,8% neste ano. Para 2017, o FMI espera para a região um crescimento de 1,6%.
"A projeção atual aponta que o PIB agregado da América Latina e do Caribe também registrará contração em 2016, mas com uma taxa menor que em 2015, apesar do crescimento positivo na maioria dos países da região. Isso reflete a recessão do Brasil e de outros países em dificuldades econômicas", aponta o FMI.
No relatório, o Fundo prevê uma "melhora gradual" nas taxas de crescimento dos países que "estão passando por tensões econômicas" e cita os casos de Brasil, Rússia e alguns Estados do Oriente Médio. Ao mesmo tempo, no entanto, a instituição indica que "mesmo essa recuperação parcial projetada pode ser frustrada por novos choques econômicos ou políticos".

Veja.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

20 obras e 3000 empréstimos do PT a outros países

Não é novidade para ninguém que o Brasil tem um problema grave de infraestrutura. Diante dessa questão, o que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) faz? Financia portos, estradas e ferrovias – não exatamente no Brasil, mas em diversos países ao redor do mundo.

Desde que Guido Mantega deixou a presidência do BNDES, em 2006, e se tornou Ministro da Fazenda, em 2006, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social tornou-se peça chave no modelo de desenvolvimento proposto pelo governo. Desde então, o total de empréstimos do Tesouro ao BNDES saltou de R$ 9,9 bilhões — 0,4% do PIB — para R$ 414 bilhões — 8,4% do PIB.
Alguns desses empréstimos, aqueles destinados a financiar atividades de empresas brasileiras no exterior, eram considerados secretos pelo banco. Só foram revelados porque o Ministério Público Federal pediu na justiça a liberação dessas informações. Em agosto, o juiz Adverci Mendes de Abreu, da 20.ª Vara Federal de Brasília, considerou que a divulgação dos dados de operações com empresas privadas “não viola os princípios que garantem o sigilo fiscal e bancário” dos envolvidos. A partir dessa decisão, o BNDES é obrigado a fornecer dados sobre que o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) solicitarem. Descobriu-se assim uma lista com mais de 2.000 empréstimos concedidos pelo banco desde 1998 para construção de usinas, portos, rodovias e aeroportos no exterior.
Quem defende o financiamento de empresas brasileiras no exterior argumenta que a prática não é exclusiva do Brasil. Também ocorre na China, Espanha ou Estados Unidos por exemplo. O BNDES alega também que os valores destinados a essa modalidade de financiamento correspondem a cerca de 2% do total de empréstimos, e que os valores são destinados a empresas brasileiras (empreiteiras em sua maioria), e não aos governos estrangeiros.
A seleção dos recebedores destes investimentos, porém, segue incerta: ninguém sabe quais critérios o BNDES usa para escolher os agraciados pelos empréstimos. Boa parte das obras financiadas ocorre em países pouco expressivos para o Brasil em termos de relações comerciais, o que leva a suspeita de caráter político na escolha.
Outra questão polêmica são os juros abaixo do mercado que o banco concede às empresas. Ao subsidiar os empréstimos, o BNDES funciona como um Bolsa Famíliaao contrário, um motor de desigualdade: tira dos pobres para dar aos ricos. Ou melhor, capta dinheiro emitindo títulos públicos, com base na taxa Selic (11% ao ano), e empresta a 6%. Isso significa que ele arca com 5% de todo o dinheiro emprestado. Dos R$ 414 bilhões emprestados este ano, R$ 20,7 bilhões são pagos pelo banco. É um valor similar aos R$ 25 bilhões gastos pelo governo no Bolsa Família, que atinge 36 milhões de brasileiros.
Seguem 20 exemplos de investimentos que o banco considerou estarem aptos a receberem investimentos financiados por recursos brasileiros. Você confirma todas as informações clicando aqui.

1) Porto de Mariel (Cuba)

Valor da obra – US$ 957 milhões (US$ 682 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht

2) Hidrelétrica de San Francisco (Equador)

Valor da obra – US$ 243 milhões
Empresa responsável – Odebrecht
Após a conclusão da obra, o governo equatoriano questionou a empresa brasileira sobre defeitos apresentados pela planta. A Odebrecht foi expulsa do Equador e o presidente equatoriano ameaçou dar calote no BNDES.

3) Hidrelétrica Manduriacu (Equador)

Valor da obra – US$ 124,8 milhões (US$ 90 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht
Após 3 anos, os dois países ‘reatam relações’, e apesar da ameaça de calote, o Brasil concede novo empréstimo ao Equador.

4) Hidroelétrica de Chaglla (Peru)

Valor da obra – US$ 1,2 bilhões (US$ 320 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht

5) Metrô Cidade do Panamá (Panamá)

Valor da obra – US$ 1 bilhão
Empresa responsável – Odebrecht

6) Autopista Madden-Colón (Panamá)

Valor da obra – US$ 152,8 milhões
Empresa responsável – Odebrecht

7) Aqueduto de Chaco (Argentina)

Valor da obra – US$ 180 milhões do BNDES
Empresa responsável – OAS

8) Soterramento do Ferrocarril Sarmiento (Argentina)

Valor – US$ 1,5 bilhões do BNDES
Empresa responsável – Odebrecht

9) Linhas 3 e 4 do Metrô de Caracas (Venezuela)

Valor da obra – US$ 732 milhões
Empresa responsável – Odebrecht

10) Segunda ponte sobre o rio Orinoco (Venezuela)

Valor da obra – US$ 1,2 bilhões (US$ 300 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht

11) Barragem de Moamba Major (Moçambique)

Valor da obra – US$ 460 milhões (US$ 350 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Andrade Gutierrez

12) Aeroporto de Nacala (Moçambique)

Valor da obra – US$ 200 milhões ($125 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht

13) BRT da capital Maputo (Moçambique)

Valor da obra – US$ 220 milhões (US$ 180 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht

14) Hidrelétrica de Tumarín (Nicarágua)

Valor da obra – US$ 1,1 bilhão (US$ 343 milhões)
Empresa responsável – Queiroz Galvão
*A Eletrobrás participa do consórcio que irá gerir a hidroelétrica

15) Projeto Hacia el Norte – Rurrenabaque-El-Chorro (Bolívia)

Valor da obra – US$ 199 milhões
Empresa responsável – Queiroz Galvão

16) Exportação de 127 ônibus (Colômbia)

Valor – US$ 26,8 milhões
Empresa responsável – San Marino

17) Exportação de 20 aviões (Argentina)

Valor – US$ 595 milhões
Empresa responsável – Embraer

18) Abastecimento de água da capital peruana – Projeto Bayovar (Peru)

Valor – Não informado
Empresa responsável – Andrade Gutierrez

19) Renovação da rede de gasodutos em Montevideo (Uruguai)

Valor – Não informado
Empresa responsável – OAS

20) Via Expressa Luanda/Kifangondo

Valor – Não informado
Empresa responsável – Queiroz Galvão
Como estes existem mais de 3000 empréstimos concedidos pelo BNDES no período de 2009-2014. Conforme mencionado acima, o banco não fornece os valores… Ainda.


JusBrasil.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

No primeiro dia de Barbosa no Ministério da Fazenda, dólar passa de R$ 4


O novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa concede entrevista coletiva no Palácio do Planalto, em Brasília (DF)
Em seu primeiro dia como ministro da Fazenda, dólar dispara e bolsa opera em queda(Evaristo Sá/AFP)
O dólar está em alta expressiva no primeiro dia de Nelson Barbosa como ministro da Fazenda. Por volta das 14 horas, a moeda americana subia 2,18%, sendo cotada a 4,03 reais. A Bovespa, por sua vez, estava em queda de 1,20%, a 43.385 pontos.
A moeda americana e o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começaram a dar sinais pessimistas durante a teleconferência organizada pelo banco JP Morgan, que tinha como intuito acalmar os negócios do mercado financeiro após a saída de Joaquim Levy do Ministério.
Durante a conversa, Barbosa reafirmou que dará continuidade à política econômica do governo e se comprometeu a perseguir a meta de superávit fiscal de 0,5% do PIB no próximo ano.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Lula culpa Dilma por operação da PF que investiga seu filho

DINHEIRO SUJO - O empreiteiro apresentou extratos de movimentação de uma conta criada na Suíça para pagar propina. De lá, segundo ele, saíram 2,4 milhões de reais para a campanha de Lula
Ex-presidente Lula responsabiliza Dilma Rousseff pela falta de 'limite' das operações da Polícia Federal(Cristiano Mariz/VEJA)
A já desgastada relação da presidente Dilma Rousseff com seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, ficou ainda pior nesta segunda-feira: em conversas com aliados, Lula não escondeu a mágoa com sua criatura, e responsabilizou a sucessora pela operação de busca e apreensão feita pela Polícia Federal na empresa LFT Marketing Esportivo, pertencente a Luís Cláudio, seu filho mais novo. O ex-presidente completa nesta terça-feira 70 anos, mas o clima não é de comemoração. Em conversa com pelo menos três amigos na segunda, em momentos distintos, Lula se queixou de Dilma e disse que a situação "passou dos limites", segundo o jornal O Estado de S. Paulo.
Para o ex-presidente, Dilma só ouve o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo - que, na sua avaliação, quer apenas "aparecer" -, e não entende que, em nome do combate à corrupção, pode destruir o projeto político do PT.
Em São Paulo, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, tentou ontem pôr panos quentes na crise e acalmar Lula. Não conseguiu. "O governo não tem qualquer interferência nas investigações. Agora, nem a Operação Lava Jato nem a Zelotes podem ser a agenda do país", disse Wagner. "Precisamos virar essa página."
Lula estará em Brasília na quinta-feira para participar da reunião do Diretório Nacional petista, e vai pregar uma forte reação do partido ao que chama de "ofensiva" para destruir o PT e o seu legado. Além de Luís Cláudio, o presidente do Sesi, Gilberto Carvalho - chefe de gabinete de Lula de 2003 a 2010 e ministro da Secretaria-Geral da Presidência no primeiro mandato de Dilma - também foi citado no relatório da Operação Zelotes.
Braço direito de Lula, apelidado por ele de "Gilbertinho", Carvalho prestou depoimento ontem no inquérito que investiga a denúncia de compra de medidas provisórias para favorecer o setor automotivo.
'Mentirão' - Um dos amigos que conversaram com Lula contou que ele estava "furioso" e chegou a chamar a delação premiada feita em outras operações, como a Lava Jato, de "mentirão premiado". Disse, ainda, que o governo Dilma "perdeu o controle" das investigações e que ilações são vazadas, sem prova, para enfraquecê-lo e impedir uma nova candidatura dele, em 2018.
O ex-presidente disse ter perdido até mesmo o ânimo para comemorar seu aniversário. O Instituto Lula, porém, vai organizar uma reunião para lembrar a data. Os amigos queriam promover uma festa para Lula na quinta-feira, no restaurante São Judas, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, mas ele pediu para que a confraternização fosse cancelada.
Em nota, o Instituto Lula afirmou que "não têm qualquer fundamento" as informações de que o ex-presidente responsabilizou Dilma pela ação da Polícia Federal.

Veja.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Desemprego é o maior para setembro em seis anos

Desemprego
Na comparação anual, número de desocupados aumentou 56,6%(iStockphoto/Getty Images)
A taxa de desemprego se manteve em 7,6% em setembro, o mesmo porcentual verificado em agosto, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de mostrar estabilidade na comparação mensal, o índice subiu 2,7 pontos porcentuais em relação a igual mês do ano passado (4,9%) e teve o maior resultado para os meses de setembro desde 2009 - portanto, o pior em seis anos.
Esse aumento significativo na comparação anual é fruto da entrada de 670.000 pessoas (ou alta de 56,6%) na fileira do desemprego e da saída de 420.000 pessoas (ou queda de 1,8%) do mercado de trabalho seja por eliminação de vaga, aposentadoria ou morte. Ao todo, o IBGE calcula que há 1,9 milhões de brasileiros desocupados. Já o número de pessoal ocupado chega a 22,7 milhões de pessoas.
Na comparação anual, as atividades da indústria e serviços prestados a empresas foram as que mais fecharam vagas, com redução de 4,3% e 3,8% respectivamente.
O estudo também escancara outro dado alarmante do mercado de trabalho brasileiro. O número de trabalhadores com a carteira assinada vem caindo mês após mês. Em setembro, a queda foi de 3,5% (ou 409.000 pessoas) em relação ao mesmo mês do ano passado.
A Pesquisa Mensal do Emprego (PME) tem uma abrangência menor do que a Pnad Contínua, cujo resultado é divulgado trimestralmente. A PME é produzida partir da entrevista de cerca de 120.000 pessoas residentes das regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Em um ano, todas as seis regiões registraram aumento no efetivo de desempregados, com destaque para o Rio de Janeiro, que teve aumento de 86,5%.

Veja.



quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Prévia da inflação oficial tem maior índice para outubro desde 2002

Os preços da gasolina, do botijão de gás e das refeições que os brasileiros fazem foram de casa aumentaram e puxaram a alta da prévia da inflação oficial, que avançou de 0,39% em setembro para 0,66% em outubro. Esse índice foi o mais elevado para um mês de outubro desde 2002, quando o IPCA-15 atingiu 0,90%.
Os números foram divulgados nesta quarta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No ano, a prévia da inflação oficial acumula alta de 8,49%. De acordo com a série histórica da pesquisa, é o maior resultado, considerando o período de janeiro a outubro, desde 2003. Naquele ano, o indicador ficou em 9,17%. Em 12 meses, o IPCA-15 chegou a 9,77%, bem acima do teto da meta de inflação do Banco Central, de 6,5%.
O resultado em 12 meses está acima do que previram os economistas do mercado financeiro no boletim Focus mais recente. Para 2015, a expectativa é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche o ano em 9,75%. Se confirmada a estimativa, representará o maior índice em 13 anos, ou seja, desde 2002 – quando somou 12,53%.
De setembro para outubro, o que mais pesou para que o índice avançasse foi o aumento de preços dos grupos de gastos relativos a habitação (de 0,68% para 1,15%), a transportes (de 0,78% para 0,80%) e a alimentação e bebidas (de -0,06% para 0,62%).

G1.

domingo, 18 de outubro de 2015

Cunha não descarta aceitar novo pedido de impeachment de Dilma

Tudo de novo? Assinado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, o novo pedido de deposição da presidente Dilma Rousseff, desta vez com acusações de irregularidades supostamente cometidas este ano pelo governo, pode voltar a incendiar o clima em Brasília justamente quando o Planalto dava o assunto como encerrado. Informado de que o requerimento deve ser protocolado na terça, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não descartou aceitar a denúncia.
E agora? "Ficarei na saia justa porque será a primeira peça que efetivamente contempla as exigências legais e constitucionais", disse Cunha a um interlocutor.
Só que não Na sexta, o ex-presidente Lula avaliou que a discussão sobre o impeachment estava superada.
Descontrole Nas conversas que teve, Lula também demonstrou profunda irritação com o que chamou de "descontrole absoluto" do governo em relação aos vazamentos da Lava Jato.
Menos é mais No Planalto, a avaliação é a de que, quanto mais exposto a delações como a do lobista Fernando Baiano, menos o ex-presidente pode ajudar Dilma a superar a crise.
Bola sete Se não fechar um acordo com a Petrobras até a segunda-feira, a Sete Brasil ficará inadimplente e com uma dívida bilionária para quitar junto a diversos bancos.
Dinheiro na mão Os bancos estão dispostos a prorrogar o prazo para o pagamento da dívida, mas desde que as duas empresas se resolvam. Até a noite de sexta (16), ainda divergiam sobre os termos do contrato de aquisição de sondas de perfuração de petróleo.
Alves/Folhapress
Hélice Joaquim Levy (Fazenda) se recusou a embarcar com outros ministros em um avião turboélice, da FAB. Ao saber que não voaria num jato, o ministro rapidamente se despediu dos colegas dizendo que pegaria um voo de carreira: "É mais rápido".
Bola na área Com o fim próximo da CPI da Petrobras, deve vir aí a CPI do Futebol. Eduardo Cunha informou a alguns de seus colegas que esta deve ser a próxima investigação do Congresso.
Caixa preta Parlamentares querem mapear as conexões do empresário J. Hawilla, um dos pivôs do escândalo de corrupção na Fifa. Ele entregou a cúpula da CBF à justiça americana, dizendo que Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero recebiam suborno.
Esboço Circulou nos últimos dias entre alguns dos pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo pesquisas que mostram o rascunho do cenário para a disputa eleitoral do ano vem.
Periferia A senadora Marta Suplicy, recém-filiada ao PMDB, é o nome com mais "marcas" entre os concorrentes, quase sempre lembrada pela criação do Bilhete Único e dos CEUs.
Por outro lado Os eleitores paulistanos não deixam de citar, porém, o apelido "Martaxa" e a expressão "Relaxa e goza", dita por ela em 2007 durante o caos aéreo, quando era ministra do Turismo do governo Lula.
Famoso quem? Embora não reflitam a intenção de voto caso a eleição fosse hoje, as pesquisas testaram o grau de conhecimento dos possíveis candidatos do PSDB. Quando se apresenta apenas os nomes dos postulantes, nenhum tucano supera a marca de 2%.
Ao vivo Já quando os eleitores estão diante da cartela de fotos e de um breve currículo dos candidatos, o pré-candidato João Doria Jr. apresenta leve vantagem sobre os demais postulantes do PSDB.
Telinha O fato é atribuído aos tempos de Doria como apresentador do reality show "O Aprendiz", da Record.
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TIROTEIO
A decisão do STF e as denúncias sobre Cunha abalaram nossa estratégia, mas a crise e o lodaçal da corrupção não se alteraram.
DO DEPUTADO MARCUS PESTANA (PSDB-MG), sobre o novo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff patrocinado pela oposição.
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CONTRAPONTO
Quem te viu quem te vê
Na década de 1980, quando era diretor de redação da revista "Exame", o hoje presidente do PT, Rui Falcão, foi procurado por um estudante de Jornalismo que queria trabalhar como estagiário da publicação.
Imaginando que surpreenderia Falcão -que na época também ocupava uma das diretorias do Sindicato dos Jornalistas- o rapaz mostrou-lhe, orgulhoso, uma pasta com o seu portfólio. Lá estavam reunidas reportagens produzidas para jornais sindicais, além de panfletos para partidos políticos.
Ao terminar de ver o material, Rui soltou:
-Melhor jogar isso fora. Não é bom pra você!

sábado, 17 de outubro de 2015

Nem Natal salva o comércio da crise

Panetones
Uma evidência do aperto geral: alguns supermercados levaram os panetones às prateleiras já em setembro para tentar antecipar as vendas de Natal(Rodrigo Antonio/VEJA.com)
Silvio Ribeiro trabalha como Papai Noel em festas de fim de ano há 48 anos. Mais que isso: ele mantém uma equipe de 15 "bons velhinhos", que trabalham em shoppings, empresas, eventos e residências. Mesmo com uma inflação de mais de 9% prevista para 2015, ele decidiu não reajustar o preço do serviço, inalterado há dois anos. Para ter um Papai Noel com barba postiça, o preço é 650 reais. Com barba de verdade, o valor passa a 850 reais. Em outras épocas, as reservas já estariam aquecidas nessa época do ano, a pouco mais de dois meses do Natal. Neste 2015 de retração econômica, no entanto, até Papai Noel é termômetro do aperto financeiro da clientela. "Ainda não recebemos nenhum pedido", diz Ribeiro. "Nossa esperança está no recebimento do 13º salário."
Na última década, o comércio elegeu, a cada fim de ano, um produto-símbolo da fase de bonança do consumo no país. Os varejistas brasileiros já celebraram o Natal da TV de plasma, o do notebook e o dos smartphones, para citar três campeões de vendas. Em 2015, se houver algum campeão para eleger como símbolo, já será uma vitória. Praticamente todos os setores do varejo preveem para este ano seu pior Natal em muito tempo. O depoimento do Papai Noel Silvio Ribeiro ou o repentino aparecimento de panetones - tradicional produto de fim de ano - nas prateleiras de supermercados em pleno mês de setembro atestam o que economistas e empresários já anteveem: em 2015, nem o Natal salva os resultados do comércio.
A celebração de fim de ano da família da enfermeira aposentada Teresa Jonas vai ser mais simples que o do passado. "Não teremos amigo secreto, só vamos presentear as crianças", diz ela. "Para os adultos, daremos doce. E caseiro." Na casa da relações públicas Amanda Abed, a celebração também vai ser mais enxuta. A família grande já permitiu festas de Natal com até 70 pessoas. Em 2015, serão 20. "Decidimos não chamar todo mundo", conta.
Inflação, dólar e desemprego em alta estão entre os fatores que se somam para que as projeções de um Natal mais magro. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) fala em impacto direto em todos os segmentos do varejo, que incluem lojas de rua, shoppings e o comércio eletrônico. Para o varejo físico, a entidade projeta vendas 4,1% menores que as de 2014, o que deve marcar a primeira retração desde 2004.
Os planos de fim de ano do aposentado Manuel de Abreu põem em cores vivas o que as planilhas de empresas e entidades de classe como a CNC já anteveem. Na família do aposentado, os adultos não ganham presentes - e o neto não vai ganhar um tablet novo, como Abreu planejava, mas um que, hoje, é de sua esposa. "Vamos aproveitar que ela não usa tanto", diz.
Quando os empresários afirmam que nem o Natal livrará 2015 de ser um ano ruim para as vendas, não se trata de pessimismo cego. Em todas as outras datas usadas como trampolim pelo comércio, os números deste ano foram decepcionantes. Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em 2015, as vendas caíram no Dia das Crianças (-8,95%), Dia dos Namorados (-7,82%), Páscoa (-4,93%), Dia das Mães (-0,59%) e dos Pais (-11,21%).
Não que o consumo vá simplesmente desaparecer. O testemunho de Marlei Panighel dá mostras da prática que muitas famílias podem adotar neste fim de ano: em vez de troca de presentes, amigo secreto para direcionar o gasto. "Fixamos um preço e trocamos presentes", diz. Marcela Kawauti, economista-chefe do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), afirma que esse gasto mais direcionado poder ser a regra geral. "As pessoas não vão deixar de gastar, mas gastarão menos", diz. Assim, exemplifica a economista, quem comprava um vinho importado para a ceia, por exemplo, deverá optar por um nacional, e o panetone com frutas cristalizadas, mais barato, deverá virar a opção de quem em anos anteriores comprou a versão trufada.
Essa substituição tem sido sentida pelos supermercados, atesta Fernando Yamada, presidente da Associação Brasileira de Supermercados. E, mais que isso, os consumidores estão "priorizando as compras de abastecimento da casa", afirma. Nos shoppings, as vendas devem ser menores que as de 2014 - que já tinha sido o mais fraco em oito anos, diz Luis Augusto Ildefonso da Silva, diretor de relações institucionais da Alshop. Roupas, calçados, e eletroeletrônicos, afirma, estão entre os itens com as piores perspectivas para o Natal. "As pessoas estão adiando as compras de produtos que podem ser substituídos mais tarde porque não têm certeza se terão emprego daqui a alguns meses.", diz.
Esse cenário deverá frear a demanda por trabalhadores temporários em 2015. No fim deste ano, nove em cada dez empresários (88%) disseram que não contrataram nem pretendem contratar funcionários para reforçar o efetivo, segundo levantamento do SPC e da CNDL. Além disso, apenas 27% dos empresários consultados disseram que pretendem investir no Natal - os que disseram que não o farão somam 71%. De acordo com a CNC, pela primeira vez desde 2009 a estimativa aponta para uma retração de 2,3% no número de vagas em relação ao ano anterior, para 139,6 mil posições. A entidade estima que o salário médio de admissão poderá chegar a 1.442 reais.
Exceções positivas - Ao menos por ora, a projeção é menos nebulosa para o e-commerce. A Associação Brasileira do Comércio Eletrônico (Abcomm) prevê crescimento de 18% das vendas neste Natal em comparação com o de 2014. De qualquer forma, a projeção é menor que os 26% que a entidade previa no início de 2015. "Serão afetadas principalmente as categorias de eletrônicos e informática, mais ancoradas no dólar", diz Maurício Salvador, presidente da entidade.
E o panetone, que chegou mais cedo às prateleiras, também pode ficar entre as exceções positivas de um Natal de más notícias. A Pandurata, que produz as linhas Bauducco, Visconti e Tommy, prevê aumento de 10% das vendas neste fim de ano, para um total de 75 milhões de unidades. Para concorrer com outras lembrancinhas, a Pandurata sofisticou as embalagens e segurou os preços. O reajuste, segundo a empresa, ficará abaixo da inflação de 9% projetada para 2015.
De qualquer forma, essas são exceções. A regra geral será a do corte de gastos por parte dos consumidores - e queda nas vendas e nas contratações do lado do varejo. E há quem tenha decidido levar o enxugamento ao máximo possível. Luis Fernando Bayer, que já chegou a fazer jantar para 30 pessoas no Natal, neste ano,decidiu passar sozinho. "Está tudo muito caro", diz. Em Natal em que até Papai Noel não consegue se empregar, de fato não há espírito natalino que se sustente.

Veja.


domingo, 4 de outubro de 2015

Chimbinha deixa palco em Teresina após Joelma se recusar a dançar

O show de retorno da banda Calypso, realizado neste domingo (4) em Teresina (PI) após decisão judicial que permitiu Chimbinha voltar a se aproximar de Joelma, foi marcado por constrangimentos. O guitarrista abandonou o palco depois de ser vaiado pelo público. Durante o show, depois da saída do ex-marido, Joelma chorou em vários momentos.
Chimbinha deu início ao show tocando sozinho no palco, enquanto Joelma cantava nos bastidores. Ela só entrou no palco durante a quinta música, chamada "A lua me traiu", e apenas cantou de cabeça baixa, sem executar as coreografias. Joelma estava com a aparência abatida e desanimada.
A tristeza demonstrada por Joelma revoltou o público, que passou a vaiar a banda e jogar objetos contra o guitarrista. Irritado, Chimbinhaabandonou o palco na décima música com um aceno de despedida para a cantora e deixou o local de evento.
Chimbinha ficou só no palco durante as cinco primeiras mísicas  (Foto: Amanda Dourado)Chimbinha ficou só no palco durante as cinco primeiras músicas, enquanto Joelma cantava nos bastidores (Foto: Amanda Dourado/G1)
"Ela fez isso lá no Maranhão também, é revoltante. A gente vem para ver a banda completa e ela brilhando", disse a dona de casa Rosimeire Alves, fã da banda.
Com a saída de Chimbinha do palco, Joelma voltou a fazer o show dançando todas as coreografias, como habitual. "É assim que queremos vê-la, não podemos aceitar nossa diva triste. Se ele quiser, que saia da banda", enfatizou Kleber Silva, que faz parte de um fã clube da Calypso.
Ex-casal mateve distância no palco antes do guitarrista se retirar  (Foto: Amanda Dourado)Joelma (esq.) manteve distância de Chimbinha (dir.), que abandonou o palco após ser vaiado (Foto: Amanda Dourado/G1)
Divisão
Nos bastidores já é possível notar a divisão da equipe. O G1 ouviu de um dos integrantes que a Calypso está dividida.

"Aqui tem gente que trabalha para a dona Joelma e outras pessoas trabalham para o Chimbinha. Não sabemos como vai ficar essa situação", afirmou um integrante, que não quis se identificar.

Chimbinha e Joelma ficaram em camarins diferentes e chegaram ao local do evento em veículos separados. A produção do evento também informou que o ex-casal não estava hospedado no mesmo hotel.

Após a apresentação, Joelma também não conversou com a imprensa.

G1

Lula e a Dinda do Guarujá: Reforma para agradar

Bancar melhorias na Casa da Dinda, a residência de Fernando Collor, no Lago Norte, em Brasília, era uma das muitas maneiras de agradar ao então presidente, deposto do cargo por corrupção em 1992. A mesma tática foi e está sendo usada por empreiteiras para demonstrar afeição ao ex-presidente Lula. Em meados de 2014, depois de quase dez anos de espera, a ex-primeira-­dama Marisa Letícia viajou à Praia das Astúrias, no Guarujá, para buscar as chaves do apartamento dos sonhos da família. O refúgio dos Lula da Silva no litoral é um tríplex de 297 metros quadrados. São três quartos, suíte, cinco banheiros, dependência de empregada, sala de estar, sala de TV e área de festas com sauna e piscina na cobertura. Ah, sim, para um eventual panelaço das elites, o tríplex tem varanda gourmet no 1º andar. O plano de comemorar o réveillon no imóvel foi adiado pela decisão de fazer ali uma reforma. O porcelanato e os acabamentos de gesso foram refeitos, a planta interna foi modificada para abrigar um escritório e um elevador privativo, interligando os ambientes do 1º andar com a ala dos quartos, no 2º nível, e a área de festas, na cobertura. Acompanhada de perto por dona Marisa, a obra não custou um centavo à família do ex-presidente. Do primeiro parafuso ao último azulejo, tudo foi pago pela OAS, uma das empreiteiras envolvidas no escândalo de corrupção da Petrobras.
VEJA teve acesso a documentos e a fotos (em VEJA.com) que detalham a reforma do tríplex presidencial e mostram que os serviços foram contratados pela empreiteira. O trabalho foi feito pela Tallento Inteligência em Engenharia, uma empresa conhecida no mercado por executar obras de alto padrão em prazos curtos - duas exigências dos contratantes, mas não as principais. A exigência maior era a discrição. As investigações da Lava-Jato revelariam meses depois as razões disso. Iniciada em 1º de julho de 2014, a reforma transcorreu sob medidas de segurança incomuns. A fechadura da porta de acesso era trocada toda semana. A reforma da cobertura tríplex chamou a atenção dos moradores do prédio.
"Nos dias em que eles marcavam para visitar a obra, a gente tinha de parar o trabalho e ir embora. Ninguém era autorizado a permanecer no apartamento. Só ficamos sabendo quem era o dono muito tempo depois, pelos vizinhos e funcionários do prédio, que reconheceram dona Marisa e o Lulinha (Fábio Luís Lula da Silva, o filho mais velho do ex-presidente)", disse a VEJA um dos profissionais que colaboraram na reforma. O ex-presidente Lula esteve no tríplex algumas vezes. O segredo durou até dezembro do ano passado, quando o jornal O Globo publicou detalhes de uma investigação sobre a Coo­pe­rativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop). Controlada pelo PT, a entidade faliu e deixou 3 000 famílias sem receber seus imóveis. O tríplex destinado a Lula, com uma das melhores vistas do Guarujá, avaliado em 2,5 milhões de reais, foi um dos poucos a ser entregues. VEJA revelou em abril passado que, depois de um pedido feito pelo próprio ex-presidente a Léo Pinheiro, executivo da OAS, seu amigo, preso na Operação Lava-­Jato, a OAS assumiu a construção do prédio, que estava parada. Além de Lula, parentes do tesoureiro petista João Vaccari Neto, também preso, sindicalistas e familiares de Rosemary Noronha, a amiga íntima de Lula, foram contemplados com apartamentos em outros prédios da Bancoop assumidos pela OAS. Revelado o privilégio, e diante da repercussão negativa, desapareceu o entusiasmo da família Lula pelo imóvel.
O ex-presidente passou a negar ser o proprietário do tríplex, embora admita que sua esposa seja dona das cotas de um apartamento no mesmo edifício, o Solaris. Não é mentira. É apenas uma meia verdade. No papel, o tríplex ainda está em nome da OAS. Funcionários da empreiteira procurados por VEJA confirmaram que o apartamento pertence aos Lula da Silva, está parcialmente mobiliado, permanece fechado e está à venda por 2,3 milhões de reais. "Para entrar aí, só com autorização da cúpula da construtora. Só eles e o Lula têm a chave", disse a VEJA, na semana passada, um funcionário da própria OAS.

Veja.