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terça-feira, 25 de outubro de 2016

PEC 241 - UM TETO PARA OS GASTOS PÚBLICOS

A PEC 241 é uma das principais propostas do governo de Michel Temer para reequilibrar as contas públicas e viabilizar a recuperação da economia brasileira. Hoje a dívida bruta supera 70% do PIB e, se os gastos públicos continuarem a subir, pode chegar a 132,5% em 2026.

CONTAS NO VERMELHO

APEC prevê um limite anual de despesas para os três poderes ao longo das próximas duas décadas. Se a regra for aprovada, os gastos públicos só poderão aumentar de acordo com a inflação do ano anterior.
O projeto foi aprovado em primeiro turno pela Câmara e ainda terá de passar por um segundo turno no plenário da Casa. A votação está prevista para esta semana. Se aprovado em segundo turno, o texto seguirá para análise do Senado. 
A premissa que orientou a criação da PEC é pôr fim à sequência de rombos nas contas públicas brasileiras. O ano de 2016 será o terceiro seguido com as contas no vermelho. Em 2014, houve um déficit de R$ 17,24 bilhões e, em 2015, um rombo recorde de R$ 114,98 bilhões. A previsão é de déficit de até R$ 170,5 bilhões em 2016 – o pior resultado da história, se confirmado. Para 2017, a estimativa é de um novo déficit fiscal, da ordem de R$ 139 bilhões, mesmo se a PEC já estiver em vigor. 
Trajetória de crescimento da despesa pública e projeções futuras com e sem a PEC 241
Caso a economia volte a crescer a partir de 2017, como o projetado pelo governo e pelo mercado, a previsão da equipe econômica é que o equilíbrio das contas, desconsideradas as despesas com pagamento de juros, ou seja, o chamado superávit primário volte a ser registrado pelo Brasil em 2019. Pelas projeções da Tendências, entretanto, sem outras medidas adicionais, como a reforma da Previdência, o reequilíbrio chegaria só em 2021 ou 2022. 

A manutenção de um déficit primário, ou seja, quando o governo gasta mais do que arrecada, foi um dos motivos que levou o Brasil a perder o grau de investimento, uma espécie de “selo de bom pagador”, em 2015. A leitura das agências de classificação de risco, empresas internacionais que fazem essa avaliação, foi de que a situação fiscal do país estava fora de controle. Elas classificaram o Brasil como uma economia “especulativa” e com maior risco para os investidores.

O Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, defende que a PEC 241 é o caminho para o Brasil voltar aos eixos. “Este é o caminho para a volta do crescimento de nossa economia e para a criação de empregos que o nosso povo precisa”, afirmou no dia 6 de outubro empronunciamento em rede nacional em defesa da PEC.

Se aprovada, a regra do teto de gastos garantirá uma freada histórica no aumento dos gastos públicos. Desde 1991, as despesas do governo têm crescido ano após ano a taxas superiores à média do PIB. O gasto público federal saltou de cerca de 10,8% do PIB em 1991 para 19,5% em 2015. A previsão é que esse percentual chegue a 20% em 2016.

A partir do momento em que a economia voltar a crescer, o gasto público como proporção do PIB passaria automaticamente a diminuir. A previsão do governo é que, com a PEC, a despesa pública federal recue para 19,5% do PIB em 2017, caindo para 18,8% em 2018 e 18,3% em 2019. Sem a PEC, o percentual chegaria a 21,9% em 2019.

A projeção do economista Fabio Klein, da Tendências Consultoria – sob um cenário bastante otimista de retomada do crescimento econômico a 2,7% ao ano a partir de 2018 – é que, em 10 anos de vigência da PEC, a despesa caia para 15,9% em 2026, mesmo nível de 2002. 

PEC é uma das medidas de ajuste fiscal na agenda do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles
A redução do déficit fará com que a expansão da dívida desacelere, viabilizando uma redução gradativa dos índices de endividamento no futuro. A dívida pública bruta federal saltou de 57,2% do PIB em 2014 para 66,5% do PIB em 2015, e deverá fechar 2016 ao redor de 72% do PIB, acima da média de outros países emergentes ou de economias semelhantes à do Brasil.

O governo Temer estima que, sem a PEC, a dívida bruta total subirá para 77,3% do PIB em 2017 e chegará a 90,5% em 2019, se aproximando do nível do endividamento de países como Grécia, Portugal e Espanha. Com a aprovação da PEC, a projeção é que o ritmo de crescimento seja menor, subindo de 76,6% do PIB em 2017 para 78,1% em 2018 e 78,7% em 2019.

Pelos cálculos da Tendências, mesmo com a PEC, a reversão da curva do endividamento do governo não ocorrerá em menos de 10 anos, quando a dívida bruta total deverá chegar a 96,7% do PIB. Por outro lado, sem a PEC, o percentual chegaria a 132,5%.
Projeção de evolução da dívida pública com e sem a PEC 241

GASTOS ENGESSADOS

Os futuros governantes terão o desafio de limitar o avanço do gasto à inflação do ano anterior, mas só poderão mexer em algumas contas. No Orçamento de 2017, o governo tem R$ 1,3 trilhão em gastos primários (sem contar os juros da dívida) aprovados. Deste total, 83,4% são despesas que o governo não pode cortar.
Neste grupo estão os gastos com a Previdência, que consomem mais de 40% do total do Orçamento. Sobram apenas 16,7% que o governo pode mexer (as chamadas despesas discricionárias). Com isso, a margem para decidir onde cortar gastos é limitada.
Distribuição dos gastos públicos, segundo a proposta orçamentária do governo para 2017
A economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, compara a PEC 241 a uma cinta que mede a circunferência de alguém com obesidade e se limita a fazer o diagnóstico e impor um regime.

Para o especialista em contas públicas Maxwell Ladir Vieira, o espaço para deslocar as despesas discricionárias (que podem ser cortadas) é muito pequeno, com ou sem uma reforma da Previdência. Esses gastos incluem investimentos em áreas como infraestrutura, pesquisa, ciência e tecnologia. O restante das despesas, como a folha de servidores e abono salarial, é congelado.

“A margem de remanejamento é muito reduzida. Por enquanto, Saúde e Educação têm um limite mínimo de gastos que não pode ser mexido, então sobrariam áreas menores para cortar, como investimentos em pesquisas, segurança pública e meio ambiente”, afirma Vieira.
Simulações de como seria a aplicação da PEC, considerando inflação projetada para 2017 no boletim Focus
Pelas regras da PEC, saúde e educação só terão que obedecer à regra de teto de gastos a partir de 2018. O Conselho Nacional de Saúde calcula em mais de R$ 400 bilhões as perdas para a saúde nos próximos 20 anos com a PEC. Na educação, cerca de um terço dos recursos precisarão ser cortados para respeitar o teto a partir de 2018, estima um estudo técnico da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados.

A equipe econômica argumenta que a PEC fixa apenas um piso mínimo e que nada impede que o Orçamento para Educação e Saúde suba acima da inflação, desde que se respeite o teto global. Ou seja, se o governo gastar menos em outras áreas, poderá aumentar os recursos para essas áreas.

Para os defensores da PEC, um dos pontos positivos da proposta é justamente a reavaliação de prioridades e do tamanho do Estado. "Dá para fazer mais com o mesmo dinheiro. O problema é muito mais de gestão", diz Simão Davi Silber, professor da FEA/USP.

Já para os críticos, a PEC ameaça políticas sociais. “Se aprovada e de fato implementada, levará a uma redução de bens e serviços públicos por habitante, o que seria desastroso", afirma Ricardo Summa, professor do Instituto de Economia da UFRJ. 

O DESAFIO DA PREVIDÊNCIA

Aefetividade da PEC para controlar as contas públicas está condicionada a medidas complementares de ajuste fiscal, especialmente, à aprovação da reforma da Previdência. Nesse aspecto, há um consenso entre os críticos e defensores da proposta.
O pagamento de aposentadorias e outros benefícios do INSS não pode sofrer cortes e abocanha mais de 40% dos gastos primários (sem contar os juros da dívida). Estes gastos obrigatórios crescem conforme a população envelhece e mais pessoas se aposentam, mesmo que as contribuições não arrecadem na mesma proporção.

Em 10 anos, os gastos do sistema passaram de R$ 146 bilhões para R$ 436 bilhões até 2015, um aumento de quase 200%, segundo dados da Previdência Social. Essas despesas subiram 4,3% acima da inflação entre 2011 e 2015. Até 2037, os gastos com aposentadoria e pensões vão chegar a R$ 2,6 trilhões, apontam as projeções do próprio governo que consideram as regras atuais da Previdência Social.

Outros gastos sociais cresceram mais que a Previdência nos últimos anos, mas eles têm pesos menores no Orçamento não geram a mesma pressão sobre as contas públicas. Um exemplo é o Bolsa Família, que nos últimos quatro anos teve despesas 7,1% acima da inflação, mas representa apenas 2,3% dos gastos primários do governo.

O governo tem pouca margem para evitar um estouro do teto de gastos caso as despesas com a Previdência continuem a subir acima da inflação. Especialistas ouvidos pelo G1consideram que as áreas que não obedecem um limite mínimo seriam as mais sacrificadas para compensar um descontrole puxado pelos gastos do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).
Simulação de grupo de professores universitários do efeito da PEC nos gastos públicos mesmo com alterações nas regras da Previdência
Pelos cálculos da Sociedade Brasileira de Economia e Política (SEP), formada por professores universitários, os gastos não obrigatórios teriam de encolher pela metade em 10 anos em termos de proporção ao PIB para que a regra do teto seja cumprida. Estão nessa conta, por exemplo, benefícios sociais, gastos com ciência e tecnologia, recursos para as forças armadas e investimentos em infraestrutura. Atualmente esses gastos representam 8% do PIB, número que precisaria cair para 4%, segundo a projeção da SEP.

Até 2036, a SEP estima que o gasto público total poderá retroceder a 12% do PIB até 2036. No estudo “Austeridade e Retrocesso”, os economistas da entidade projetam que a PEC pode fazer com que os gastos com Saúde e Educação caiam dos atuais 4% do PIB para algo próximo de 3% do PIB em 10 anos, ao passo que as despesas com Previdência subiriam dos atuais 7,4% do PIB para 8,6% do PIB.

O governo defende que uma reforma da Previdência é fundamental para o ajuste das contas públicas, junto da aprovação da PEC do teto de gastos. A equipe econômica está elaborando uma proposta para enviar ao Congresso.

O governo quer estabelecer uma idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres, de 65 anos, entre outras alterações. A previsão é que a proposta seja apresentada ao Congresso Nacional ainda este ano.

Mesmo que o governo consiga o aval do Legislativo para mudar a regra da Previdência, a reforma não aliviaria as contas públicas no curto prazo, estimam especialistas. “Ela só teria efeito significativo depois de 10 anos”, diz o professor de economia e especialista em contas públicas Alcides Leite.

O governo federal estima que o déficit previdenciário continuará crescendo e atingirá, no ano que vem, R$ 181,2 bilhões, ou 2,7% do PIB. Em 2015, o rombo do sistema foi de R$ 85,8 bilhões. 

FLEXIBILIZAÇÃO DAS REGRAS

Opresidente Michel Temer já admitiu que a PEC poderá ser revisada daqui a 4 ou 5 anos para não engessar a administração federal, desde que a economia brasileira se recupere. Isso exigiria, entretanto, a aprovação de outra Proposta de Emenda à Constituição (PEC) mais à frente.
Para o professor Simão Silber, da FEA/USP, o mais adequado seria prever desde já um instrumento de flexibilização e que o teto fosse aplicado somente nas despesas correntes. "O grande ajuste teria que abrir espaço para investimentos", afirma.
O presidente da República, Michel Temer, já admite que texto poderá ser revisado em 4 ou 5 anos
O que pode aumentar essa margem de manobra é a ampliação de 20% para 30% do limite que pode ser transferido da arrecadação com impostos e contribuições sociais de uma área para outra, pela chamada Desvinculação de Receitas da União (DRU).

Por exemplo, se a Seguridade Social arrecadar R$ 2 trilhões em 2017 e tiver superávit (receita maior que as despesas), o governo poderia destinar 30% destes recursos para uma outra área que tenha estourado o teto de gastos.

A ampliação da DRU foi aprovada pelo Senado em agosto, que estendeu para até 2023 a permissão para a União usar livremente esses recursos nas áreas que desejar. Pelo texto, a medida poderá ser aplicada de forma retroativa desde 1º de janeiro deste ano. 

O QUE DIZ QUEM É A FAVOR

Para os defensores da proposta, o gasto público chegou a um patamar insustentável e seu crescimento precisa ser limitado. A PEC é fundamental para o Brasil recuperar a credibilidade entre os investidores e voltar a crescer.
Crescimento do gasto público é insustentável. Desde 1991 as despesas do governo crescem a taxas superiores à média do PIB. A partir de 2014, as contas do governo passaram a registrar rombos recordes, ou seja, despesas maiores do que receitas. A PEC coloca uma trava para a expansão do gasto público, que não poderá crescer acima da inflação do ano anterior. Isso fará com que, aos poucos, a dívida pública caia e traga sustentabilidade financeira ao país.

Teto é essencial para a recuperação da economia. A PEC é vista por investidores e pelo mercado como a 1ª medida econômica efetiva por parte do governo de Michel Temer. A PEC sinalizará um compromisso de longo prazo de controle das contas públicas, o que contribuirá para o aumento da confiança de empresas e consumidores. Essa melhora na confiança é essencial para a retomada do investimento privado e o consumo das famílias. O aumento do consumo e do investimento poderá fazer o Brasil voltar a crescer.

É uma solução de longo prazo. A proposta traz uma solução de longo prazo para o déficit fiscal do país. A validade é de 20 anos e ela só poderá ser revisada uma vez por mandato presidencial. É uma espécie de “proteção” das contas públicas do país dos futuros governantes.

Abre espaço para reduzir o juro no Brasil. O endividamento do governo dificulta uma maiorredução da taxa básica de juros brasileira, a Selic, hoje em 14% ao ano, uma das maiores do mundo. Quanto maior o déficit fiscal, mais arriscado é emprestar dinheiro para o país e mais caro ficam os juros para rolar a dívida pública. Com as contas sob controle, o país poderá manter um juro menor. A Selic é referência para as taxas de juros cobradas em linhas de crédito ao consumidor e a empresas.

Proposta vai melhorar a gestão fiscal. Com um limite para gastar, os governantes terão de pensar melhor onde colocar o dinheiro público. Isso trará um aumento da eficiência do gasto público e forçará uma definição de prioridades para o País.

Não impede gastos com saúde e educação acima da inflação Pelas regras da PEC, saúde e educação só terão que obedecer à regra de teto de gastos a partir de 2018, portanto deverão ter uma base para o teto superior. Nos anos seguintes, o governo ressalta ainda que os investimentos nessas áreas poderão crescer acima da inflação. Para o governo, o que vale é o teto total. Ou seja, se o governo gastar menos em outras áreas, poderá aumentar os recursos para saúde e educação.

Reduz a pressão para aumento de impostos. Se a PEC não for aprovada, o governo terá de usar outras alternativas para equilibrar as contas públicas, como o aumento de impostos. Hoje a carga tributária no país já é elevada e chega a um terço do PIB. O governo defende que a PEC é um remédio “menos amargo”.

Fixa punições em caso de descumprimento. A lei prevê punições caso alguns dos 3 Poderes da União ou órgãos a eles vinculados descumpram o limite de crescimento de gastos. Ele ficará impedido de reajustar salários e contratar pessoal, por exemplo. 

O QUE DIZ QUEM É CONTRA

Para os críticos, a PEC vai prejudicar os mais pobres e estrangular os gastos sociais. A proposta reduzirá o peso do Estado na economia, sem o aval das urnas.
Falso diagnóstico do problema fiscal. Alguns economistas consideram que a PEC traça um falso diagnóstico do rombo das contas públicas. Para eles, o problema está relacionado à forte queda da arrecadação e ao aumento do gasto com a dívida. As principais causas para o crescimento do endividamento seriam os gastos com pagamento de juros, as renúncias fiscais e a política de acúmulo de ativos (reservas internacionais e créditos junto ao BNDES) com remuneração menor que as taxas de mercado.

Estrangulamento de gastos em saúde e educação. Os críticos alertam que como o ritmo de algumas despesas obrigatórias tendem a continuar a crescer – como os gastos com Previdência. O congelamento global de aumento nos gastos provocaria necessariamente o estrangulamento de outras áreas, como saúde e educação.

Regra não considera mudanças demográficas e crescimento do PIB. O teto não considera o crescimento e envelhecimento da população na regra que corrige os gastos públicos, nem o crescimento do PIB. A mudança desses indicadores pode trazer novas necessidades de investimento em serviços públicos. Para os economistas, a PEC colocaria em risco políticas sociais.

Prazo de duração muito longo e sem flexibilização. O prazo de vigência do teto, de 20 anos, é considerado longo demais. Para os críticos, é difícil prever as necessidades futuras do país. Não há flexibilidade para ajustar as contas públicas e mudar a regra no futuro.

Projeto de estado mínimo não referendado nas urnas. Na prática, a PEC reduzirá o peso do Estado na economia, ao não permitir um aumento do gasto público quando há crescimento econômico. Para os críticos, a PEC impõe um projeto de Estado mínimo ao país, que não foi referendado nas urnas. O presidente Michel Temer não foi eleito, mas empossado após um processo de impeachment.

Dificulta o investimento público e pode prolongar a crise. A PEC vai estrangular os gastos públicos e reduzir a capacidade de investimento do Estado. Isso pode tornar ainda mais lenta a retomada do crescimento econômico. Para os críticos, deveria ser retirado da regra do teto os gastos com investimentos públicos, que trazem retornos sociais e garantem estímulo à economia.

Modelo não é aplicado em outros países. Embora vários países tenham aprovado regras para definir o crescimento de despesas, não se tem conhecimento de modelo semelhante aplicado no exterior. Na União Europeia, o limite para o gasto público está associado à taxa de crescimento de longo prazo do PIB e não à inflação. Como não há referências no exterior, há incertezas dos efeitos dessa medida na economia e até mesmo de sua viabilidade.

Existem alternativas melhores e menos dolorosas. Uma alternativa ao corte de gastos é aumentar a arrecadação. Um dos caminhos sugeridos é fazer uma reforma tributária e aumentar a carga de impostos cobradas dos mais ricos. Outra sugestão para aumentar a arrecadação e equilibrar as contas está a retomada da tributação de imposto de renda dos dividendos distribuídos a acionistas. 

PERGUNTAS E RESPOSTAS

ACâmara dos Deputados aprovou a PEC 241 em votação em primeiro turno. A proposta final será submetida a uma segunda votação na Câmera e seguirá para o Senado antes de entrar em vigor. Veja os principais pontos que estão no texto que foi aprovado pela Câmara.
1 - Em que consiste a PEC do teto de gastos? A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) muda alguns dispositivos da Constituição de 1988 para criar o chamado “Novo Regime Fiscal”. Esse regime prevê que as despesas públicas não poderão crescer acima da inflação oficial do ano anterior. Ou seja, se a inflação deste ano for de 8%, este será o teto de crescimento da soma de todos os gastos federais no ano seguinte. A PEC prevê que o teto valerá pelos próximos 20 anos.

2 - O que falta para a PEC 241 ser aprovada? O projeto foi aprovado em 1º turno pela Câmara e ainda terá de passar por um 2º turno no plenário da Casa. A votação está prevista para esta semana. Também são necessários pelo menos 308 votos dos 513 deputados. Se aprovado em segundo turno, o texto seguirá para análise do Senado.

3 - Esta regra poderá ser mudada? Somente a partir do décimo ano da PEC 241, o Presidente da República que estiver no poder poderá enviar um projeto de lei para mudar a forma de correção do teto. Ele não poderá editar medidas provisórias. O presidente Michel Temer afirmou a PEC poderá ser revista daqui a quatro ou cinco anos para não engessar a administração federal, se a economia brasileira se recuperar neste período.

4 - A regra será igual para gastos com Saúde e Educação? A correção dos limites pela inflação medida pelo IPCA do ano anterior só valerá para as despesas com Saúde e Educação a partir de 2018.

5 - O governo poderá abrir créditos suplementares? Não. O governo será proibido de abrir crédito suplementar ou especial que amplie o limite das despesas públicas. Essa modalidade era usada para reforçar o Orçamento e costumava ser autorizada por lei ou decreto do Executivo.

6 - Há gastos que não precisam obedecer o teto? Sim, em cinco casos: 1. Transferências constitucionais, como o repasse de recursos da exploração de petróleo a estados e municípios; o repasse de impostos arrecadados pela União a municípios, estados e fundos; cotas do salário-educação a estados e municípios; despesas com a polícia civil, militar e o corpo de bombeiros. 2. Créditos extraordinários somente em casos imprevisíveis e urgentes, como guerra, comoção interna ou calamidade pública. 3. Despesas com eleições pela justiça eleitoral. 4. Outras transferências obrigatórias por lei que em função de receitas vinculadas. 5. Despesas com aumento de capital de estatais não dependentes.

7 - Quais órgãos estão sujeitos a este teto? Os três Poderes da União (Executivo, Judiciário e Legislativo) terão limites individualizados de gastos. Órgãos federais com autonomia administrativa e financeira também deverão cumprir este limite. Isso inclui, por exemplo, o Tribunal de Contas da União (TCU), o Ministério Público da União (MPU), a Defensoria Pública da União, fundos, fundações e estatais.

8 - O que são os limites individualizados? É o teto estabelecido para cada um dos três Poderes. Será possível compensar um possível “estouro” do teto entre órgãos do mesmo Poder. Por exemplo, se um tribunal ultrapassar o limite de gastos em um ano, outro órgão do Judiciário que estiver com sobra poderá ceder sua parte, desde que o total dos gastos não ultrapasse o teto do Judiciário. Um tribunal não poderá compensar esse limite com um órgão do Legislativo, por exemplo, pois eles fazem parte de Poderes diferentes.

9 - Os órgãos municipais e estaduais estão sujeitos a este limite? Não. O governo pretende enviar uma proposta que limite o crescimento dos gastos de estados e municípios semelhante à PEC 241, válida apenas para a União. Esta seria a contrapartida exigida pelo governo federal à renegociação (“perdão”) das dívidas dos estados e municípios.

10 - Quais as punições caso o órgão ou Poder descumpra o teto? Caso o limite não seja respeitado, a PEC prevê que o Poder ou órgão responsável ficará proibido a partir do ano seguinte a: 1) Dar aumentos e reajustes salariais a servidores públicos. 2 )Criar cargo, emprego ou função que implique aumento de despesa. 3)Mudar a estrutura de carreira que implique aumento de despesa. 4) Contratar pessoal, exceto para reposição de vagas. 5) Abrir concursos públicos. 6) Criar ou aumentar auxílios, vantagens, bônus e abonos para servidores.7) Criar despesas obrigatórias. 8) Reajustar despesas obrigatórias acima da inflação. 

CRÉDITOS:

Reportagem: Darlan Alvarenga e Taís Laporta 
Edição: Marina Gazzoni 
Infográfico: Karina Almeida e Rodrigo Cunha 

sábado, 17 de outubro de 2015

Nem Natal salva o comércio da crise

Panetones
Uma evidência do aperto geral: alguns supermercados levaram os panetones às prateleiras já em setembro para tentar antecipar as vendas de Natal(Rodrigo Antonio/VEJA.com)
Silvio Ribeiro trabalha como Papai Noel em festas de fim de ano há 48 anos. Mais que isso: ele mantém uma equipe de 15 "bons velhinhos", que trabalham em shoppings, empresas, eventos e residências. Mesmo com uma inflação de mais de 9% prevista para 2015, ele decidiu não reajustar o preço do serviço, inalterado há dois anos. Para ter um Papai Noel com barba postiça, o preço é 650 reais. Com barba de verdade, o valor passa a 850 reais. Em outras épocas, as reservas já estariam aquecidas nessa época do ano, a pouco mais de dois meses do Natal. Neste 2015 de retração econômica, no entanto, até Papai Noel é termômetro do aperto financeiro da clientela. "Ainda não recebemos nenhum pedido", diz Ribeiro. "Nossa esperança está no recebimento do 13º salário."
Na última década, o comércio elegeu, a cada fim de ano, um produto-símbolo da fase de bonança do consumo no país. Os varejistas brasileiros já celebraram o Natal da TV de plasma, o do notebook e o dos smartphones, para citar três campeões de vendas. Em 2015, se houver algum campeão para eleger como símbolo, já será uma vitória. Praticamente todos os setores do varejo preveem para este ano seu pior Natal em muito tempo. O depoimento do Papai Noel Silvio Ribeiro ou o repentino aparecimento de panetones - tradicional produto de fim de ano - nas prateleiras de supermercados em pleno mês de setembro atestam o que economistas e empresários já anteveem: em 2015, nem o Natal salva os resultados do comércio.
A celebração de fim de ano da família da enfermeira aposentada Teresa Jonas vai ser mais simples que o do passado. "Não teremos amigo secreto, só vamos presentear as crianças", diz ela. "Para os adultos, daremos doce. E caseiro." Na casa da relações públicas Amanda Abed, a celebração também vai ser mais enxuta. A família grande já permitiu festas de Natal com até 70 pessoas. Em 2015, serão 20. "Decidimos não chamar todo mundo", conta.
Inflação, dólar e desemprego em alta estão entre os fatores que se somam para que as projeções de um Natal mais magro. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) fala em impacto direto em todos os segmentos do varejo, que incluem lojas de rua, shoppings e o comércio eletrônico. Para o varejo físico, a entidade projeta vendas 4,1% menores que as de 2014, o que deve marcar a primeira retração desde 2004.
Os planos de fim de ano do aposentado Manuel de Abreu põem em cores vivas o que as planilhas de empresas e entidades de classe como a CNC já anteveem. Na família do aposentado, os adultos não ganham presentes - e o neto não vai ganhar um tablet novo, como Abreu planejava, mas um que, hoje, é de sua esposa. "Vamos aproveitar que ela não usa tanto", diz.
Quando os empresários afirmam que nem o Natal livrará 2015 de ser um ano ruim para as vendas, não se trata de pessimismo cego. Em todas as outras datas usadas como trampolim pelo comércio, os números deste ano foram decepcionantes. Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em 2015, as vendas caíram no Dia das Crianças (-8,95%), Dia dos Namorados (-7,82%), Páscoa (-4,93%), Dia das Mães (-0,59%) e dos Pais (-11,21%).
Não que o consumo vá simplesmente desaparecer. O testemunho de Marlei Panighel dá mostras da prática que muitas famílias podem adotar neste fim de ano: em vez de troca de presentes, amigo secreto para direcionar o gasto. "Fixamos um preço e trocamos presentes", diz. Marcela Kawauti, economista-chefe do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), afirma que esse gasto mais direcionado poder ser a regra geral. "As pessoas não vão deixar de gastar, mas gastarão menos", diz. Assim, exemplifica a economista, quem comprava um vinho importado para a ceia, por exemplo, deverá optar por um nacional, e o panetone com frutas cristalizadas, mais barato, deverá virar a opção de quem em anos anteriores comprou a versão trufada.
Essa substituição tem sido sentida pelos supermercados, atesta Fernando Yamada, presidente da Associação Brasileira de Supermercados. E, mais que isso, os consumidores estão "priorizando as compras de abastecimento da casa", afirma. Nos shoppings, as vendas devem ser menores que as de 2014 - que já tinha sido o mais fraco em oito anos, diz Luis Augusto Ildefonso da Silva, diretor de relações institucionais da Alshop. Roupas, calçados, e eletroeletrônicos, afirma, estão entre os itens com as piores perspectivas para o Natal. "As pessoas estão adiando as compras de produtos que podem ser substituídos mais tarde porque não têm certeza se terão emprego daqui a alguns meses.", diz.
Esse cenário deverá frear a demanda por trabalhadores temporários em 2015. No fim deste ano, nove em cada dez empresários (88%) disseram que não contrataram nem pretendem contratar funcionários para reforçar o efetivo, segundo levantamento do SPC e da CNDL. Além disso, apenas 27% dos empresários consultados disseram que pretendem investir no Natal - os que disseram que não o farão somam 71%. De acordo com a CNC, pela primeira vez desde 2009 a estimativa aponta para uma retração de 2,3% no número de vagas em relação ao ano anterior, para 139,6 mil posições. A entidade estima que o salário médio de admissão poderá chegar a 1.442 reais.
Exceções positivas - Ao menos por ora, a projeção é menos nebulosa para o e-commerce. A Associação Brasileira do Comércio Eletrônico (Abcomm) prevê crescimento de 18% das vendas neste Natal em comparação com o de 2014. De qualquer forma, a projeção é menor que os 26% que a entidade previa no início de 2015. "Serão afetadas principalmente as categorias de eletrônicos e informática, mais ancoradas no dólar", diz Maurício Salvador, presidente da entidade.
E o panetone, que chegou mais cedo às prateleiras, também pode ficar entre as exceções positivas de um Natal de más notícias. A Pandurata, que produz as linhas Bauducco, Visconti e Tommy, prevê aumento de 10% das vendas neste fim de ano, para um total de 75 milhões de unidades. Para concorrer com outras lembrancinhas, a Pandurata sofisticou as embalagens e segurou os preços. O reajuste, segundo a empresa, ficará abaixo da inflação de 9% projetada para 2015.
De qualquer forma, essas são exceções. A regra geral será a do corte de gastos por parte dos consumidores - e queda nas vendas e nas contratações do lado do varejo. E há quem tenha decidido levar o enxugamento ao máximo possível. Luis Fernando Bayer, que já chegou a fazer jantar para 30 pessoas no Natal, neste ano,decidiu passar sozinho. "Está tudo muito caro", diz. Em Natal em que até Papai Noel não consegue se empregar, de fato não há espírito natalino que se sustente.

Veja.


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Poder de compra dos brasileiros fica ainda menor, na contramão de países emergentes

Levantamento divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo nesta segunda-feira mostra que o poder de compra do brasileiro encolheu 0,5 ponto percentual no último ano em comparação com 2013. Fatores como o fim do ciclo de elevação dos preços de produtos exportados pelo Brasil e a ausência de reformas na economia contribuíram para o resultado negativo, o que coloca o país no sentido contrário ao de outros emergentes, como Taiwan, Coreia do Sul, Chile e Uruguai, que viram nos últimos anos a renda de sua população aumentar.
Demanda por eletroeletrônicos durante o Mundial impulsionou o varejo
Poder de compra do brasileiro recuou 0,5 ponto porcentual em 2014(Alexandre Battibugli/VEJA)
O estudo foi feito com base no cálculo da Paridade de Poder de Compra (PPC), que equipara a capacidade de adquirir bens da população entre diferentes países, divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em abril. A renda americana é usada como referência para as comparações. Deste modo, a renda per capita do brasileiro foi de 29,5% da do americano no ano passado. Em 2013, 2012 e 2011, o índice estava estacionado no nível de 30%.
O desenvolvimento é alcançado por um país quando a sua renda média se aproxima da de países ricos. O poder de compra dos chilenos, por exemplo, é de 42,1%, e dos uruguaios, de 37,7%, da fatia da renda média dos americanos.
A evolução do Brasil para um país de renda média ganhou força nas décadas de 1950 e 1970, na época da industrialização e urbanização. Em 1980, a renda per capita brasileira medida em PPC foi de 38% da americana. "O crescimento inicial é mais fácil. Você consegue evoluir acumulando capital. Mas, depois, o retorno sobre esse capital decresce e outras fontes são necessárias", avaliou Filipe Campante, professor de políticas públicas da universidade de Harvard.
Economistas ouvidos pelo jornal afirmaram que, para o país retomar o ritmo de crescimento, é preciso adotar uma série de medidas na economia que valorizem o avanço nas áreas de tecnologia e capital humano. "Nesses quesitos, o Brasil e parte da América Latina pararam no tempo", disse Otaviano Canuto, consultor do Banco Mundial.

Veja.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Dólar sobe e Bolsa cai após reeleição de Dilma

Brasília (ABr) - O dia seguinte ao segundo turno das eleições presidenciais foi marcado por turbulência no mercado financeiro. O dólar comercial subiu 2,68% e fechou a segunda-feira (27) vendido a R$ 2,523. A alta, de mais de R$ 0,06 no dia, fez a cotação atingir o mais alto nível desde maio de 2005. No mercado de ações, o dia foi de perdas, puxadas pelas ações da Petrobras, que caíram quase 12%.

No caso do dólar, o momento de maior tensão ocorreu por volta das 9h30, quando a divisa chegou a disparar mais de 4% e atingir R$ 2,56. Depois de muita oscilação nas horas seguintes, a cotação desacelerou a partir das 15h, diminuindo o ritmo de alta. O dólar acumula valorização de 3,06% no mês e de 7,02% no ano. Além das tensões associadas à corrida eleitoral, fatores externos têm pressionado o câmbio nas últimas semanas. Em setembro, o Banco Central dos EUA reduziu os estímulos à economia do país. A decisão fez com que o dólar iniciasse uma escalada.

Bolsa
O dia também foi de perdas no mercado de ações. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou a segunda-feira em baixa de 2,77%, mas chegou a cair mais de 6% durante a sessão. A queda foi puxada pelas ações da Petrobras, que caíram 11,53%. Com o desempenho, o índice acumula queda de 2,37%  em 2014. A nova metodologia do Ibovespa, implantada a partir de maio, impediu que o índice tivesse perdas ainda maiores. Isso porque na composição anterior ativos como Eletrobras e Petrobras tinham peso maior que na atual.

Como os papéis de estatais, que formam o que o mercado batizou de “kit eleições”, tiveram as perdas mais acentuadas do Ibovespa ontem, o fato de terem uma exposição menor no indicador evitou que o índice baixasse mais. “Como se tratava de um índice de negociabilidade, que era muito influenciado pela liquidez, em função dos eventos que ocorreram nesse ano, o peso de muitos ativos que oscilaram fortemente teria aumentado, impactando de forma mais significativa no índice”, diz Elíseo Viciana, vice-presidente da espanhola Mapfre Investimentos.

As ações preferenciais da Petrobras têm hoje participação de 7,203% ante 8,119% na carteira teórica válida entre janeiro e abril deste ano. Já as ordinárias, elevaram de 3,96% para 4,654% No caso dos papéis preferenciais da Eletrobras, o peso passou de 0,4% para 0,22%. Os ordinários de 0,297% para 0,149%.

Para se ter ideia do peso que esses papéis exerciam sobre o índice, em janeiro de 2003 Petrobras PN respondia por 18,38% do Ibovespa e Petrobras ON detinha 7,8%. No caso da Eletrobras, as fatias eram de 1,38% e 2%, respectivamente.

Nas novas regras do Ibovespa, a forma de ponderação dos ativos mudou e passou a ser pelo valor de mercado dos papéis da empresa em circulação. Além disso, foi inserido um limite de participação por empresa de até 20%, impedindo que uma única companhia, como a Petrobras no passado, tivesse peso tão relevante.


Número
7,02% é a valorização do dólar este ano. Só em setembro, a cotação subiu 3,06%.



Tribuna do Norte

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Economia brasileira encolhe 0,6% no 2º trimestre de 2014, diz IBGE

A economia brasileira encolheu 0,6% no segundo trimestre deste ano, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes (em reais), a soma das riquezas produzidas no período chegou a R$ 1,27 trilhão.

Na comparação com igual período do ano passado, a queda do Produto Interno Bruto (PIB) foi de 0,9%. No acumulado em quatro trimestres encerrados no 2º trimestre de 2014, a atividade doméstica ainda registra alta, mas de apenas 1,4%.
O dado do primeiro trimestre de 2014 – que, ao ser divulgado, em maio deste ano, indicava expansão de 0,2% – foi revisado para queda de 0,2%. Com a sequência de dois trimestres seguidos de queda, configura-se um quadro que os economistas chamam de recessão técnica.
Setores
Dos três setores analisados pelo IBGE para o cálculo do PIB, apenas um mostrou variação positiva, o de agropecuária, que teve ligeira alta, de 0,2% no segundo trimestre ante o trimestre anterior. O setor de serviços teve queda de 0,5%, e a indústria registrou queda de 1,5% no período. 

Em relação ao segundo trimestre do ano passado, o setor de agropecuária na teve variação; serviços sustentam alta de 0,2%; e a indústria apresentou queda de 3,4%, na mesma base de comparação.
Queda nos investimentos
A formação bruta de capital fixo, que representa os investimentos, sofreu forte queda de 5,3% em relação ao trimestre anterior (1º trimestre de 2014). Na comparação com igual período do ano passado a queda chega a 11,2%.

A despesa da administração pública, que indica os gastos do governo, recuou 0,7% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com igual período de 2013, esses gastos tiveram expansão de 0,9%.
O consumo das famílias cresceu a uma taxa de 0,3%, e, ante ao 2º trimestre do ano anterior, a expansão foi de 1,2%.
Quanto ao setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 2,8%, enquanto as importações apresentaram queda de 2,1%, em relação ao primeiro trimestre de 2014. Na comparação anual, as exportações tiveram alta de 1,9%, enquanto as importações recuaram 2,4%, de acordo com o IBGE.


G1.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

PROJETO ARQUITETÔNICO E SEUS BENEFÍCIOS

A casa ou residência, entendida como o espaço pessoal e aquele destinado ao convívio familiar, é idealizada de maneiras diferentes por diferentes pessoas, inclusive da própria família, de acordo com seus gostos e necessidades. Nesse sentido, os modernos materiais de construção, especificamente aqueles destinados aos acabamentos permitem hoje que os espaços internos sejam personalizados de acordo com o ocupante. O mesmo pode-se dizer do mobiliário.

Como, porém, a maioria das residências, sejam elas casas isoladas ou apartamentos, são adquiridas já prontas ou com projetos definidos sem a participação dos futuros moradores, estes já não têm como obter espaços pessoais e familiares ajustados às suas necessidades e que contemplem aspectos relevantes para seu conforto, bem estar e economia como:


- acessibilidade,
- isolamento acústico,
- isolamento térmico,
- níveis de iluminação natural e ventilação, 
- insolação, e
consumo de energia, além da destinação do esgoto, distribuição dos espaços internos,vegetação, custos de manutenção, etc.

Dessa forma, as adequações para o atendimento de suas necessidades específicas tornam-se praticamente impossíveis de realizar ou então extremamente dispendiosas. Para os interessados nos projetos de casas, na sua construção, aquisição ou locação, é fundamental, assim, contar com a assistência de profissionais - Arquitetos e Engenheiros - que poderão orientá-los na escolha do imóvel mais adequado às suas aspirações, necessidades e disponibilidade econômica.

Normas disciplinadoras do crescimento urbano.

A providência inicial, uma vez decidida a elaboração de um projeto de edificação, é a consulta junto aos Órgãos Públicos, particularmente junto às Prefeituras Municipais, sobre as exigências a serem observadas para a aprovação de tal projeto. Tais exigências, de uma maneira geral, estão contidas no Código de Obras específico de cada Município.
Esses códigos têm por objetivos, entre outros:

- coordenar o crescimento urbano,
- regular o uso do solo,
- controlar a densidade do ambiente edificado,
- proteger o meio ambiente, 
- garantir espaços abertos destinados a preservar a ventilação e iluminação naturais adequadas a todos os edifícios, e
- eliminar barreiras arquitetônicas que impedem ou limitam a possibilidade de deslocamento de pessoas portadoras de deficiência ou com dificuldade de locomoção.

Assim, os Códigos de Obras definem, entre outros, os seguintes itens:

- tipo de ocupação permitido para um determinado lote; se residencial, comercial, industrial ou de uso misto,
- a projeção máxima do edifício sobre o terreno ( taxa de ocupação),
- área máxima permitida para a construção (coeficiente de utilização),
- recuos a serem observados com relação às divisas, e
- dimensões mínimas e detalhes construtivos de corredores, escadas e rampas.


Mas as possibilidades de planejar uma casa de acordo com a sua vontade não param por aí.
No site da empresa LF Soares Projetos, além você montar a sua casa com tudo o que deseja, ainda pode receber o projeto em 3D, assim como um vídeo da maquete virtual mostrando todos os detalhes do prédio. 
Para exemplificar, escolhemos as imagens de um projeto de casa que consta no site da LF Soares Projetos (http://www.soaresprojetos.com.br). A tecnologia usada permite que o cliente visualize a casa em diferentes horas do dia:
Visão da casa em horário de sol.

Visão da casa à noite.

Vista aérea da casa.
Além de construir a casa do jeito que o cliente deseja, a LF Soares Projetos orienta passo a passo sobre como regularizar uma obra e, ainda no site, tira todas as dúvidas que surgirem, sempre dando ênfase à satisfação do cliente.
Vale lembrar que a LF Soares Projetos é uma empresa brasileira, nascida da paixão pelo alcance da perfeição dos projetos.
Além de projetos residenciais, a LF Soares Projetos tem grande experiência em grandes empresas, como a Mineração Rio do Norte, atendendo ao altíssimo parão de qualidade exigido.
Para conhecer mais sobre projetos e construir sua casa do jeitinho que você quer, basta entrar no site da LF Soares Projetos: www.soaresprojetos.com.br.

OFERECIMENTO

Contatos: 
(93) 9159 8842
atendimento@soaresprojetos.com.br


Imagens: LF Soares Projetos
Texto: Edifique / Elielson Rezende.