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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Mulher tenta entrar em presídio com celular dentro de saco de farinha

Uma mulher, de 24 anos, tentou entrar na penitenciária Agrícola Sílvio Hall de Moura, em Santarém, oeste do Pará, no domingo (14), com um aparelho celular escondido dentro de um saco de farinha.
Segundo a Polícia Civil, a jovem foi visitar o marido que está preso e iria entregar o aparelho celular para o detento. A visitante foi flagrada durante a revista.
A jovem foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil. Como ela não tinha passagem pela polícia e se tratava de um crime de menor potencial ofensivo, foi registrado somente um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e depois ela foi liberada.

G1 - Santarém

sexta-feira, 17 de abril de 2015

TRAVESTI VERÔNICA AFIRMA: "NÃO FUI TORTURADA"

Em entrevista gravada pela coordenadora de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, Heloisa Alves, Verônica afirma que estava "possuída" e não foi torturada pelos policiais.

Militantes acusam os policiais de terem torturado e humilhado a travesti dentro da delegacia
Charleston, conhecido como Verônica.

"Todo mundo está achando que fui torturada pelos policiais, mas não fui. Eu simplesmente agi de uma maneira que achava que estava possuída, agredi os policiais. Eles só agiram com o trabalho deles", afirma.

O delegado do caso, Luiz Roberto Hellmeister, afirmou que Verônica poderia solicitar uma sala separada dos outros presos, mas não fez o pedido. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que a travesti já chegou à delegacia com os cabelos curtos, "pois costumava usar perucas antes de sr presa". 

Ela deve ser transferida para uma unidade penitenciária masculina de São Paulo.


Estadão

DELEGADO DESABAFA SOBRE TRAVESTI CRIMINOSO

‪#‎NãoSomosVerônica‬ 

A verdade precisa ser dita!

"No dia 10/04 o sr. Charleston, conhecido como Veronica, tentou matar à pauladas a idosa Laura, de 73 anos de idade. Repito: 73 anos de idade. Na oportunidade, ele também agrediu os policiais militares que o detiveram e ainda agrediu outros dois homossexuais, sendo um deles um transexual conhecido como BEATRIZ. Por este motivo, Charleston (ou Veronica) foi preso em flagrante por homicídio tentado. Dois dias após, no dia 12/04, o carcereiro, ao abrir a cela onde estava o sr. Charleston, foi atacado e teve a orelha arrancada por este à dentadas. Houve luta corporal e foi preciso o uso de força física para fazer cessar a conduta de Charleston. Toda esta toada, resultou no seguinte cenário:
a) A idosa Laura, de 73 anos, permaneceu internada para tratar os traumas no crânio.
b) O carcereiro, teve que ser internado e passou por cirurgia para reconstrução de sua orelha (sem sucesso) e;
c) O senhor Charleston, conhecido como Verônica, teve o rosto machucado pela intervenção dos policias que o contiveram.
Seria mais uma história de violência de nossas cidades, se não fosse um detalhe: Hoje, alguns movimentos de esquerda e de defesa LGBT estão se manifestando em defesa de Verônica e lançaram a campanha: "SOMOS TODOS VERÔNICA"! Até a revista de esquerda FORUM, se manifestou em apoio ao transexual. Enquanto isso, esses mesmos não demonstram qualquer preocupação a respeito do carcereiro que perdeu a orelha ou da idosa que quase foi morta à pauladas. Outra coisa que causa perplexidade é que também não se importaram com o transexual que tentou salvar a idosa e é conhecido como Beatriz, o qual também foi agredido e machucado.
Carcereiro teve a orelha arrancada por Charleston
Notem que a revista Forum, alguns militantes de esquerda e alguns grupos em defesa do movimento LGBT preferiram se preocupar em defender o transexual que tentou MATAR a idosa ao defender o transexual que tentou SALVAR a vida da idosa e se machucou. Defendem mais o transexual que tentou ser HOMICIDA, do que o transexual que tentou ser HERÓI. Além, é claro, como já foi dito, de não se preocupar com a idosa ou o carcereiro que perdeu a orelha. Claro que não! Eles sempre estão preocupados em achar uma vítima da Polícia ou da Sociedade branca cristã e heterosexual, se aproveitando nojentamente, assim, do vitimismo alheio de quem eles convencem ser oprimidos.
A revista mentiu em falar que Charleston teve o cabelo raspado, pois ele usava peruca. A revista também mentiu em dizer que Charleston foi despido, pois este estava nú quando atacou a idosa (segundo o próprio "depoimento" desta).
Eu já me acostumei com a total falta de apoio e da inversão de valores que os policias sofrem neste país, motivo pelo qual, não me surpreendeu muito o total abandono do policial que perdeu a orelha. O que me surpreendeu neste caso foi que, além do policial, ninguém se preocupou em saber o estado de saúde de uma idosa de 73 anos, que poderia ser mãe ou avó de muitos dos que estão lendo este texto.
Isso tudo só demonstra o quanto nossa sociedade está doente e influenciada por movimentos preocupados em defender apenas membros de minorias, sejam qual for a situação em que eles se encontrem, estando eles certos ou não, sejam eles criminosos ou não. Estes movimentos não defendem todos os humanos, mas apenas alguns humanos: os que pertencem a grupos vulneráveis e taxados oprimidos. Então, porque usar a nomenclatura "direitos humanos"? Vivemos uma época em que se preocupam, primeiramente, com as peculiaridades de cada um e não com os seus atos praticados. Investiga-se, antes de tudo, se a pessoa que se envolve em algum evento, pertence a algum grupo vulnerável, o que caso se concretize, passa a dar a esta pessoa uma presunção de isenção de culpa e um status de oprimido. Se a outra parte for policial então, a presunção é inversa.
O criminoso Charleston, deu lugar à vítima Verônica. Numa absurda inversão de valores, deixam de se preocupar com as ações que Charleston praticou e passam a se preocupar com as ações que Verônicas sofreu. Esquecem do criminoso e passam a enxergar o transexual, como se isso importasse, afinal de contas, criminoso é criminoso, seja ele gay ou heterossexual.
A ação praticada pelo agente não interessa mais, mas sim se este possui certas características pessoais como ser negro, homossexual, favelado e a maior delas: NÃO SER POLICIAL, pois nesse caso, a presunção é invertida e envereda sempre para a culpa.
A Polícia não é contra gays e transexuais. A Polícia é contra criminosos.
Eu não sou contra gays e transexuais. Apenas sou a favor de gays e transexuais corretos, que neste caso é a esquecida BEATRIZ, abandonada por seus próprio pares."

Por: Fernando Santiago - Delegado da Polícia Civil de São Paulo.


Charleston, o criminoso.



quinta-feira, 9 de abril de 2015

Agentes flagram 27 celulares durante revista em presídio de Marituba

Aparelhos Celulares Presídio Marituba (Foto: Divulgação/Susipe)
Aparelhos celulares estavam escondidos no tubo da televisão (Foto: Divulgação/Susipe)
Vinte e sete aparelhos celulares foram apreendidos nesta quarta-feira (8), no Presídio Estadual Metropolitano I (PEMI), em Marituba, na Grande Belém. Os telefones foram flagrados durante revista de agentes penitenciários, que junto com o vice-diretor da unidade prisional, Adenilson Lisboa, desconfiaram que a televisão estava com um peso fora do comum.
No tubo de imagem da TV, que retornava à casa penal após suposta manutenção, estavam escondidos 21 aparelhos. Os outros seis foram colocados em dois ventiladores. Três mulheres foram flagradas com os eletrodomésticos e encaminhadas para a Seccional de Marituba. Elas ficarão impedidas definitivamente de fazer visita em qualquer unidade prisional.
Os objetos seriam recebidos pelos internos Anderson dos Santos Ferreira, Carlos Augusto Canela Junior, Danivaldo Santos dos Santos e Rafael da Silva Ferro, que de acordo com a direção da casa penal, sofrerão medida disciplinar.
Levantamento
Segundo dados da Divisão de Assistência Integrada (DAÍ), 34 pessoas foram flagradas tentando entrar com objetos ilegais nos presídios do Pará e estão proibidas de realizar visitas nas unidades. Em 2014, 181 pessoas foram pegas na mesma situação e em 2013 foram 150. Mais de 95% das pessoas flagradas transportando objetos ilegais são mulheres. Em média 3 pessoas são flagradas todas as semanas tentando entrar nas unidades com objetos ilegais no qual a grande maioria é de celulares, chips e entorpecentes.


G1-PA.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Ouvidoria da Segup acompanha apuração de chacina em Belém

A ouvidoria da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup) do Pará vai acompanhar a investigação dos 11 assassinatos ocorridos entre a noite de terça-feira (4) e a madrugada de quarta-feira (5) em Belém. Ninguém foi preso por envolvimento nos assassinatos.
  O órgão apura denúncias de violações de direitos humanos praticados por profissionais da segurança pública, e junto ao Ministério Público do Estado, a Ouvidoria pede mais empenho nas investigações da chacina e maior atenção no apoio às famílias das vítimas.
Nesta sexta-feira (7), a representante da ouvidoria da Segup, Eliana Fonseca, esteve nos bairros onde foram registrados os assassinatos para visitar as famílias das vítimas. "As peças mais importantes que existem para este processo são os familiares e as pessoas que presenciaram o fato. Precisamos acompanhar, monitorar as investigações para chegar de fato ao que ocorreu", afirma Eliana.
Entenda o caso
Dez pessoas foram assassinadas na noite de terça-feira (4) e na madrugada de quarta (5) em seis bairros de Belém, após o cabo da Polícia Militar Antônio Marcos da Silva Figueiredo ser morto na frente de casa.

Pelas redes sociais, diversas pessoas relataram que supostos policiais haviam convocado grupos para vingar a morte do cabo assassinado, declarando toque de recolher em bairros de Belém. De acordo com a promotoria militar, mesmo com as denúncias a população não deve ceder ao pânico, já que muitos relatos foram exagerados ou trotes. Segundo a polícia civil, falsas denúncias serão investigadas e podem ser punidas. O governo informou que irá aumentar o policiamento, mas descartou solicitar o envio de tropas federais.
Na manhã de quarta-feira a cidade ainda conviveu com a incerteza. Aulas foram suspensas na UFPA, apesar da informação oficial de que o expediente seria normal. Enquanto isto, os corpos de 8 das nove vítimas foram liberados pelo Instituto Médico Legal após reconhecimento de familiares. Uma das vítimas foi Eduardo Galúcio Chaves, de apenas 16 anos. Eles foram enterrados na manhã da última quinta-feira (6), em cemitérios da Grande Belém.
Os casos estão sendo investigados pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil para verificar a relação entre eles. Pelo menos seis mortes teriam características de execução.

G1-PA

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

NO PARÁ, CARRO FORTE É ATACADO COM FUZIL


Via: Plantão Policial



Segundo informações dos nossos correspondentes, na tarde da última quinta-feira na rodovia Pa-150 próximo ao município de Moju ( 61 km de Belém) quatro homens armados com fuzis atacaram um carro forte. O grupo seguia o carro da Prosegur em uma caminhonete branca e, durante a abordagem, trocaram tiros com a PRE ( Policia Rodoviária Federal). Um vigilante foi atingido de raspão no braço e foi levado para o hospital local e passa bem.Equipes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) foram até o local para apurar o caso e já tentam localizar os homens, que fugiram do local. Ainda de acordo com informações nenhuma quantia de dinheiro foi levada.

Foto: NO PARÁ CARRO FORTE É ATACADO COM FUZIL

Segundo informações dos nossos correspondentes, na tarde da última quinta-feira na rodovia Pa-150 próximo ao município de Moju ( 61 km de Belém) quatro homens  armados com fuzis atacaram um carro forte.  O grupo seguia o carro da Prosegur em uma caminhonete branca e, durante a abordagem, trocaram tiros com a PRE ( Policia Rodoviária Federal). Um vigilante foi atingido de raspão no braço e foi levado para o hospital local e passa bem.Equipes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCO)  foram até o local para apurar o caso e já tentam localizar os homens, que fugiram do local. Ainda de acordo com informações nenhuma quantia de dinheiro foi levada.

Naftali Gomes – Repórter Cidades Whatsapp-(64)92582398
Fonte: Correspondentes do Pará 
www.plantaopolicialcn.net
(Foto: Plantão Policial/Facebook).


Fonte: Correspondentes do Pará 
www.plantaopolicialcn.net

terça-feira, 14 de maio de 2013

Pichadores desafiam a polícia

A ousadia dos pichadores parece não ter limites. Nem mesmo a movimentação diária de uma das vias mais importantes de Belo Horizonte intimida os “alpinistas”. Exemplo é um prédio localizado na Rua Tapajós com Avenida Amazonas, no bairro Nova Suíça, Região Oeste da capital. Além de sujar e estragar a pintura do imóvel, o grupo deixou um recado para a polícia: “Prenda-me se for capaz. BM”, assinaram os vândalos.
   
Pichadores em Belo Horizonte desafiam a polícia (Foto: Alex Araújo / G1)Pichadores em Belo Horizonte desafiam a polícia (Foto: Alex Araújo / G1)
 
Para chegar ao topo do edifício, eles escalaram aproximadamente nove metros de altura e também não tiveram receio de ser flagrados por uma câmera do programa “Olho Vivo”, que fica a cerca de 20 metros do local pichado.
De acordo com o capitão Lucas Pinheiro, comandante do 22º Batalhão de Polícia Militar, que faz o policiamento na região, a maioria das pichações é feita durante a madrugada. Pinheiro disse que, quando os suspeitos são pegos em flagrante, são levados para a delegacia e o material é apreendido.
Mas segundo o comandante, é difícil localizar os proprietários dos imóveis pichados e, quando encontrados, a maioria prefere não fazer representação junto à autoridade policial. “Aí não tem como a Polícia [Civil] dar prosseguimento e encaminhar a ocorrência para a Justiça tomar as providências”.
Para ele, as pichações são recorrentes porque o sistema de punição é brando e existe uma competição entre os grupos de quem picha o lugar mais alto. Eles tentam sobressair-se ao outro, em local de menos acessibilidade. “A grande maioria é de adolescente que gosta de se aventurar”.
Ele falou que pichar é crime porque é dano ao patrimônio. Pinheiro disse, ainda, que o patrulhamento é feito 24 horas por dia, com passagens periódicas.
 
Criação de delegacia contra pichações
O chefe da Divisão Especializada de Proteção ao Meio Ambiente, delegado Afrânio Lúcio Vasconcelos, disse que os pichadores são enquadrados como criminosos ambientais e podem pegar de três meses a um ano de prisão.
O delegado contou que a Prefeitura de Belo Horizonte encaminhou um projeto ao comando da Polícia Civil sugerindo a criação de uma delegacia contra crimes de pichação. Ele disse que Belo Horizonte é considerada uma das cidades mais pichadas do país
Para o delegado, as avenidas Amazonas e Silviano Brandão são os dois corredores onde há mais imóveis pichados na capital mineira. De acordo com ele, adolescentes fazem disputas nas redes sociais. A Polícia Civil e o Ministério Público Estadual fizeram operações para desarticular este tipo de criminalidade marcada na internet, mas, segundo o delegado, a lei é branda e a maioria das punições é revertida em pagamento de cesta básica ou prestação de serviços comunitários.
 
Pichação em prédio no bairro Nova Suíça vista por outro ângulo (Foto: Alex Araújo / G1)
 
De acordo com a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, o combate à pichação está previsto no "Movimento Respeito por BH", que visa o ordenamento e a correta utilização do espaço urbano, por meio do cumprimento e efetiva aplicação da lei, despertando a civilidade do cidadão belo-horizontino.

Três pilares norteiam o trabalho de combate à pichação:
1 - Prevenção: despertar nas crianças e jovens o sentimento de pertencimento à cidade e consequentemente, o cuidado com o patrimônio, a valorização dos bens públicos, o respeito aos bens privados. Essa frente conta com projetos educativos de mobilização e formação de multiplicadores de boas práticas nas instituições de ensino do município e de revitalização de espaços/equipamentos públicos.

2 - Compreensão: entender o que motiva o pichador e propor alternativas de manifestação.

3 - Repressão: convênio com órgãos de segurança e do judiciário para que sejam estabelecidos os trâmites legais para punição célere, por meio da justiça restaurativa, prestação de serviços voluntários, recuperação do bem pichado (público ou privado) e multa. Para isso, está em fase estudo a possibilidade da criação de uma delegacia especializada em crimes ambientais urbanos.

Neste ano, para reforçar a política de combate à pichação no município, estão previstas novas parcerias e metodologias para o trabalho educativo, a revitalização do Viaduto Santa Tereza e a implantação da delegacia especializada.

Paralelamente às frentes de prevenção, compreensão e repressão, há a limpeza dos equipamentos municipais alvos da pichação. Nos últimos dois anos, foram feitas aproximadamente 50 remoções em escolas, unidades de saúde, praças e equipamentos de políticas sociais, totalizando 13.175 metros quadrados de área limpa e quase 1,5 mil litros de tinta.
No que diz respeito a viadutos, trincheiras e muretas, apenas em 2012 foram mais de 4 mil metros quadrados limpos, com um custo de R$ 237 mil. Esse tipo de serviço é rotineiro e entra no planejamento de limpeza e manutenção da cidade.
 
 
 
G1

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Vítima diz que pastor Marcos gostava de orgias com fiéis

O pastor Marcos Pereira, preso anteontem à noite pelo estupro de duas mulheres, foi denunciado à polícia por mais quatro pessoas. A investigação da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) ouviu 30 testemunhas em um ano e, no total, outras 20 mulheres são citadas como vítimas do religioso. Segundo depoimentos, ele obrigava as fiéis a orarem enquanto faziam sexo, dizia a elas que iria salvá-las do demônio se mantivessem relações com ele e promovia orgias entre fiéis de sua igreja, a Assembleia de Deus dos Últimos Dias, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Uma vítima afirma que o pastor organizava orgias na casa de uma irmã do traficante Marcinho VP, em Ricardo de Albuquerque. Segundo o depoimento, ele obrigava a menina a ir dormir na casa da mulher e aparecia no local de madrugada. A vítima, então, "era obrigada a manter relações sexuais com os dois". Ela ainda afirma que o pastor a obrigava a "ter relações com um homem que ela não conhecia, como se fosse garota de programa".
"Estou vendo um espírito de lésbica em você". Essa teria sido uma das primeiras frases ditas pelo pastor a outra vítima. Segundo o depoimento da mulher — que contou à polícia ter sido estuprada pelo religioso entre 1997 e 2009 —, a violência começou assim que ela entrou para a igreja, aos 14 anos. A primeira relação dos dois teria sido na casa de uma fiel e, segundo o depoimento, "com o tempo, Marcos passou a trazer mulheres para participar dos atos sexuais ". Ainda de acordo com o relato, "uma vez se recorda que participou um garoto de programa". Ela contou também que o pastor passou a trazer outras fiéis da igreja para as orgias. Depois, o religioso ordenava aos participantes que pedissem perdão.
— O pastor usava a oratória para convencer as vítimas. Se não fosse suficiente, usava a força física — diz Márcio Mendonça, titular da Dcod, que ainda investiga o pastor por quatro homicídios, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Uma das vítimas, que na época era fiel da igreja, relata que o pastor recebia dinheiro do tráfico e, em troca, entregava CDs e DVDs de cantores gospel: "Ele recebia entre R$ 15 mil e R$ 20 mil dos traficantes e entregava CDs e DVDs no intuito de se resguardar na lavagem de dinheiro". Em outro relato, uma vítima conta que, em 2009, o pastor a chamou em seu gabinete, tirou suas roupas, deitou-a de bruços e "tentou a penetração em seu ânus". Ela afirma que "o pastor não conseguiu a penetração por não ter conseguido a ereção".
Ana Madureira Silva, ex-mulher do pastor, deu duas versões. Em depoimento à polícia, disse que o marido a estuprou. Ao EXTRA, nega a versão.
— Sou crente em Jesus, nunca menti. Que baixaria dizer que meu marido me estuprou. Me coloca numa situação vexatória. É golpe baixo.
 
Coação e homicídio
O pastor Marcos Pereira também vai responder na Justiça por coagir testemunhas. Ontem, os promotores Rogério Lima Sá Ferreira e Adriana Lucas de Medeiros denunciaram o pastor por intimidar uma mulher que havia acusado Marcos de abuso sexual. Os abusos teriam ocorrido quando a vítima tinha entre 12 e 14 anos. De acordo com a denúncia, em março de 2012, três homens, a mando do pastor, foram até a frente de uma loja onde a vítima trabalhava, em São João de Meriti, e passaram a fazer ameaças. Um deles fez gestos com dois dedos, e os apontou para a mulher, como $estivesse segurando uma arma.
— Os relatos não deixam dúvida da participação do pastor em crimes sexuais e de coação — disse o promotor.
O delegado Márcio Mendonça ainda investiga a participação do pastor no assassinato de Adelaide Nogueira dos Santos, em dezembro de 2006. Segundo testemunhas, ela era fiel da igreja e era abusada sexualmente pelo pastor. Indignada, a vítima começou a investigar se outras fiéis também eram abusadas pelo religioso. Um dos condenados pelo homicídio, Geferson Rodrigues dos Santos, é sobrinho do pastor.
 
De frente pro mar
Segundo a polícia, o pastor Marcos Pereira da Silva abusava de mulheres em seu gabinete na igreja, em casas de fiéis e em seu apartamento, na Avenida Atlântica, na praia de Copacabana, Zona Sul, avaliado em R$ 8 milhões. Ele foi preso na Rodovia Presidente Dutra, quando ia da igreja para o apartamento. Duas mulheres e um homem estavam no carro com ele. Um manobrista conta que, usualmente, o pastor chegava à noite. E com pompa de chefe de estado, numa espécie de comitiva formada por três carros. "Chegavam mulheres depois, a pé, com roupas da cabeça aos pés. Coisa da religião deles", disse Francisco Ferreira, que trabalha em frente ao prédio.

‘Ele dizia que ia me dar presentes’
O EXTRA conversou com uma das vítimas. Ela afirma que o pastor prometia presentes em troca das relações sexuais. A menina nunca cedeu. Após abandonar a igreja, ela depôs à polícia.
— Entrei para a igreja quando tinha 9 anos. Estudava na mesma escola que todas as meninas da igreja, e quem me levava de van para o colégio era um dos assistentes do pastor, que abusava de mim na volta. Contei aos meus pais, e eles foram ao pastor Marcos. Ele, então, me chamou ao gabinete dele. Estava lá sozinha. Ele me pediu para contar o que acontecia na van. Enquanto eu contava, ele repetia o que eu dizia em mim. Me apalpava, passava a mão nos meus seios, tentava me beijar. Meus pais me ouviam gritar do corredor, em frente à sala. Vendo que eu não queria ficar com ele, ele me deu um soco no meu seio esquerdo. Até hoje tenho a marca. Meus pais não acreditaram quando contei, e continuei sendo obrigada a frequentar a igreja. Dois anos depois, fui morar lá por três meses. Mesmo eu tendo medo do pastor, ele vivia atrás de mim, me oferecia carros, bolsas caras, viagens para o exterior se eu topasse ficar com ele. Uma vez, ele foi ao meu quarto, de madrugada, e me chamou para ir dormir sozinha com ele na Fazenda Vida Renovada, que ele tem em Nova Iguaçu. Não aceitei. Durante um culto, ele me chamou de vagabunda, safada, na frente de todos os fiéis. Nunca mais voltei na igreja depois daquele dia. Até hoje tenho medo dele, que ele faça alguma coisa comigo.