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sábado, 30 de janeiro de 2016

Todos os vereadores de cidade mineira são presos por corrupção. Todos!

Todos os vereadores da pequena cidade mineira de Centralina, distante 668 quilômetros da capital Belo Horizonte, foram presos em uma operação do Ministério Público de Minas Gerais por desvio de dinheiro público. Em 19 de janeiro, quatro membros do Legislativo municipal foram levados pela polícia na primeira fase da Operação Viagem Fantasma, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP. A segunda fase da operação, deflagrada nesta quinta-feira, levou os outros cinco.
Câmara Municipal de Centralina (MG)
VAZIA – Câmara Municipal de Centralina ficou sem vereadores(camaracentralina.com.br/Divulgação)
Segundo o MP, a operação investiga crimes como recebimento de diárias de viagens que na realidade nunca aconteceram e o desvio de dinheiro público por vereadores e servidores da Câmara Municipal. Os políticos são acusados dos crimes de associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.
Os quatro primeiros vereadores presos já foram soltos, mas antes renunciaram ao cargo e fecharam acordo para ressarcir os cofres públicos. Foram presos ainda um ex-vereador, hoje em prisão domiciliar, e um ex-servidor da Câmara.

Veja

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Agentes flagram 27 celulares durante revista em presídio de Marituba

Aparelhos Celulares Presídio Marituba (Foto: Divulgação/Susipe)
Aparelhos celulares estavam escondidos no tubo da televisão (Foto: Divulgação/Susipe)
Vinte e sete aparelhos celulares foram apreendidos nesta quarta-feira (8), no Presídio Estadual Metropolitano I (PEMI), em Marituba, na Grande Belém. Os telefones foram flagrados durante revista de agentes penitenciários, que junto com o vice-diretor da unidade prisional, Adenilson Lisboa, desconfiaram que a televisão estava com um peso fora do comum.
No tubo de imagem da TV, que retornava à casa penal após suposta manutenção, estavam escondidos 21 aparelhos. Os outros seis foram colocados em dois ventiladores. Três mulheres foram flagradas com os eletrodomésticos e encaminhadas para a Seccional de Marituba. Elas ficarão impedidas definitivamente de fazer visita em qualquer unidade prisional.
Os objetos seriam recebidos pelos internos Anderson dos Santos Ferreira, Carlos Augusto Canela Junior, Danivaldo Santos dos Santos e Rafael da Silva Ferro, que de acordo com a direção da casa penal, sofrerão medida disciplinar.
Levantamento
Segundo dados da Divisão de Assistência Integrada (DAÍ), 34 pessoas foram flagradas tentando entrar com objetos ilegais nos presídios do Pará e estão proibidas de realizar visitas nas unidades. Em 2014, 181 pessoas foram pegas na mesma situação e em 2013 foram 150. Mais de 95% das pessoas flagradas transportando objetos ilegais são mulheres. Em média 3 pessoas são flagradas todas as semanas tentando entrar nas unidades com objetos ilegais no qual a grande maioria é de celulares, chips e entorpecentes.


G1-PA.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Suspeitos de crimes ambientais no PA são presos e levados para Belém

Seis pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha que praticava crimes ambientais em Novo Progresso, no sudoeste do Pará, foram presas e levadas para Belém no fim da tarde desta quarta-feira (27). Os cinco homens e uma mulher foram transportados em um avião da Força Aérea e saíram do Aeroporto Internacional Val-de-Cans, na capital, algemados. Segundo o Ibama, o grupo seria formado por empresários da região, e teria sido responsável pelo maior desmatamentoda floresta Amazônica em toda história.
Os suspeitos foram presos durante a Operação Castanheira, que cumpriu 11 mandados de prisão preventiva nesta quarta-feira (27). Outros 22 mandados de busca e apreensão, três prisões temporárias e quatro conduções coercitivas devem ser executados. Outras diligências foram realizadas nas cidades de São Paulo, Paraná e Mato Grosso, onde outros dois suspeitos foram detidos. A operação é realizada pela Polícia Federal, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), Receita Federal e Ministério Público Federal.
Desmatamento recorde

Segundo o procurador da república, Daniel Azeredo, "a sofisticação da quadrilha a torna a maior dos últimos anos especializada em desmatamento da Amazônia. É um crime ambiental que envolveu lavagem de muito dinheiro, corrupção e falsificação de documentos. Acredito que este é o primeiro caso de crime ambiental em que a investigação focou também no aspecto financeiro dos envolvidos".


O diretor do setor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano de Meneses Evaristo, também atribui à quadrilha o título. "Foi o grupo que mais desmatou a Amazônia em todos os tempos".
Esquema criminoso

Segundo o MPF, a quadrilha invadia áreas públicas protegidas, como a Floresta Nacional Jiamanxim, faziam queimadas para a formação de pastos. Posteriormente, a área era loteada e revendida a produtores e agropecuaristas. Perícias apontam que dano ambiental no município ultrapassa R$ 500 milhões.

O delegado da Polícia Federal no Pará, Raimundo Benassuly, detalha como os crimes ocorriam. "Essa investigação começou há um ano, em parceria com o Ibama, que está em Novo Progresso desde 2008. Fizemos uma interceptação telefônica que revelou como o bando agia. Um crime organizado com alta lucratividade. Foram identificadas 11 áreas desmatadas, que eram revestidas para especulação imobiliária, ou seja grilagem de terra. Eles queimavam a área, plantavam capim, e preparavam para a plantação de soja. Daí vendiam para empresários, sobretudo, do sul e do sudeste do país. Fizemos a quebra do sigilo bancário que revelou altas quantias, terras que eram vendidos a R$ 10 milhões. Agora eles serão ouvidos aqui em Belém. Dentre os presos, tem grandes empresários de Novo Progresso, um advogado que sabia que ele estava trabalhando com documento falsificado e lavagem de dinheiro", concluiu Benassuly.

Os envolvidos deverão ser indiciados pelos crimes de invasão de terras públicas, furto, sonegação fiscal, crimes ambientais, falsificação de documentos, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. As penas dos acusados podem ultrapassar 50 anos de reclusão.


G1-PA.