Na comparação anual, número de desocupados aumentou 56,6%(iStockphoto/Getty Images)
A taxa de desemprego se manteve em 7,6% em setembro, o mesmo porcentual verificado em agosto, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de mostrar estabilidade na comparação mensal, o índice subiu 2,7 pontos porcentuais em relação a igual mês do ano passado (4,9%) e teve o maior resultado para os meses de setembro desde 2009 - portanto, o pior em seis anos.
Esse aumento significativo na comparação anual é fruto da entrada de 670.000 pessoas (ou alta de 56,6%) na fileira do desemprego e da saída de 420.000 pessoas (ou queda de 1,8%) do mercado de trabalho seja por eliminação de vaga, aposentadoria ou morte. Ao todo, o IBGE calcula que há 1,9 milhões de brasileiros desocupados. Já o número de pessoal ocupado chega a 22,7 milhões de pessoas.
Na comparação anual, as atividades da indústria e serviços prestados a empresas foram as que mais fecharam vagas, com redução de 4,3% e 3,8% respectivamente.
O estudo também escancara outro dado alarmante do mercado de trabalho brasileiro. O número de trabalhadores com a carteira assinada vem caindo mês após mês. Em setembro, a queda foi de 3,5% (ou 409.000 pessoas) em relação ao mesmo mês do ano passado.
A Pesquisa Mensal do Emprego (PME) tem uma abrangência menor do que a Pnad Contínua, cujo resultado é divulgado trimestralmente. A PME é produzida partir da entrevista de cerca de 120.000 pessoas residentes das regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Em um ano, todas as seis regiões registraram aumento no efetivo de desempregados, com destaque para o Rio de Janeiro, que teve aumento de 86,5%.
A taxa de desemprego ficou em 6,4% no país em abril, conforme apontam os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (21). No mês anterior, a desocupação havia atingido 6,2%.
FRENTE AO MÊS ANTERIOR
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Fonte: IBGE
O índice é o maior para meses de abril desde 2010, quando ficou em 7,3%. Em abril de 2011, o indicador também havia alcançado esse valor. De acordo com o IBGE, considerando todos os meses, o desemprego também é o mais alto desde março de 2011, quando atingiu 6,5%.
A pesquisa é feita nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
A população desocupada chegou a 1,6 milhão de pessoas em abril, praticamente o mesmo valor do mês anterior. Já na comparação com abril de 2014, esse número cresceu 32,7%.
Na outra ponta, o IBGE estima que a população ocupada somou 22,8 milhões - "refletindo estabilidade nas análises mensal e anual."
O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado bateu 11,5 milhões - valor 1,9% abaixo do resultado de abril do ano passado. Em relação ao mês anterior, não houve variação, de acordo com a pesquisa.
Salário O rendimento médio real dos trabalhadores foi estimado em R$ 2.138,50, caindo 0,5% em relação a março e 2,9% frente ao mesmo mês de 2014.
A taxa de desemprego alcançou a marca de 7,9% no primeiro trimestre deste ano. É o maior índice registrado desde o primeiro semestre de 2013, quando atingiu 8%. Nos três últimos meses de 2014, a taxa era de 6,5%, e no primeiro trimestre do ano passado, de 7,2%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Número de desempregados chega a mais de 7 milhões de pessoas(Vivek Prakash/Reuters/VEJA)
O número de desempregados no país subiu 23% no primeiro trimestre deste ano em relação aos três últimos meses de 2014, chegando a 7,9 milhões de pessoas. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve um crescimento de 12,6%.
O Nordeste foi a região que registrou a maior taxa de desempregados, com 9,6%, e o Sul a menor, com 5,1%. Na avaliação por Estados, o Rio Grande do Norte aparece com o maior índice, de 11,5%, e Santa Catarina com o mais baixo, de 3,9%.
A pesquisa também aponta as diferenças na taxa de desocupação entre homens (6,6%) e mulheres (9,6%). Em relação aos jovens de 18 a 24 anos, o índice ficou em 17,6%, patamar elevado se comparado à taxa média da população, de 7,9%.
O número de desempregados no Brasil subiu 23,1% em março deste ano em relação ao mesmo mês de 2014, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. O porcentual corresponde a 280.000 pessoas que perderam o emprego ou estão a procura de trabalho no período. A taxa de desocupação ficou em 6,2%. É o mesmo índice de março de 2012 e o maior desde maio de 2011, quando chegou a 6,4%. Desde junho de 2013 a taxa não ultrapassava a marca dos 6%.
Montadora da Peugeot Citroën, na cidade de Porto Real (RJ(Jonne Roriz/VEJA)
A Pesquisa Mensal de Emprego leva em conta os moradores das regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre. Segundo o estudo, há cerca de 1,5 milhão de desocupados ante 22,8 milhões de empregados nas seis regiões avaliadas. Em relação a fevereiro, não houve grande oscilação no índice do desemprego - de 5,9% para 6,2%. Já o rendimento médio dos trabalhadores caiu 2,8% - de 2.196,76 reais em fevereiro para 2.134,60 reais em março. Em relação a 2014, a queda foi de 3%.
O Rio de Janeiro registrou o maior acréscimo na taxa de desemprego de fevereiro para março, de 4,2% para 4,8%. Na comparação com março do ano passado, Porto Alegre é o detentor do maior aumento, de 67,9%, seguido por Recife (51,8%) e Rio de Janeiro (38,6%). Já Salvador registrou o maior índice de desocupação, de 12%.
O estudo também mostra que a população empregada diminuiu 0,9% em março ante igual mês em 2014, o que representa a extinção de 197.000 postos de trabalho. Além disso, 83.000 pessoas entraram na idade economicamente ativa no período, o que corresponde a um alta de 0,3%. Já o contingente de inativos aumentou 1,5%, chegando a 291.000 pessoas.
A taxa de desemprego ficou em 7,4% no trimestre encerrado em fevereiro de 2015, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O período considera os dados de dezembro de 2014 e janeiro e fevereiro de 2015.
A taxa é a maior desde o período de março a maio de 2013.
No mesmo trimestre do ano anterior, a desocupação havia ficado em 6,8%. O índice também ficou acima do registrado no trimestre encerrado em novembro de 2014 (6,5%).
“A pressão do mercado para o lado da procura está muito mais forte, e o que aconteceu? A taxa tem esse salto. Em um ano, a taxa subiu de 6,8% para 7,4%. Num período recente, a taxa de desocupação se mostra em elevação. E isso é sazonal, é comum acontecer, a taxa de desocupação subir em janeiro, fevereiro e março”, disse Cimar Azeredo, coordenador de trabalho e rendimento do IBGE.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que substituirá a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) e passa agora a ser divulgada mensalmente. A Pnad abrange 70.464 municípios.
EVOLUÇÃO DO DESEMPREGO
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Fonte: IBGE
No período de dezembro a fevereiro, o IBGE estimou que havia 7,4 milhões de pessoas desocupadas no país. No trimestre anterior, de setembro a novembro, o número era menor, de 6,5 milhões.
Já o número de ocupados foi estimado em 92,3 milhões. No confronto com o trimestre de setembro a novembro, esse número teve redução de 0,4%.
“O número de pessoas que estão fora da força de trabalho aumentou. Então, cresce a população ocupada, a desocupada e está crescendo também a população fora da força... A desocupação pode ser ainda mais do que ela é, porque ela pode estar por trás dessa população. É uma população que a gente tem que entender por que ela está desalentada”, afirmou Cimar Azeredo, que acrescentou que, a partir do dia 7 de maio, a Pnad terá divulgação completa.
A força de trabalho, segundo o IBGE, é composta por pessoas ocupadas e as desocupadas, que estão em busca de emprego. Fora da força estão as pessoas com 14 anos ou mais que não procuram trabalho.
O indicador de desemprego de fevereiro calculado pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) e divulgado no final do mês anterior ficou em 5,9%.
"No período mais curto, você já consegue ver claramente [que o mercado está desacelerado], embora nós estivéssemos trabalhando com trimestres móveis (…) comparando com o que foi divulgado com fevereiro, que foi divulgado em janeiro, já mostra uma desaceleração, uma queda na população ocupada, e essa queda acaba atuando principalmente na massa de rendimento, ou seja, o total de dinheiro circulando no mercado em função de renda de trabalho, ele está menor. E está menor não porque caiu o rendimento, está menor porque o número de pessoas ocupadas está menor”, concluiu.
Salários O rendimento médio real chegou a R$ 1.817 – valor 1,1% acima do registrado no trimestre encerrado em fevereiro do ano anterior (R$ 1.798). Frente ao trimestre encerrado em novembro, o aumento foi de 1,3%.
A massa de rendimento real recebida em todos os trabalhos cresceu 2,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e atingiu R$ 162 bilhões. Em relação ao trimestre encerrado em novembro, o aumento foi de 0,7%.
“A gente tem nesse período uma presença, uma saída nos meses de janeiro e fevereiro do trabalhador temporário. Ele ganha menos, e quando ele sai do mercado, isso pode estar influenciando”, disse Azeredo.
"Outro ponto que pode estar acontecendo é uma perda de pessoas de baixa renda. E essa população saindo do mercado, faz a renda subir. Então, você tem perda de postos de trabalho, mais perda de pessoa de baixa renda, e isso estaria afetando o rendimento.”
Nível de ocupação Segundo o IBGE, o nível de ocupação foi estimado em 56,4%, apresentando retração de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2014. Em um ano, o nível caiu 0,6 ponto percentual. O nível de ocupação é a proporção entre pessoas ocupadas e pessoas com idade de trabalhar (14 anos ou mais).
“O nível de ocupação tem esse feito da queda e é simplesmente por isso: está entrando mais gente no mercado do que está entrando gente ocupada. Geração de posto de trabalho está aquém do crescimento vegetativo. Ou seja, a cidade está ficando com mais população, mas o número de pessoas trabalhando nela não está crescendo no mesmo ritmo”.
De acordo com Cimar Azeredo, foram gerados, em um ano, 818 mil postos de trabalho. No trimestre terminado em fevereiro, foram 92.305.