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sábado, 18 de outubro de 2014

MARINA SILVA EM BELÉM: “JATENE SERÁ REELEITO!”

“Nem toda eleição se ganha ganhando. Em algumas se usam mecanismos tão rasteiros e mentirosos que ganhar na urna não significa ganhar de verdade. Mas, no caso de Simão Jatene, eu confio no povo do Pará e tenho a certeza de que ele vai ganhar ganhando essa eleição. Jatene vai ganhar e vai ser reeleito governador do Pará sem cair no vale-tudo nem abandonar seu caráter”, disse Marina Silva sobre o cenário da eleição no Pará, durante a reunião em que manifestou seu apoio à reeleição de Jatene. O encontro foi realizado na manhã deste sábado,18, no Parque dos Igarapés, em Belém.
A população e lideranças políticas da coligação “Juntos com o Povo” lotaram o anfiteatro do Parque para ouvir as considerações de Marina Silva sobre as questões amazônicas e a importância do Pará no contexto da Amazônia sustentável. Militantes do Rede Sustentabilidade, partido em processo de criação por Marina Silva, também estiveram presentes no encontro.
Marina lembrou que a preocupação com o meio ambiente e com a Amazônia sempre a acompanhou. “Não destruir a Amazônia é muito importante para o Estado do Pará e para a nossa Região, mas também é muito importante para o Brasil”, disse, acrescentando que a luta pela preservação foi fundamental para mover seu projetos quando ela foi ministra do Meio Ambiente, momento em que não obteve apoio em diversos governos da Região, como o de Mato Grosso e até mesmo de seu Estado, o Acre. “Quem apoiou meu projeto foi João Capiberibe, do Amapá, e Simão Jatene, que naquele momento governava o Pará pela primeira vez, mas com uma história de coerência com as questões importantes da Região e em especial do Pará”, afirmou.
Sobre o cenário político local, Marina disse que para cada mentira Jatene deve dar a sua face da verdade, e disse que sofreu toda a sorte de ataques mentirosos na campanha nacional. “Disseram que ia acabar com o bolsa-família, que ia entregar o governo para os banqueiros, que eu ia destruir o Brasil. Eu pergunto: é possível uma pessoa sozinha fazer isso? Todo o preconceito que diziam que Lula sofreu à época de Collor eu sofri nesta campanha por parte do PT. Quando resolvi apoiar Aécio Neves não foi por cargos nem interesses financeiros. Não pedi absolutamente nada, a não ser o compromisso com o Brasil, com a manutenção dos programas sociais, com a demarcação das terras indígenas e com uma agenda de compromissos com o Brasil e com o povo brasileiro”, disse Marina.
Jatene agradeceu muito a Marina Silva pelo apoio recebido, que ele avalia como uma adesão qualificada a projetos importantes para o desenvolvimento do Pará, da Amazônia e do Brasil. “Eu e Marina conversamos muito sobre as nossas questões regionais e a manifestação dela em prol de nossa candidatura me deixa muito feliz. Nosso programa para a região tem muitos pontos comuns aos que Marina defende, e os rumos que queremos em áreas importantes como o setor mineral, as reservas florestais e a agricultura familiar, entre tantos temas importantes, faz com que o espírito de união se fortaleça em torno dessas causas, que queremos fortalecer ainda mais junto com Aécio Neves na Presidência da República”, disse Jatene, que ao final do encontro fez novo agradecimento a todas as lideranças e pessoas da comunidade que o apoiaram. “Se chegamos até aqui é por todo o trabalho que vocês fizeram. Por isso, muito, muito obrigado e até a vitória”, disse, ao encerrar o encontro.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

INTELECTUAIS DO GRUPO MARINA DIVULGAM CARTA A FAVOR DE AÉCIO

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Intelectuais que fizeram campanha pela candidatura de Marina Silva à Presidência não perderam tempo e já divulgaram uma carta de apoio ao presidenciável tucano Aécio Neves, que enfrentará a presidente Dilma Rousseff no 2° turno.
No texto, eles alegam que "é preciso dar um basta à conivência com a corrupção e aos retrocessos que marcaram a ação do governo nos últimos anos".
Assinaram a nota nomes como o do historiador Boris Fausto, os economistas Gustavo Franco, Edmar Bacha e Pedro Malan, o poeta Antonio Cícero, o escritor Eduardo Portella e o diplomata Luiz Felipe Lampréia.
Leia, a seguir, a íntegra da carta:
Apoiamos Aécio Neves porque a sociedade brasileira quer mudanças. Porque é preciso dar um basta à conivência com a corrupção e aos retrocessos que marcaram a ação do governo nos últimos anos: a confusão entre partido e Estado e a cooptação de organizações da sociedade civil. Porque a democracia requer valores republicanos e exige o respeito às diferenças políticas, culturais e individuais. Apoiamos Aécio Neves porque a estabilidade e o crescimento econômicos são condições indispensáveis para que a redução das desigualdades seja efetiva, e a retomada do desenvolvimento seja sustentável. Porque queremos que as pessoas realmente se emancipem da ineficiência e das distorções dos serviços públicos, da pobreza que amesquinha seus horizontes e da falta de acesso a direitos fundamentais em áreas prioritárias como educação, saúde e segurança pública.

Fonte: Brasil 247.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

"Marina é a cristã mais falsa que poderia concorrer à presidência", detona Malafaia

malafaeApós o final de semana polêmico em torno do programa de governo da presidenciável do PSB, Marina Silva, o pastor Silas Malafaia, afirmou que a pessebista “é a cristã mais falsa que poderia concorrer à presidência”.

Para ele, é inaceitável que uma evangélica apoie medidas que são contrárias aos valores familiares da religião. “Ninguém mais do que eu gostaria de apoiar a Marina”, explicou o líder religioso, acrescentando que os dados que apontam o crescimento de 11% dos crimes homofóbicos são manipulados.

O líder religioso não poupou críticas ao programa abrangente da candidata do PSB e disse que se a presidenciável do PSB não se posicionar mais claramente sobre a questão LGBT , ele lançará vídeo que fará a candidatura de Marina tremer na próxima quarta-feira. “Se a Marina não se retratar, vou divulgar um vídeo, no qual não vou refrescar. O bicho vai pegar”, explicou.

“Não houve recuo sobre o casamento gay. O conteúdo programático ainda abrange a comunidade LGBT de maneira contundente. Isso é inaceitável”, diz Malafaia (Reprodução Facebook)

A errata divulgada pelo PSB menos de 24 horas após o partido apresentar o programa de governo também foi comentada pelo pastor. “Não houve recuo sobre o casamento gay. O conteúdo programático ainda abrange a comunidade LGBT de maneira contundente. Isso é inaceitável”, explicou Malafaia.

De acordo com o pastor, os evangélicos aguardam um posicionamento mais firme da candidata do PSB , que precisa resistir à pressão e às exigências da sigla. “Se mantiver essa questão no programa, fica confirmado que a candidata acredita nessa ideologia”, pontuou Malafaia, completando que nem PT nem PSDB sinalizam que terão um programa tão abrangente para a comunidade gay .

“Por que esses partidos não fazem essa abordagem? Porque eles sabem que, apesar de o Estado ser laico, 80% da população é cristã, que não aceitaria propostas que vão contra os valores familiares. Família é formada por um homem, uma mulher e seus filhos”, acrescentou.

Malafaia disse ainda que só retomaria o apoio à candidatura de Marina, caso ela reconsiderasse as mentiras e falácias apresentadas no seu programa de governo. “É estranho ver uma cristã dar tanto espaço a esse assunto e abordar pouco a violência doméstica contra as mulheres e as crianças. Esse assunto, sim, precisa ser abordado”, concluiu.


Rede Metropolitana.

domingo, 31 de agosto de 2014

ESTILO PT: MARINA NEGA SER A FAVOR DO CASAMENTO GAY E DIZ QUE FOI UM ERRO DA EQUIPE


A candidata à Presidência da República Marina Silva (PSB) afirmou neste sábado (30), durante caminhada na Rocinha, Zona Sul do Rio, que a eliminação de um trecho de seu programa de governo que defendia o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a criminalização da homofobia foi motivada por "um engano".
Neste sábado, a coordenação da campanha divulgou nota que informou sobre alterações no trecho referente aos direitos da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais) divulgado na véspera.
A defesa de propostas que legalizam o casamento igualitário e a equiparação da discriminação contra homossexuais aos crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor foram substituídos pela seguinte redação: "Garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo".
Em caminhada na Rocinha, Marina afirmou que houve "a correção de um engano" porque o texto divulgado originalmente não continha a chamada "mediação" com a proposta de movimentos sociais sobre o tema.
"O texto que foi para a publicação foi o texto tal qual foi apresentado pelas demandas dos movimentos sociais. Todos os movimentos sociais apresentaram as suas demandas. Foram feitas as mediações e se contemplou o tanto quanto possível as propostas, mas independente de qualquer coisa, nosso compromisso é com a defesa do Estado laico, o respeito à liberdade individual e o respeito à liberdade religiosa. O que foi feito foi ter voltado o texto da mediação, porque havia sido cometido um engano", disse Marina.

Em nota divulgada neste sábado, a assessoria da campanha informou que o texto, "infelizmente, não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão sobre o tema durante as etapas de formulação do plano de governo". Disse que uma "falha processual na editoração" da versão do programa divulgada na internet e em exemplares impressos permitiu a veiculação de uma redação "que não contempla a mediação entre os diversos pensamentos que se dispuseram a contribuir para sua formulação e os posicionamentos de Eduardo Campos e Marina Silva a respeito da definição de políticas para a população LGBT".


Pró e contra

Desde a divulgação do programa, com a defesa do casamento gay, defensores e opositores das políticas voltadas para a comunidade LGBT se manifestaram nas redes sociais com críticas à candidata.

O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), que milita em favor dos direitos civis para homossexuais, escreveu para seus seguidores no Facebook que a candidata "mentiu a todos nós e brincou com a esperança de milhões de pessoas". Ele disse que a defesa da "união civil" apoiada pelo programa, em vez do casamento igualitário, é "segregacionista".
"Já imaginaram um candidato presidencial dizendo que é contra o direito dos negros ao casamento civil, mas apoiaria uma 'lei de união de negros'? A nova política da Marina é tão velha que lembra os argumentos dos racistas americanos de meados do século XX. O pior é que ela brincou com as esperanças de milhões de pessoas! E isso é cruel, Marina!", escreveu.
Pelo Twitter, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, disse que aguardaria a posição de Marina após a divulgação da primeira versão do programa. Depois, mesmo com a correção, fez críticas.

"O Pgm de gov de Marina pensa que o povo de Deus é idiota.Corrigiu palavras mas a essência é a mesma, pior, cheio de subjetividades", postou na rede social, afirmando que o programa faz "defesa vergonhosa da agenda gay" e "com dados mentirosos sobre assassinatos" de homossexuais.

À noite, o comitê LGBT da campanha divulgou nota reiterando que o texto divulgado inicialmente correspondia à foi a "pauta integral reivindicada" pelo segmento, em vez do texto "de consenso" aprovado pela coordenação política do PSB.

"Ainda que não seja tão abrangente, o texto reapresentado representa para nós, LGBTs, uma defesa significativa para a concretização das políticas da nossa população. Marina e Beto são os únicos candidatos que assumem uma postura firme em defesa dos direitos de todas as pessoas", diz a nota.

O grupo disse que o episódio "não descaracteriza nossa e, tampouco, classifica nossa candidata como conservadora ou até mesmo homofóbica". "Nossa luta é pela defesa do Estado laico e por um Brasil que respeite a todos independente de sua orientação sexual ou convicção religiosa", completa a nota.

Nesta sexta-feira (29), outro ponto do programa de governo, o que se referia ao uso da energia nuclear, foi alterado horas depois da divulgação do texto.
Pesquisa
No Rio, Marina foi perguntada sobre a pesquisa Datafolha divulgada na sexta (29), em que aparece com 34% das intenções de voto, mesmo percentual da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição.

Indagada se acredita em vitória ainda no primeiro turno, respondeu: "Ainda temos muito chão pela frente. E o que nós estamos querendo é que este movimento continue. É o movimento do cidadão que quer a mudança", afirmou.

Moradia
Minutos antes da chegada da presidenciável à Rocinha, moradores postaram mensagens em redes sociais, segundo as quais teriam sido registrados tiros na comunidade. A polícia informou que não houve registro de confrontos na região.


"Nossa atitude é de respeito com as comunidades para que possam ter acesso a serviços públicos de qualidade em saúde, educação e segurança pública e na habitação. Uma das formas de fazer esse respeito é destinando recursos para que as comunidades possam ser urbanizadas, para que as pessoas possam ter a regularização dos lugares aonde moram, sem que precise remoção, como muitas vezes é feito quando se pensa em habitação popular", afirmou Marina.
Durante a caminhada na comunidade, na Zona Sul do Rio, Marina Silva disse ter o compromisso de tratar e respeitar as comunidades com atendimento nas áreas de saúde, educação e segurança pública. A candidata ressaltou também a qualidade da moradia das pessoas.
A candidata disse que tem como meta aumentar em 4 milhões as moradias do programa Minha Casa, Minha Vida. Segunda ela, o objetivo é fazer urbanização, criar espaços de convivência e oferecer educação de tempo integral.

Encontro com jovens
À tarde, a candidata e seu vice Beto  Albuquerque se encontraram com jovens num teatro no  Centro do Rio. Albuquerque disse ao grupo que a equipe de governo "vai ser melhor que a de Felipão", em referência ao técnico da Seleção na Copa de 2014.

Seis jovens se inscreveram e fizeram perguntas para a candidata sobre passe livre para os estudantes, taxa de juros, acesso ao ensino universitário, condições das instituições e  medidas do governo para aumentar a oferta de emprego para os jovens. Beto Albuquerque falou sobre a necessidade de aumentar o número de creches no país e de melhorar as condições de transportes, educação e saúde.
Já Marina Silva afirmou que o seu governo será favorável à manutenção do Bolsa Família e convocou os jovens para "escalar o time para governar o país no dia 5 de outubro". Mas ressaltou sua posição contrária ao segundo mandato.
"Se eleita eu não vou buscar a segunda candidatura. Sou contra, porque os políticos só fazem as coisas para se reeleger e não o que é melhor para o país", afirmou.
* Colaborou o G1, em Brasília