Em mais um episódio da guerra interna no PMDB, Eduardo Cunha partiu para cima de Renan Calheiros, ontem, durante um café da manhã com jornalistas. Ele disse que estão poupando o presidente do Senado nas investigações da Lava Jato.
A fala de Eduardo Cunha foi reproduzida pelo Estadão:
"Na ação cautelar minha, que motivou busca e apreensão, tem um relatório das ligações de Leo Pinheiro (OAS) com 632 páginas, dizendo que são apenas 10% das chamadas feitas por ele até agora. Dessas 632, tem 60 páginas que tratam do presidente do Senado. Ninguém publicou uma linha. Então, é preciso olhar com cautela, porque está se selecionando sobre quem divulgar."
Teori Zavascki, de fato, não autorizou que a PF fizesse busca e apreensão nos endereços de Renan Calheiros, como havia sido pedido por Rodrigo Janot.
O Brasil, que hoje é o terceiro maior produtor da bebida no mundo, tem na cerveja a bebida preferida dos mais de 200 milhões de habitantes. Mas, curiosamente, a bebida que é servida por aqui, na grande maioria dos casos, não é cerveja.
A "Reinheitsgebot", Lei da Pureza da Cerveja, foi promulgada em 23 de abril de 1516 pelo Duque Guilherme IV da Baviera e tinha como objetivo regular a fabricação da bebida em território alemão. O texto era simples, dizia que a cerveja só poderia ser feita com três ingredientes: água, malte de cevada e lúpulo. Até hoje: mais de quinhentos anos depois, a maioria dos cervejeiros alemães ainda segue a receita à risca.
O mesmo não acontece por cá. Grandes marcas nacionais como a Kaiser, Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia e Itaipava se aproveitam de uma "brecha" na legislação brasileira para não usarem cevada em suas bebidas. Aqui é permitido que até 45% do malte de cevada seja substituído por outras fontes de carboidratos mais barata. O que entra na garrafa então é milho transgênico, produto que existe em abundância no país e que reduz drasticamente o custo das cervejarias. Nosso país está entre os maiores produtores de transgênicos do mundo; aproximadamente 90% do milho brasileiro é não orgânico.
Para saber do que é feita sua cerveja preferida, basta ler o rótulo da embalagem. Normalmente, a descrição diria: água, malte de cevada e lúpulo, ou água, cevada e lúpulo. No entanto, nas marcas nacionais citadas acima, a composição descrita retira o malte de cevada e inclui a expressão 'cereais não maltados'. A 'nova fórmula' da bebida no Brasil começou a ser posta em prática a partir de 2007, quando o Ministério da Ciência e Tecnologia liberou a comercialização de milho transgênico em território nacional. Esta mudança impede que o consumidor saiba do que realmente é feita a bebida, pois em todos os casos não é especificado que tipo de cereal é utilizado na fabricação da cerveja.
Em 2013, uma pesquisa de cientistas brasileiros da Unicamp, USP e Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi publicada no "Journal of Food Composition and Analysis" (jornal científico internacional com estudos sobre a composição dos alimentos) demonstrando o alto grau de adulteração da cerveja brasileira. O consumidor deve, portanto, pensar bem antes de comprar a cervejinha para o churrasco. O risco de levar gato por lebre é grande.
Recebemos um e-mail informando que existem supostos "espiões" infiltrados em partidos políticos de Santarém. O objetivo seria coletar informações sobre as movimentações dos pré-candidatos a Vereador e Prefeito, além de sugerir atividades que podem prejudicar o partido.
Outra informação que consta no texto do e-mail é sobre presidentes de partidos que estariam repassando orientações incorretas aos seus pré-candidatos para que percam o direito de se candidatar e repassem seus votos a um único candidato, provavelmente o próprio presidente da legenda.
Esta segunda informação já foi comentada em um das publicações deste blog na nossa página do Facebook.
Segundo consta no e-mail, o objetivo é alertar os pré-candidatos e demais partidários.
O Valor informa que investigadores da Zelotes e da Lava Jato vão compartilhar informações, pois acreditam que todos os indícios colhidos apontam para o tráfico de influência exercido por José Carlos Bumlai.
Os cartões de visita apreendidos com Bumlai são uma pista importante. Ele tinha os cartões e números pessoais de empreiteiros, consultores, políticos e lobistas, muitos citados na Zelotes, na Lava Jato e em outras tantas investigações.
Em seu primeiro dia como ministro da Fazenda, dólar dispara e bolsa opera em queda(Evaristo Sá/AFP)
O dólar está em alta expressiva no primeiro dia de Nelson Barbosa como ministro da Fazenda. Por volta das 14 horas, a moeda americana subia 2,18%, sendo cotada a 4,03 reais. A Bovespa, por sua vez, estava em queda de 1,20%, a 43.385 pontos.
A moeda americana e o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começaram a dar sinais pessimistas durante a teleconferência organizada pelo banco JP Morgan, que tinha como intuito acalmar os negócios do mercado financeiro após a saída de Joaquim Levy do Ministério.
Durante a conversa, Barbosa reafirmou que dará continuidade à política econômica do governo e se comprometeu a perseguir a meta de superávit fiscal de 0,5% do PIB no próximo ano.
A presidente Dilma Rousseff(Ueslei Marcelino/Reuters)
A crise política que o governo Dilma Rousseff atravessa atingiu nesta quarta-feira seu mais alto grau até agora: o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitou o pedido de impeachment contra a presidente. Cunha deu aval à representação ingressada no dia 21 de outubro pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal e que foi endossada por partidos de oposição. A decisão se dá justamente no dia em que a bancada do PT fechou questão pela continuidade das investigações contra Cunha no Conselho de Ética, que podem dar ensejo à perda do seu mandato. Pressionado pela militância, a bancada acabou por ir contra os interesses do Palácio do Planalto, que trabalhava para poupar o peemedebista do processo de cassação - ao negar a Cunha os três votos que o salvariam no colegiado, a legenda acabou por selar também o destino de Dilma.
Pouco depois do anúncio petista, o gabinete de Cunha foi palco de um verdadeiro entra e sai de deputados: o peemedebista convocou aliados e membros da oposição para informá-los de que estava decidido a anunciar uma decisão até hoje e consultar os parlamentares sobre o caminho a seguir. Instaurou-se, então, um clima de grande expectativa. Participaram das reuniões com o presidente da Casa o ex-deputado Sandro Mabel (PL-GO) e os deputados Paulinho da Força (SD-SP), Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Jovair Arantes (PTB-GO), Eduardo da Fonte (PP-PE) e Mendonça Filho (DEM-PE). Além do impeachment, os parlamentares discutiram alternativas para barrar o seguimento do processo contra Cunha no Conselho de Ética. A oposição, então, se reuniu no gabinete do PSDB.
O documento protocolado pelos juristas traz uma série de alegações técnicas e jurídicas para sustentar os argumentos de que a petista deve perder o cargo por ter cometido crimes de responsabilidade ao incidir na prática das chamas pedaladas fiscais.
A autorização de Cunha é apenas o primeiro passo para o processo de impeachment. Agora, deve ser criada uma comissão composta por representantes de todas as bancadas da Câmara para emitir um parecer favorável ou contrário à continuidade da ação e será aberto prazo para a presidente apresentar sua defesa. O processo ainda precisa ser colocado em votação pelo presidente da Câmara e aceito por pelo menos dois terços dos deputados - ou seja, 342 congressistas. Mas com a popularidade no chão, a economia em frangalhos, acuada pelos tribunais e sem apoio no Congresso, Dilma terá dificuldades para evitar a abertura do processo.
Os juristas apresentaram dois pedidos de afastamento de Dilma Rousseff. O último deles, protocolado no fim de outubro, foi atualizado com a acusação de que as chamadas pedaladas fiscais, já condenadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), se perpetuaram também neste ano - ou seja, no atual mandato. Isso pavimentou o caminho para a admissão do pedido, uma vez que Cunha havia dito que não aceitaria nada que não dissesse respeito ao mandato iniciado em janeiro.
Na peça que pede o impedimento de Dilma Rousseff, os autores citam ainda a corrupção sistêmica desvendada pela Operação Lava Jato e dizem que a ação da Polícia Federal "realizou verdadeira devassa em todos os negócios feitos pela Petrobrás, constatando, a partir de colaborações premiadas intentadas por Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, que as obras e realizações propaladas como grandes conquistas do Governo Dilma não passavam de meio para sangrar a promissora estatal que, atualmente, encontra-se completamente descapitalizada e desacreditada".
O fator Cunha - Na tentativa de evitar a decisão que se deu hoje, o Palácio do Planalto havia dado início a negociações com Cunha, um desafeto de Dilma Rousseff: agiria para poupá-lo da cassação em troca do engavetamento do processo de impeachment. O acordo se tornou explícito quando o peemedebista adiou o anúncio de sua decisão, mesmo tendo garantido que o faria até o fim de novembro. Enquanto isso, seus aliados, com a ajuda de petistas, encaixavam sucessivas manobras para adiar a votação, no Conselho de Ética, do parecer do relator Fausto Pinato (PRB-SP) que pede o prosseguimento das investigações contra Cunha.
Eleito em fevereiro após concorrer com o candidato petista Arlindo Chinaglia (SP), o peemedebista impôs uma série de derrotas ao Planalto e autorizou a criação de CPIs para pressionar a gestão petista. A proposta do impeachment passou a ser colocada na mesa depois que o presidente da Câmara foi alvo de denúncia pelo Ministério Público no escândalo do petrolão. Para Cunha, o governo, em busca de retaliação, teve influência na ação da Procuradoria.
Rompido com o Planalto desde o episódio, Cunha se aproximou ainda mais da oposição e passou a fazer reuniões em sua casa para discutir o andamento do processo de impeachment. Um acordo para rejeitar o pedido e, em seguida, pautar um recurso em plenário chegou a ser ventilado. No entanto, a situação foi revertida após o peemedebista se enrolar ainda mais na Lava Jato e aparecer como proprietário de contas na Suíça.
Sem se posicionar sobre o afastamento de Dilma, Cunha acabou abandonado pelo PSDB e passou a negociar com o governo para salvar o seu próprio mandato. O acordo de proteção mútua foi articulado pelo ex-presidente Lula, que defendeu a petistas a necessidade de poupar Cunha para salvar o mandato de Dilma. Diante da avalanche de indícios contra Cunha, porém, a pressão sobre o presidente da Câmara não deu trégua.
As derrotas de Dilma - Também não cessou o desgaste da presidente Dilma Rousseff: ela acumula desde outubro importantes derrotas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no Supremo Tribunal Federal (STF), no Tribunal de Contas da União (TCU) e no Congresso. O TSE reabriu uma ação que pode resultar na cassação do mandato de Dilma e do vice Michel Temer, acusados pelo PSDB de abuso de poder político e econômico na eleição do ano passado.
Já o TCU reprovou as contas de 2014 da presidente e recomendou ao Congresso que faça o mesmo. Dilma foi formalmente acusada de usar bancos públicos para cobrir despesas da União, o que é proibido por lei - pouco antes, o STF havia negado pedido do Planalto para suspender o relator do caso, ministro Augusto Nardes. Há dois meses, amargando a pior avaliação popular da história, a presidente afastou seus ministros mais próximos e nomeou pessoas ligadas a Lula e ao PMDB. Na semana seguinte, sofreu duas derrotas na Câmara.
Com o país mergulhado na crise política, o vendaval econômico não deu trégua. Nesta terça-feira o IBGE informou que Entre janeiro e setembro, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro encolheu 3,2%. Esse é o pior desempenho da economia brasileira para esse período desde o início da série histórica, em 1996.
Reportagem de VEJA publicada no início deste mês revelou que o vice-presidente Michel Temer (PMDB) se prepara para a possibilidade, cada dia mais real, de Dilma Rousseff ser afastada do poder. Temer já conversa com políticos, juristas e empresários enquanto traça um plano para si e para o Brasil pós-Dilma.
Sem apoio popular nem parlamentar, diante de um cenário de recessão e inflação, a presidente Dilma já há muito não governa - apenas se sustenta no cargo. Agora, contudo, ficará mais difícil fazê-lo até 2018.
Com mais de 16 bilhões de mensagens trocadas todos os dias por mais de 900 milhões de usuários ativos em todo o mundo, o WhatsApp é o aplicativo queridinho para conversar com as pessoas, principalmente, com várias ao mesmo tempo. Quem é que não participa pelo menos um grupo criado no app, seja ele da escola, da família ou do pessoal do trabalho, e passa pelo menos alguns minutos (ou horas?) por dia "conversando" por lá?
O que muitos provavelmente não sabem é que além dos grupos, o WhatsApp oferece a possibilidade de mandar um recado de uma só vez para várias pessoas, mas sem a necessidade de "manter um diálogo" entre elas. O que pode ser útil, por exemplo, ao enviar um convite de aniversário ou avisar a família que chegamos bem depois de uma longa viagem.
O recurso, chamado de Lista de Transmissão (ou Broadcast List), permite criar uma lista de contatos, como se fosse um grupo, e enviar uma mensagem para ela. A diferença é que o recado chega individualmente para cada membro da lista, como se fosse uma mensagem enviada apenas para aquela pessoa. Se alguém resolver responder a mensagem, ela é direcionada apenas a quem criou a lista.
O único inconveniente é que a função Broadcast Lists aparece em lugares diferentes dependendo do celular ou do sistema operacional. Por exemplo: enquanto no iPhone ela está na própria tela do aplicativo, em outros celulares, o recurso é acionado ao apertar o "menu". E nem sempre está no mesmo lugar.
Veja como ativar a Lista de Transmissão nos principais sistemas operacionais:
No iPhone
Abra o aplicativo e escolha a opção Broadcast Lists (Listas de Transmissão). Ela fica no canto superior esquerdo da tela que lista todas as suas conversas.
Celulares com Android
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Para encontrar a função, existem duas maneiras, dependendo da versão do sistema operacional:
1. Abra o aplicativo e clique no botão "Menu" do próprio celular (imagem de três pontos ordenados na vertical).
2. Abra o aplicativo e clique no botão que corresponde a três pontos ordenados na vertical na própria tela do WhatsApp, no canto superior direito, ao lado da lupa.
Windows Phone
Abra o aplicativo e clique no botão "Menu" do próprio celular (imagem de três pontos ordenados na horizontal).
Blackberry
Abra o aplicativo e pressione o botão com o símbolo do Blackberry, que fica no próprio aparelho.
Como criar a lista
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1. Clique na opção New List (Nova Lista).
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2. Escolha os contatos que receberão sua mensagem. É importante lembrar que apenas as pessoas que possuem o seu número de telefone na agenda de contatos é que poderão receber o recado.
3. Após escolher todos os contatos, clique em Create (Criar).
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4. Digite a mensagem e aperte Send (enviar).
5. Pronto! Todas as pessoas que você colocou na lista receberão sua mensagem individualmente. Quando uma delas responder, a mensagem aparecerá normalmente entre as suas conversas, como se fosse apenas uma mensagem para você, e as outras pessoas não poderão vê-la.
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6. O contato recebe a mensagem com um ícone que indica que ela foi enviada por uma lista.
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7. Se quiser adicionar ou remover alguém, clique na lista, depois no botão "i" (de informações) e escolha quais nomes quer deletar ou acrescentar.
8. Para apagar a lista, clique em Broadcast Lists > Edit (Editar) e no botão (-).
AÇÕES PENAIS Deputados Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) Ação Penal 481 Estelionato, formação de quadrilha e crime eleitoral Data de autuação: 17/04/2008
Giovanni Queiroz (PDT-PA)Ação Penal 476 Injúria, desacato, crime contra a honra e calúnia Data de autuação: 17/03/2008
Jader Barbalho (PMDB-PA)Ação Penal 336 Emprego irregular de verba pública Data de autuação: 23/05/2003 Ação Penal 398 Peculato 13/10/2005 Ação Penal 339 Crime contra o sistema financeiro nacional Data de autuação: 17/6/2003 Ação Penal 397 Falsidade ideológica, formação de quadrilha, estelionato, crime de lavagem Data de autuação: 29/8/2005 Ação Penal 374 Crime contra a administração em geral Data de autuação: 21/06/2004
Lira Maia (DEM-PA) Ação Penal 524 Crime contra a Lei de Licitações Data de autuação: 09/11/2009 Ação Penal 484 Crime de responsabilidade Data de autuação: 30/04/2008 Ação Penal 517 Crime de responsabilidade Data de autuação: 26/06/2009 Ação Penal 518 Crime de responsabilidade Data de autuação: 29/06/2009
Paulo Rocha (PT-PA)Ação Penal 470 Crimes praticados por funcionários públicos contra a administração em geral, quadrilha ou bando e crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos ou valores Data de autuação: 12/11/2007
Wladimir Costa (PMDB-PA)Ação Penal 415 Crimes contra a honra Data de autuação: 14/02/2007 Ação Penal 474 Crimes contra a honra Data de autuação:12/12/2007 Ação Penal 528 Investigação penal Data de autuação: 25/02/2010
Senador Mário Couto (PSDB-PA)Ação Penal 440 Crime eleitoral Data de autuação: 13/07/2007
INQUÉRITOS Deputados Bel Mesquita (PMDB-PA)Inquérito 2965 Crime previsto na legislação extravagante Data de autuação: 13/05/2010
Jader Barbalho (PMDB-PA)Inquérito 2051 Crime contra a administração em geral Data de autuação: 07/10/2003 Inquérito 2909 Crime contra a ordem tributária 09/02/2010 Inquérito 1332 Peculato Data de autuação: 13/10/1997 Inquérito 498 Peculato Data de autuação: 08/09/2008 Inquérito 2760 Crime de lavagem, formação de quadrilha e contra o sistema financeiro nacional Data de autuação: 30/09/2008
Lira Maia (DEM-PA)Inquérito 2762 Crime de responsabilidade Data de autuação: 15/10/2008 Inquérito 2858 Crime de responsabilidade Data de autuação: 18/09/2009 Inquérito 2742 Peculato Data de autuação: 06/08/2008 Inquérito 2819 Crime de responsabilidade Data de autuação: 03/06/2009 Inquérito 2875 Crime de responsabilidade Data de autuação: 26/10/2009 Inquérito 2941 Emprego irregular de verbas ou rendas públicas Data de autuação: 12/4/2010
Wladimir Costa (PMDB-PA)Inquérito 2915 Calúnia e difamação Data de autuação: 23/02/2010
Senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA) Inquérito 2266 natureza não informada/corre em segredo de justiça Data de autuação: 30/09/2005 Inquérito 2939 Crime eleitoral Data de autuação: 08/04/2010
Mário Couto (PSDB-PA) Inquérito 2539 desobediência às determinações da Justiça Eleitoral Data de autuação: 10/05/2007
PARANOIA - Lula (de camiseta) e Dilma no Palácio da Alvorada: o ex-presidente acredita que é vítima de uma perseguição que contaria com o aval da presidente(André Duzek/Estadão Conteúdo)
Oito anos na Presidência da República fizeram de Lula um mito. Ele escapou ileso do escândalo do mensalão, bateu recorde de popularidade, consolidou o Brasil como um país de classe média e elegeu uma quase desconhecida como sua sucessora. Os opositores reconheciam e temiam seu poder de arregimentação das massas. O líder messiânico, o novo pai dos pobres, o protagonista do primeiro governo popular da história do Brasil encontra-se atualmente soterrado por uma montanha de fatos pesados o bastante para fazer vergar qualquer biografia - até mesmo a de Lula. Investigações sobre corrupção feitas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público vão consistentemente chegando mais perto de Lula. Ele próprio é foco direto de uma dessas apurações. Do seu círculo familiar mais íntimo ao time vasto de correligionários, doadores de campanha e amigos, o sistema Lula é formado predominantemente por suspeitos, presos e sentenciados. Todos acusados de receber vantagens indevidas de esquemas bilionários de corrupção oficial.
O mito está emparedado em verdades. Lula teme ser preso, vê perigo e conspiradores em toda parte, até no Palácio do Planalto. Chegou recentemente ao ex-presidente um raciocínio político dividido em duas partes. A primeira dá conta de que sua derrocada pessoal aplacaria a opinião pública, esse monstro obstinado, movido por excitação, fraqueza, preconceito, intuição, notícias e redes sociais. A segunda parte é consequência da primeira. Com a opinião pública satisfeita depois da punição a Lula, haveria espaço para a criação de um ambiente mais propício para Dilma Rousseff cumprir seu mandato até o fim. Nada de novo. A política é feita desse material dúctil inadequado para moldar alianças inquebrantáveis e fidelidades eternas.
Os sinais negativos para Lula estão por toda parte. Uma pesquisa do Ibope a ser divulgada nesta semana mostrará que a maioria da população brasileira condena a influência de Lula sobre Dilma. Some-se a isso o contingente dos brasileiros que até comemorariam a prisão dele, e o quadro fica francamente hostil ao ex-presidente. O nome de Lula e os de mais de uma dezena de pessoas próximas a ele são cada vez mais frequentes em enredos de tráfico de influência, desvios de verbas públicas e recebimento de propina. Delator do petrolão, o doleiro Alberto Youssef disse que Lula e Dilma sabiam da existência do maior esquema de corrupção da história do país. Dono da construtora UTC, o empresário Ricardo Pessoa declarou às autoridades que doou dinheiro surrupiado da Petrobras à campanha de Lula à reeleição, em 2006. O lobista Fernando Baiano afirmou que repassou 2 milhões de reais do petrolão ao pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula e tutor dos negócios dos filhos do petista. Baiano contou aos procuradores que, segundo Bumlai, a propina era para uma nora do ex-presidente. A relação de nomes é conhecida, extensa e plural - dela faz parte até uma amiga íntima de Lula. A novidade agora é que a lista foi reforçada por um novo personagem. Não um personagem qualquer, mas Luís Cláudio da Silva, um dos filhos do ex-presidente. O cerco está se fechando.