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sexta-feira, 8 de maio de 2015

ONDE ESTÁ O DINHEIRO DO FUNDEB QUE FOI PARA SANTARÉM?


A população santarena quer saber onde está o dinheiro do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação - FUNDEB.

As contas projetadas no Portal da Transparência da Prefeitura de Santarém não estão de acordo com as informações encontradas no site de prestação de contas do Governo Federal.

Segundo a Controladoria Geral da União, a Prefeitura de Santarém recebeu em fevereiro de 2015 R$ 14.135.261,54. Porém apenas R$ 1.627.906,84 foram gastos.

Estão faltando nesta prestação de contas R$ 12.507.354,70.

O povo santareno quer saber onde está toda esta fortuna e porque não foi utilizada no sistema educacional do município.

Abaixo temos as imagens dos dois sites que comprovam o repasse e o valor utilizado pela Prefeitura:











O blog está à disposição da Secretaria de Finanças de Santarém para explicar ao povo o paradeiro do dinheiro.






Elielson Rezende

domingo, 12 de abril de 2015

20 OBRAS QUE O BNDES FINANCIOU EM OUTROS PAÍSES

Prédio do BNDES

Não é novidade para ninguém que o Brasil tem um problema grave de infraestrutura. Diante dessa questão, o que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) faz? Financia portos, estradas e ferrovias – não exatamente no Brasil, mas em diversos países ao redor do mundo.
Desde que Guido Mantega deixou a presidência do BNDES, em 2006, e se tornou Ministro da Fazenda, em 2006, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social tornou-se peça chave no modelo de desenvolvimento proposto pelo governo. Desde então, o total de empréstimos do Tesouro ao BNDES saltou de R$ 9,9 bilhões — 0,4% do PIB — para R$ 414 bilhões — 8,4% do PIB.
Alguns desses empréstimos, aqueles destinados a financiar atividades de empresas brasileiras no exterior, eram considerados secretos pelo banco. Só foram revelados porque o Ministério Público Federal pediu na justiça a liberação dessas informações. Em agosto, o juiz Adverci Mendes de Abreu, da 20.ª Vara Federal de Brasília, considerou que a divulgação dos dados de operações com empresas privadas “não viola os princípios que garantem o sigilo fiscal e bancário” dos envolvidos. A partir dessa decisão, o BNDES é obrigado a fornecer dados sobre que o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) solicitarem. Descobriu-se assim uma lista com mais de 2.000 empréstimos concedidos pelo banco desde 1998 para construção de usinas, portos, rodovias e aeroportos no exterior.
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Quem defende o financiamento de empresas brasileiras no exterior argumenta que a prática não é exclusiva do Brasil. Também ocorre na China, Espanha ou Estados Unidos por exemplo. O BNDES alega também que os valores destinados a essa modalidade de financiamento correspondem a cerca de 2% do total de empréstimos, e que os valores são destinados a empresas brasileiras (empreiteiras em sua maioria), e não aos governos estrangeiros.
A seleção dos recebedores destes investimentos, porém, segue incerta: ninguém sabe quais critérios o BNDES usa para escolher os agraciados pelos empréstimos. Boa parte das obras financiadas ocorre em países pouco expressivos para o Brasil em termos de relações comerciais, o que leva a suspeita de caráter político na escolha.
Outra questão polêmica são os juros abaixo do mercado que o banco concede às empresas. Ao subsidiar os empréstimos, o BNDES funciona como um Bolsa Família ao contrário, um motor de desigualdade: tira dos pobres para dar aos ricos. Ou melhor, capta dinheiro emitindo títulos públicos, com base na taxa Selic (11% ao ano), e empresta a 6%. Isso significa que ele arca com 5% de todo o dinheiro emprestado. Dos R$ 414 bilhões emprestados este ano, R$ 20,7 bilhões são pagos pelo banco. É um valor similar aos R$ 25 bilhões gastos pelo governo no Bolsa Família, que atinge 36 milhões de brasileiros.
Seguem 20 exemplos de investimentos que o banco considerou estarem aptos a receberem investimentos financiados por recursos brasileiros.

1) Porto de Mariel (Cuba)

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Valor da obra – US$ 957 milhões (US$ 682 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht

2) Hidrelétrica de San Francisco (Equador)

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Valor da obra – US$ 243 milhões
Empresa responsável – Odebrecht
Após a conclusão da obra, o governo equatoriano questionou a empresa brasileira sobre defeitos apresentados pela planta. A Odebrecht foi expulsa do Equador e o presidente equatoriano ameaçou dar calote no BNDES.

3) Hidrelétrica Manduriacu (Equador)

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Valor da obra – US$ 124,8 milhões (US$ 90 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht
Após 3 anos, os dois países ‘reatam relações’, e apesar da ameaça de calote, o Brasil concede novo empréstimo ao Equador.

4) Hidroelétrica de Chaglla (Peru)

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Valor da obra – US$ 1,2 bilhões (US$ 320 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht

5) Metrô Cidade do Panamá (Panamá)

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Valor da obra – US$ 1 bilhão
Empresa responsável – Odebrecht

6) Autopista Madden-Colón (Panamá)

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Valor da obra – US$ 152,8 milhões
Empresa responsável – Odebrecht

7) Aqueduto de Chaco (Argentina)

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Valor da obra – US$ 180 milhões do BNDES
Empresa responsável – OAS

8) Soterramento do Ferrocarril Sarmiento (Argentina)

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Valor – US$ 1,5 bilhões do BNDES
Empresa responsável – Odebrecht

9) Linhas 3 e 4 do Metrô de Caracas (Venezuela)

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Valor da obra – US$ 732 milhões
Empresa responsável – Odebrecht

10) Segunda ponte sobre o rio Orinoco (Venezuela)

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Valor da obra – US$ 1,2 bilhões (US$ 300 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht

11) Barragem de Moamba Major (Moçambique)

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Valor da obra – US$ 460 milhões (US$ 350 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Andrade Gutierrez

12) Aeroporto de Nacala (Moçambique)

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Valor da obra – US$ 200 milhões ($125 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht

13) BRT da capital Maputo (Moçambique)

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Valor da obra – US$ 220 milhões (US$ 180 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht

14) Hidrelétrica de Tumarín  (Nicarágua)

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Valor da obra – US$ 1,1 bilhão (US$ 343 milhões)
Empresa responsável – Queiroz Galvão
*A Eletrobrás participa do consórcio que irá gerir a hidroelétrica

15) Projeto Hacia el Norte – Rurrenabaque-El-Chorro (Bolívia)

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Valor da obra – US$ 199 milhões
Empresa responsável – Queiroz Galvão

16) Exportação de 127 ônibus (Colômbia)

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Valor – US$ 26,8 milhões
Empresa responsável – San Marino

17) Exportação de 20 aviões (Argentina)

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Valor – US$ 595 milhões
Empresa responsável – Embraer

18) Abastecimento de água da capital peruana – Projeto Bayovar (Peru)

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Valor – Não informado
Empresa responsável – Andrade Gutierrez

19) Renovação da rede de gasodutos em Montevideo (Uruguai)

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Valor – Não informado
Empresa responsável – OAS

20) Via Expressa Luanda/Kifangondo

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Valor – Não informado
Empresa responsável – Queiroz Galvão
Como estes existem mais de 3000 empréstimos concedidos pelo BNDES no período de 2009-2014. Conforme mencionado acima, o banco não fornece os valores… Ainda.


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domingo, 12 de maio de 2013

Na garagem do pastor Marcos, carros avaliados em R$ 1 milhão!

Landau, Aero Willys e outros carros cobertos na garagem do pastor. Foto: Luiz Ackermann / ExtraQuem passa pelo número 353 da Avenida Doutor Délio Guaraná, em São João de Meriti, logo se impressiona: em meio a imóveis simples, na garagem da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD), repousam dez carros antigos de luxo, alguns cobertos por lonas. Todos são registrados em nome de Marcos Pereira da Silva, fundador da igreja, preso na terça-feira pelo estupro de duas menores. A coleção vale mais de R$ 1 milhão, e é citada no inquérito em que a Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) investiga o pastor por lavagem de dinheiro.
Entre os carros do evangélico estão um Ford Galaxie Landau 79, um Aero Willys 64 e uma Mercedes E320 importada. Entretanto, de acordo com o delegado Márcio Mendonça, da DCOD, nenhum veículo foi efetivamente comprado pelo pastor.
— Os carros são adquiridos por pessoas ligadas ao pastor, às vezes até fiéis, e doados a ele. Por que isso acontece? É estranho — afirma Márcio Mendonça.
Mercedes Benz, um dos carros do pastor: Luiz Ackermann / Extra
Mercedes Benz, um dos carros do pastor: Luiz Ackermann / ExtraFoto: Luiz Ackermann / EXTRA

 
Testemunhas relataram à polícia que o religioso recebia dinheiro do tráfico e, em troca, entregava CDs e DVDs de cantores gospel.
A mesma estratégia foi usada pelo pastor com o apartamento de R$ 8 milhões na Avenida Atlântica, em Copacabana, onde, segundo depoimentos, Marcos estuprou algumas vítimas. O imóvel foi doado pelo empresário francês Henri Bueno, frequentador da igreja. A polícia ainda investiga o motivo desse procedimento.
Segundo levantamento do EXTRA junto a base de dados do Detran, há nove multas não pagas em nome do pastor — a maioria por excesso de velocidade. Só uma Kombi 96 foi multada seis vezes em 1998. No total, as infrações somam R$ 687,36.
A polícia também investiga os veículos registrados em nome da igreja. O Passat branco que o pastor dirigia na Rodovia Presidente Dutra quando foi preso, por exemplo, é da igreja. Esses veículos têm imunidade tributária e, por isso, o pastor não paga IPVA por eles.
— No momento, estamos mapeando os imóveis e bens ligados a Pereira e a suas empresas (a Igreja Evangélica Assembleia de Deus dos Últimos Dias, a ADUD Produções e o Instituto Vida Renovada). Sabemos que há pelo menos mais dois carros e nove imóveis em nome da igreja — conta o delegado, que também investiga empresas de fiéis da ADUD que podem ser usadas como laranjas.
Em vídeo no YouTube, o pastor mostra sua paixão por carros de luxo. Na gravação, feita durante uma viagem aos Estados Unidos, o religioso afirma ao motorista que guiava o carro onde estava: "Quero ir nas concessionárias da Lincoln e Jaguar".
O pastor em dois momentos bem diferentes: de terno dourado e de uniforme de presidiário


 
 
 
Extra.