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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Aumenta o número de vítimas fatais de naufrágio no Marajó

Aumenta o número de vítimas fatais de naufrágio    (Foto: Cleiton César/Internauta)A Marinha do Brasil informou que subiu para 13 o número de vítimas fatais do naufrágio do navio ‘Leão do Norte’, ocorrido na madrugada desta sexta-feira (19), próximo à Cachoeira do Arari, no Marajó. Dos corpos encontrados até o momento, quatro são de crianças.
 
Até o momento, 46 pessoas dos cerca de 85 passageiros que estavam na embarcação foram resgatadas. Cerca de 30 vítimas do naufrágio continuam desaparecidas.
O navio havia na quinta-feira (18) da Vila do Arapixi, no município de Chaves, também no Marajó. A embarcação naufragou a 500 metros do trapiche de Cachoeira do Arari. Quando o acidente aconteceu, muitos passageiros estavam dormindo no porão da embarcação, o que teria dificultado a saída no momento da tragédia.
Equipes da Capitania dos Portos da Marinha do Brasil, do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura da Cidade estão realizando as buscas pelas vítimas. As causas do naufrágio ainda são desconhecidas.
 
 
 
DOL

quinta-feira, 18 de abril de 2013

BANDA CALYPSO É TROCADA POR DANIELA MERCURY EM SHOW NA BAHIA

Daniela Mercury foi confirmada como atração principal da festa de São João da cidade de Jequié, na Bahia, que será realizada no sábado, dia 22 de junho.
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A notícia seria comum, não fosse o fato de a Banda Calypso ter sido cotada para ocupar o palco na mesma data. Contudo, boatos de que a cantora baiana teria desbancado os paraenses começaram a circular nos últimos dias.
De acordo com o jornal 'Extra', a prefeitura de Jequié confirmou que a banda de Joelma estava entre as opções de contratação, mas alegou que não houve uma disputa, e sim uma escolha do município.
A assessoria de imprensa de Mercury confirmou o show na festa junina, enquanto a de Joelma e Chimbinha afirmou não saber das especulações.
Será que a escolha teria algo a ver com as recentes declarações da cantora de forró sobre os homossexuais?

quarta-feira, 17 de abril de 2013

(CENAS FORTES) ENTENDA A DOR DOS AMERICANOS APÓS O ATAQUE EM BOSTON

O ataque foi a maior ação terrorista em território americano desde os atentados de 11 de setembro de 2001, no World Trade Center, em Nova York. Por causa das explosões em Boston, a segurança das autoridades do governo americano e de diversas cidades do país foi reforçada para evitar novos atos terroristas.
Mais cedo, agentes do FBI mostraram imagens de parte dos objetos usados para formar as duas bombas. O artefato caseiro foi feito com panelas de pressão e explosivos, além de peças de metal, como pregos, zíperes, pilhas e rolamentos de skate.
As autoridades pensam que os artefatos foram detonados mediante um temporizador, e não com celulares, o que teria revelado um nível maior de sofisticação e organização. Ainda não há informações se o ataque foi realizado por terroristas americanos ou estrangeiros.
De acordo com o FBI (polícia federal americana), que assumiu a investigação, não há risco de novos ataques, embora a segurança na cidade esteja reforçada. Os quarteirões mais próximos do local das explosões permanecem interditados e deverão ser palco de testes periciais por mais alguns dias.
Um dos mortos no atentado é um menino de oito anos, a outra é uma mulher de 29 anos e a terceira vítima é uma estudante chinesa da Universidade de Boston.
 
Veja as imagens a seguir e entenda o terror que revolta os americanos.
 
 
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Por Danielle Nery Thompson, Direto dos Estados Unidos, com texto da Folha.

SALÁRIO MÍNIMO DE R$ 2.561,47. PELO MENOS DEVERIA SER...

O salário mínimo do trabalhador brasileiro deveria ter sido de R$ 2.561,47 em dezembro de 2012 para que ele suprisse suas necessidades básicas e da família, segundo estudo divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
 
O povo tem SOBREVIVIDO com míseros R$ 675,00 por mês.
 
Se o valor atual do salário mínimo não é suficiente para cobrir os gastos básicos do trabalhador, por qual motivo o governo não estabelece o valor para que isto ocorra?
 
Fica a pergunta à espera de resposta.
 
 
 
Blog do Elielson Rezende.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Carlos Alberto é pego no exame antidoping e complica ainda mais o Vasco

Carlos Alberto é pego em exame antidoping e complica mais o VascoO Vasco segue em um enorme inferno astral na temporada. Eliminado ainda na fase de grupos da Taça Rio e sem ter o que disputar, a equipe ainda pode perder um dos seus principais jogadores...
 
O Vasco segue em um enorme inferno astral na temporada. Eliminado ainda na fase de grupos da Taça Rio e sem ter o que disputar, a equipe ainda pode perder um dos seus principais jogadores. Carlos Alberto foi pego no exame antidoping na derrota por 3 a 2 para o Fluminense no último dia 2 de março. O clube confirmou que já foi notificado, mas só vai se pronunciar após o exame de contraprova, ainda sem data marcada.
Ainda não houve uma confirmação oficial de qual substância teria causado o doping. Carlos Alberto foi notificado assim que chegou ao clube na manhã desta terça. Há a possibilidade de que o jogador tenha testado positivo por conta do tratamento ortomolecular a que se submete para se recuperar melhor da sequência pesada de jogos.
Carlos Alberto viveu muitos altos e baixos em São Januário, mas transformou-se em titular absoluto da equipe nesta temporada. Em 13 jogos, o meia marcou três gols em 2013. O jogador, porém, tem contrato apenas até o meia de agosto. Em princípio, a diretoria vascaína havia manifestado o desejo de estender o vínculo.
 
 
MSN.

Gwyneth Paltrow lidera ranking de celebridades mais odiadas de Hollywood

Gwyneth Paltrow, 40, é linda, loira e natureba, mas lidera uma lista nada elogiosa.
 
A atriz é a celebridade mais odiada de Hollywood, de acordo com ranking anual da revista "Star".
Em segundo lugar, aparece Kristen Stewart, 23, seguida por Jennifer Lopez, 43.
A imprensa americana especula que a liderança de votos alcançada por Gwyneth se deve à tentativa de impor seu estilo de vida saudável.
Já Kristen sempre está de cara fechada e ainda ganhou má fama após ser flagrada traindo o namorado Robert Pattinson, 26.
Ao todo, são 20 famosos do cinema, da música e da televisão que aparecem na lista.
Entre os nomes menos surpreendentes, estão os de Justin Bieber (8º), Lindsay Lohan (16ª) e Taylor Swift (18ª).
 
 
F5.

Empreiteiras pagaram quase metade das viagens de Lula ao exterior

Quase metade das viagens internacionais feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após deixar o governo foi bancada por grandes empreiteiras com interesses nos países que ele visitou.
Todos eles ficam na América Latina e na África, de acordo com documentos oficiais obtidos pela Folha. As duas regiões foram prioridades da política externa do petista em seus dois mandatos.
 
A assessoria do ex-presidente diz que ele trabalha para promover "interesses da nação" e não das empresas que bancam suas atividades.
Mas políticos e empresários familiarizados com as andanças de Lula disseram à Folha que ele ajudou a alavancar interesses de gigantes como Camargo Corrêa, OAS e Odebrecht nesses lugares.
Um telegrama diplomático de novembro do ano passado, enviado ao Itamaraty pela embaixada do Brasil em Moçambique após uma visita de Lula, diz que ele ajudou empresas brasileiras a vencer resistências locais ao "associar seu prestígio" a elas.
Desde 2011, Lula visitou 30 países, dos quais 20 ficam na África e América Latina. As empreiteiras pagaram 13 dessas viagens. Na última terça-feira, Lula iniciou novo giro africano, começando pela Nigéria, e patrocinado por Odebrecht, OAS e Camargo.
  
O Instituto Lula não informa os valores que recebe das empresas. Estimativas do mercado sugerem que uma palestra no exterior pode render a Lula R$ 300 mil, sem contar gastos com hospedagem, comida e transporte.
Os nomes dos financiadores das viagens de Lula aparecem nos telegramas diplomáticos obtidos pela Folha.
As empresas negam ter pago as viagens de Lula para que ele defendesse seus interesses.
Dois procuradores da República, um delegado federal, um juiz e dois advogados disseram à Folha que não há, a princípio, irregularidades nas viagens por não haver lei sobre a atuação de ex-presidentes.
Em novembro de 2012, Lula viajou para quatro países (África do Sul, Moçambique, Etiópia e Índia). Segundo nota divulgada pelo Instituto Lula na ocasião, o objetivo era a "cooperação em políticas públicas e ampliação das relações internacionais", mas o telegrama da embaixada brasileira deixa claro que o assunto da viagem era outro.
As duas primeiras paradas foram pagas pela Camargo Corrêa. Em Moçambique, a empresa participou das obras de uma mina de carvão explorada pela Vale, que meses antes fora alvo de protestos de centenas de famílias removidas pelo empreendimento.
Segundo o telegrama da embaixada brasileira que relatou ao Itamaraty a visita de Lula, o ex-presidente contribuiu para reduzir resistências que as empresas brasileiras enfrentam em Moçambique.
 
"Ao associar seu prestígio às empresas que aqui operam, o ex-presidente Lula desenvolveu, aos olhos moçambicanos, compromisso com os resultados da atividade empresarial brasileira", escreveu a embaixadora Lígia Scherer.
Em agosto de 2011, Lula começou um tour latino-americano pela Bolívia, onde chegou "com sua comitiva em avião privado da OAS", como anotou o embaixador Marcel Biato em telegrama.
O primeiro compromisso foi um encontro com o presidente Evo Morales. Na época, protestos impediam a OAS de tocar uma rodovia de US$ 415 milhões. Foi um dos temas da conversa, dizem empresários da Bolívia que pedem sigilo.
La Paz cancelou o contrato, mas deu US$ 9,8 milhões como compensação à OAS.
Da Bolívia, ainda bancado pela OAS, Lula viajou para a Costa Rica, onde a empresa disputava uma obra de US$ 57 milhões. A OAS foi preterida após a imprensa local questionar o papel de Lula.
Após nove meses, a OAS ganhou a concessão da rodovia mais importante do país (negócio de US$ 500 milhões).
 
 
 
Folha.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

"DEFICIENTE FÍSICO NÃO TEM VEZ EM SANTARÉM", DIZ LEITORA.


Já não dá mais para fechar os olhos para este problema. As ruas de Santarém estão desaparecendo, dando lugar a verdadeiras crateras e muito mato.
Moradores de várias ruas da cidade procuraram o Blog do Elielson Rezende para clamar por socorro. São pessoas de bem que pedem apenas que seu direito a uma rua decente seja respeitado.
 
Em muitas destas ruas fica impossível o tráfego de veículos. Quem possui carro não consegue sair de casa em dias de chuva, pois acaba atolado na lama.
Outras ruas parecem mais praias de tanta areia, ou uma floresta por causa do matagal.
Um questionamento interessante feito pelos reclamantes foi sobre a falta de calçadas, mesmo em ruas asfaltadas. “Deficiente físico não tem vez em Santarém”, são as palavras de uma senhora que precisa usar cadeira de rodas para se locomover.
Estas pessoas pediram para que suas identidades fossem preservadas, mas trouxeram fotos para provar o que falam.

Veja abaixo a situação precária de algumas ruas de Santarém:

 

 








 


Algo que deve ser lembrado neste momento é que Santarém não se resume à orla e poucas ruas perto do centro. Basta andar um pouco nas ruas ao longo da Rodovia Santarém - Curuá-Una e o que se observa são grandes vias cobertas de muita areia ou barro.
A sociedade santarena aguarda uma providência urgente em relação ao caso, já que todos estão sofrendo com a situação.
Confiamos no trabalho da Prefeitura e aguardamos resposta a este clamor público.
 
Blog do Elielson Rezende.

Saiba o que causa a explosão de uma bateria de celular e como se prevenir

Nos últimos anos, o celular tornou-se um aparelho que mantemos por perto quase 24 horas por dia. Mas muita gente se esquece de que, sendo um dispositivo eletrônico, ele pode oferecer riscos em certas circunstâncias, como é o caso de uma explosão da bateria. Apesar de ser algo relativamente incomum, acontece de vez em quando. Mas afinal, porque a bateria do celular pode explodir?

nokia-battery-life (Foto: nokia-battery-life)
A bateria precisa de alguns cuidados para
funcionar de forma segura (Foto: Reprodução)
 
A explosão de um celular acontece quando há superaquecimento da bateria. Como o periférico é projetado para aguentar até 135ºC, quando passa dessa temperatura, ela pode causar uma explosão, ou pegar fogo. Isto pode acontecer em duas situações:
 
1. Quando o celular está carregando: cada bateria possui um dispositivo de segurança que regula a quantidade de corrente elétrica que pode circular por ela. Se o dispositivo falhar, pelo motivo que for, pode haver um excesso de energia que causa superaquecimento e, consequentemente, a possível explosão.
2. Durante o uso: neste caso, há uma falha no componente de segurança que separa os pólos negativo e positivo da bateria, causando um curto circuito. Pode ser causado por defeitos de fabricação, entrada de pó ou umidade. Esse curto-circuito gera calor em excesso, derretendo o invólucro de plástico e deixando o ar entrar. O contato do ar com as substâncias da bateria faz o material entrar em combustão, chegando a até 800ºC, o que pode causar sérias queimaduras nas vítimas. E agora, como evitar?
br_ATADU10EBECSTD_001_Front (Foto: br_ATADU10EBECSTD_001_Front)
Acessórios originais oferecem maior garantia
e segurança (Foto: Reprodução)
 
 
Compre de marcas confiáveis

Alguns casos de explosão da bateria são causados por defeitos de fabricação. Por isso, diminua a chance de um acidente ocorrer escolhendo uma marca confiável e com um bom histórico de suporte ao consumidor.
 
Use somente acessórios originais

Acessórios “piratas” não passam pelos mesmos teste de qualidade e segurança que os originais, e não são totalmente confiáveis. Um carregador que não é original pode causar diferenças de tensão elétrica e levar a defeitos perigosos na bateria, além da diminuição da vida útil.
Se precisar trocar a bateria, opte sempre pelo modelo indicado pelo fabricante, que oferece mais segurança e possui garantia de fábrica. Em muitos casos, o barato pode sair caro.
 
Não exponha o celular ao calor

Evite andar muito tempo com o celular no bolso, principalmente se usar as famosas “meias de celular” feitas de tecido. Procure também não deixá-lo exposto ao sol, no painel do carro, perto do fogão ou microondas.
 
Evite a umidade
A umidade é uma grande inimiga da sua bateria. Evite levar o celular para o banheiro durante o banho, por exemplo, ou deixar o aparelho parado na praia ou próximo de alguma piscina.
 
Tempo certo na tomada

Procure desconectar o celular da tomada assim que ele der o aviso de bateria carregada. Deixá-lo ligado à corrente por muito tempo pode diminuir a vida útil e levar a defeitos posteriores.
Com cuidados básicos e seguindo essas dicas, você pode usar o seu aparelho livre de preocupações.
 
 
 
TechTudo.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Fugitivo norte-coreano relata campo de trabalhos forçados e execução pública

"Fuga do Campo 14 " acompanha a jornada de Shin rumo à liberdade Nascido no Campo 14, um dos maiores complexos de trabalhos forçados destinados aos presos políticos na Coreia do Norte, Shin Dong-hyuk conseguiu escapar da prisão e atravessou o país até a fronteira com a China.
 
Nesses campos, os prisioneiros trabalham até 15 horas por dia. Violência, fome e frio são constantes na rotina dos condenados. Aos 13 anos, assistiu mãe e irmão serem executados após uma tentativa de fuga.
O depoimento de Shin ao jornalista Blaine Harden está no livro "Fuga do Campo 14", uma rara publicação sobre o regime e a nação que são quase impenetráveis aos ocidentais.
"No Campo 14, uma prisão para os inimigos políticos da Coreia do Norte, era proibido formar grupos com mais de dois presos, a não ser nas execuções", conta Harden, "Todos tinham de presenciá-las. No campo de trabalhos forçados, a execução pública --e o medo que ela gerava-- era um momento didático".
Segundo a Agência Central de Notícias da Coreia do Norte, em pronunciamento no dia 6 de março de 2009, "não há nenhuma 'questão dos direitos humanos' neste país, pois todos levam uma vida extremamente digna e feliz".
Abaixo, leia um trecho de "Fuga do Campo 14".
 
 
INTRODUÇÃO
NUNCA OUVIU A PALAVRA "AMOR"
Nove anos depois do enforcamento de sua mãe, Shin contorceu-se para atravessar uma cerca elétrica e saiu correndo pela neve. Era o dia 2 de janeiro de 2005. Até então, nenhuma pessoa nascida em um campo de prisioneiros políticos na Coreia do Norte havia conseguido fugir. Até onde é possível averiguar, ele ainda é o único que teve êxito.
Tinha 23 anos de idade e não conhecia ninguém do lado de fora da cerca. Depois de um mês, ele entrou na China, a pé. Em 2007, dois anos após a fuga, estava vivendo na Coreia do Sul. Quatro anos mais tarde, morava no Sul da Califórnia e era um embaixador sênior da Liberty in North Korea (LiNK; Liberdade na Coreia do Norte), um grupo americano de defesa dos direitos humanos.
Na Califórnia, ele ia trabalhar de bicicleta, torcia para o time de beisebol Cleveland Indians (por causa do batedor sul-coreano, Shin-Soo Choo) e comia duas ou três vezes por semana no In-N-Out Burger, que, a seu ver, tinha o melhor hambúrguer do mundo.
Seu nome agora é Shin Dong-hyuk. Ele fez a alteração depois de chegar à Coreia do Sul, numa tentativa de se reinventar como um homem livre. É bonito, com olhos vivos, desconfiados. Um dentista de Los Angeles tratou de seus dentes, que não podiam ser escovados no cativeiro. Sua saúde física geral é excelente. O corpo, porém, é um verdadeiro mapa dos sofrimentos que decorrem de se crescer num campo de trabalhos forçados cuja existência o governo da Coreia do Norte insiste em negar.
Tolhido pela desnutrição, ele é baixo e franzino - 1,67 metro e 54,5 quilos. O trabalho infantil deixou-lhe com braços arqueados. A parte inferior das costas e as nádegas têm cicatrizes das queimaduras infligidas pelo fogo do torturador. A pele sobre o púbis exibe a cicatriz da perfuração feita pelo gancho usado para prendê-lo sobre as chamas. Os tornozelos têm marcas de correntes que serviram para pendurá-lo de cabeça para baixo na solitária. O dedo médio da mão direita foi cortado na altura da primeira articulação, punição que recebeu de um guarda por derrubar uma máquina de costura numa fábrica de roupas do campo. As canelas, do tornozelo até o joelho, em ambas as pernas, são mutiladas e marcadas por cicatrizes de queimaduras provocadas pela cerca de arame farpado eletrificada que não foi capaz de mantê-lo no interior do Campo 14.
Shin tem mais ou menos a mesma idade que Kim Jong Eun, o gorducho terceiro filho de Kim Jong Il que assumiu o comando depois da morte de seu pai em 2011. Como contemporâneos, os dois personificam os antípodas de privilégio e privação na Coreia do Norte, uma sociedade pretensamente sem classes onde, na realidade, a criação e a linhagem determinam tudo.
Kim Jong Eun nasceu como um príncipe comunista e foi criado atrás das paredes de palácios. Foi educado sob um nome falso na Suíça e, de volta à Coreia do Norte, estudou numa universidade de elite que tem o nome de seu avô. Graças a sua estirpe, vive acima da lei. Para ele, tudo é possível. Em 2010, foi nomeado general de quatro estrelas do Exército do Povo Coreano, apesar da completa falta de experiência de campo nas forças armadas. Um ano depois, após a morte de seu pai, vitimado por um súbito ataque cardíaco, os meios de comunicação da Coreia do Norte o descreviam como "outro líder vindo do céu". Porém, ele talvez seja obrigado a compartilhar sua ditadura terrena com parentes e autoridades militares.
Shin nasceu como escravo e foi criado atrás de uma cerca de arame farpado de alta voltagem. Numa escola do campo de trabalhos forçados, aprendeu a ler e a contar num nível rudimentar. Por ter o sangue maculado pelos supostos crimes dos irmãos de seu pai, não tinha nenhum dos direitos assegurados pela lei. Para ele, nada era possível. O plano de carreira que o Estado lhe prescrevia era trabalho árduo e uma morte prematura causada por alguma doença acarretada pela fome crônica - tudo isso sem uma acusação, um julgamento ou um recurso. E tudo em sigilo.
 
 
 
 
Folha.