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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Shopping em Belém recebe feirinha beneficente do Amor de Patas

Um shopping localizado no bairro do Reduto (Boulevard Shopping), no centro de Belém, recebe a partir de quinta-feira (9) mais uma edição da Feirinha do Amor de Patas. O objetivo da ONG é arrecadar recursos para o tratamento e manutenção de animais resgatados das ruas. O stand será montado no 1° piso do estabelecimento até o domingo (12), e a expectativa é receber 7 mil pessoas.
Camisas, canecas, canetas, copos, lixocar, sandálias, bolsinhas, almofadas, sacolas e lápis estão entre os produtos disponibilizados. Também serão vendidos lacinhos, gravatinhas, brinquedos, roupinhas e coleiras. Os produtos custam de R$ 1,50 a R$ 50.
A feira também receberá doações de rações, medicamentos e materiais de limpeza. Segundo a Associação, a renda será revertida integralmente para o tratamento e auxílio dos animais que estão sob responsabilidade da Amor de Patas, que possui uma despesa mensal de R$ 4.000.
Feirinha
Essa é a sétima edição da feirinha e a segunda vez que o shopping disponibiliza o espaço interno para a realização das vendas dos produtos. Após o encerramento do evento, alguns produtos serão disponibilizados na loja virtual da Associação.

História
Criada no dia 4 de agosto de 2013, a Associação Amor de Patas é formada atualmente por Anita Brasil (presidente), Catarina Barbosa (vice-presidente), Aína Gorayeb, Elyne Santiago, Nathália Proença, Rebeca Amanajás e Roberta Monteiro, além de contar com mais de 20 voluntários. Atualmente, a ONG Amor de Patas mantém os seguintes animais: Malhado, Malu, Bob, Branca, Barthô, Urso e Dinho.


Com informações do G1-PA.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Vira-lata que impediu criança de ser estuprada ganha fama de heroína

A vira-lata Kiara, que pertence a uma família de Pilar do Sul, a 150 quilômetros de São Paulo, ganhou fama na cidade na última quinta-feira (4). Ela atacou um estuprador e impediu que a dona, uma menina de 10 anos, fosse violentada. A tentativa de estupro ocorreu em 30 de agosto, quando o homem invadiu a casa da menina, que estava sozinha. O estupro só não foi praticado porque Kiara interveio e mordeu várias vezes o criminoso, que ainda acertou a cabeça da menina com um pilão antes de fugir.
Kiara virou heroína após salvar a dona de um estupro (Foto: Reprodução/TV Tem)Kiara virou heroína após salvar a dona de um
estupro (Foto: Reprodução/TV Tem)
Após a agressão, a menina ficou em coma por cinco dias. A princípio, a família achou que ela tinha sofrido uma queda, mas, na quinta-feira, quando ela acordou, conseguiu contar aos pais o que tinha acontecido. Com base na descrição que ela fez do criminoso, a Polícia Civil conseguiu chegar até o agressor, preso na sexta-feira (5) com ferimentos na perna, causados pelas mordidas de Kiara.
O pai, o trabalhador rural Sebastião dos Santos, conta que foi o primeiro a conversar com a filha depois que ela saiu do coma. "Eu cheguei, abracei e peguei na mão dela. Ela então me disse que era para eu pegar o homem que tinha tentado estuprá-la. Na hora, para saber se ela estava lúcida, comecei a perguntar os nossos nomes e até de amigos dela na escola. Ela lembrou de tudo, daí tive certeza que ela tinha sido ferida por uma pessoa", conta.
No dia do crime a criança estava sob os cuidados do irmão mais velho e da cunhada, que moram nos fundos do imóvel. Ela contou aos pais que o agressor estava passando pela calçada quando a viu e pediu um copo d’água. Quando ela entrou para pegar água foi seguida pelo homem, que a atacou. A menina conseguiu correr para o quarto e gritou por Kiara, que começou a morder o criminoso. Mas, antes de fugir, ele ainda bateu na menina com o pilão.
Ela foi socorrida por vizinhos que ouviram os gritos e o choro quando ela já estava na rua pedindo ajuda e desmaiou em seguida. Ao chegar ao hospital, ficou em coma induzido por quase uma semana.

Heroína

A menina continua internada no Hospital Regional de Sorocaba (SP), onde se recupera do traumatismo craniano sofrido com a pancada. Segundo o pai, a filha só fala na cachorra, que ela chama de heroína. "Quando eu ligo para falar com ela, ela já pergunta da heroína dela. Chegou a dizer que se não fosse pela cachorra, não estaria conversando com a gente. Ela fala: 'pai, cadê a minha heroína?'. Hoje mesmo [domingo], ela pediu para eu colocar o telefone no ouvido da Kiara e começou a falar e assobiar com a cachorra. A Kiara começou a latir e até tentou morder o telefone", diz o pai, emocionado.
O pai conta que a família chegou a pensar em se desfazer da cachorra antes da agressão. "Houve uma época em que a gente pensou em mandar ela embora porque dá trabalho, mas agora não vamos largar dela mais. Primeiramente foi Deus que ajudou a salvar a minha filha. Segundo, foi a cachorra, a nossa heroína. A gente já imaginava que a cachorra era capaz de defender a minha filha porque dá para perceber que ela tem muito amor pela criança."
Segundo a Polícia Civil, o agressor tinha saído de um hospital psiquiátrico em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, no fim de julho. A prisão temporária do suspeito foi decretada por 30 dias e ele foi levado para cadeia de Pilar do Sul. A menina passa bem, mas ainda não há previsão de alta.
Kiara mordeu homem que tentava estuprar menina de 10 anos (Foto: Reprodução/TV Tem)Kiara mordeu homem que tentava estuprar menina de 10 anos (Foto: Reprodução/TV Tem)



G1.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Chimpanzés ganham novos direitos nos EUA

Jane Goodall diz que foi uma epifania que a levou a deixar para trás seus pioneiros estudos de observação dos chimpanzés na natureza -que revelaram a complexidade social e emocional desses animais- e a embarcar numa vida de ativismo global.
Aquele momento aconteceu numa conferência há 27 anos e a levou a lançar uma campanha de proteção aos chimpanzés -os que estão na natureza e os que vivem em cativeiro.
Os ativistas que defendem os direitos animais conquistaram vitórias importantes no mês passado, quando duas agências dos Estados Unidos tomaram medidas que, juntas, podem chegar perto de sustar as experimentações médicas com chimpanzés.
Em 26 de junho, o Dr. Francis S. Collins, diretor dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), em Maryland, anunciou que mais de 300 dos 360 chimpanzés pertencentes ao NIH serão aposentados em santuários nos próximos anos.
O anúncio se seguiu à proposta, feita 15 dias antes pelo Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos EUA (USFWS), de incluir os chimpanzés, inclusive os confinados, na lista de espécies ameaçadas de extinção. O plano aumenta as barreiras para a realização de experimentos com chimpanzés, ao exigir autorização para quase qualquer tipo de pesquisa médica com os animais, a não ser os que envolvam apenas observação ou exames que façam parte de consultas veterinárias normais. As permissões seriam dadas apenas quando as autoridades considerassem que a pesquisa em questão seria benéfica aos chimpanzés.
Goodall escreveu sobre seus estudos com chimpanzés ao longo de anos no livro "The Chimpanzees of Gombe: Patterns of Behavior" (Os chimpanzés de Gombe: Padrões de comportamento).
Leah Nash/The New York Times
Agências de pesquisas decidiram reduzir o uso de chimpanzés em pesquisas; santuário em Seattle
Agências de pesquisas decidiram reduzir o uso de chimpanzés em pesquisas; santuário em Seattle
"Sempre senti que eu não tinha as credenciais necessárias para enfrentar alguns desses profissionais de laboratório, com seus aventais brancos", comentou recentemente, falando de sua casa na Tanzânia. Mas, depois de publicar seu livro, ela passou a ter mais autoconfiança.
Nos últimos anos, enquanto grupos de defesa do bem-estar animal travavam uma forte e pragmática campanha contra experimentos invasivos, como sujeitar chimpanzés a vacinas e tratamentos contra doenças humanas, Goodall teve conversas ocasionais com Collins, alguém que talvez seja o exemplo máximo em termos de profissional de laboratório. "Fiquei impressionada desde nosso primeiro encontro", comentou acerca de Collins. "Ele concordou que algo deveria ser feito e o fez."
O caminho que levaria às últimas decisões começou em junho de 2010, quando o NIH começou a transferir 186 chimpanzés que estavam vivendo "semi-aposentados" em Alamogordo, no Novo México, de volta à vida de utilização em pesquisas. Eles iriam para o Instituto de Pesquisas Biomédicas do Texas.
"Foi isso o que desencadeou todo o movimento", contou Sarah Baeckler Davis, da Aliança de Santuários de Primatas da América do Norte. "Foi quando todos nós começamos a gritar contra a transferência dos chimpanzés."
Os animais tinham sido usados em pesquisas pela Fundação Coulston, na instalação de Alamogordo, fechada após muitas acusações de maus-tratos. A entidade Save the Chimps [Salvem os chimpanzés] trouxe alguns deles para a Flórida, onde existe o maior santuário de chimpanzés da América do Norte. Outros ainda estavam em Alamogordo, mas não estavam sendo usados em pesquisas.
Políticos conhecidos pediram uma revisão da necessidade de utilizar chimpanzés em pesquisas. Outros grupos de defesa dos animais se aliaram à causa.
O NIH cedeu, e Collins pediu ao Instituto de Medicina que realizasse o estudo. Divulgado em dezembro de 2011, o relatório concluiu que há pouquíssima necessidade de chimpanzés em pesquisas médicas. Os chimpanzés, segundo o relatório, devem ser usados apenas em casos necessários para a saúde humana, e, mesmo nessas situações, os animais devem ser abrigados em grupos sociais, com muito espaço e elementos adicionais.
No mês passado, Collins aceitou o relatório do comitê. "Boa parte das pesquisas conduzidas com chimpanzés não se justificavam mais, porque tínhamos outras maneiras de obter as mesmas respostas", disse ele. "Além disso, é preciso levar em conta que chimpanzés são criaturas especiais."
Os ativistas não defendem apenas os chimpanzés. Para Jane Goodall, "uma vez que você admite que não somos os únicos dotados da capacidade de pensamento e de emoção, isso levanta questões éticas sobre como usamos e abusamos de outros seres".
 
 
New York Times/F5.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

ANIMAIS DE SANTARÉM SOFREM NAS RUAS. PODER PÚBLICO NÃO VÊ.

Já não dá mais para fechar os olhos. Eles estão em toda parte. As ruas estão tomadas por cães e gatos abandonados à própria sorte, jogados às doenças e violência praticada por humanos sem o mínimo de noção de solidariedade e respeito.
São milhares de cães e gatos vagando pelas ruas de Santarém. Muitos deles já tiveram um lar, mas foram jogados fora como um brinquedo que quebrou e perdeu a utilidade. Os motivos são os mais diversos e, muitas vezes, absurdos: ESTÃO VELHOS OU DOENTES E OS DONOS NÃO QUEREM TER O TRABALHO DE CUIDAR.
A Associação Anjos dos Animais de Santarém vem realizando um grande trabalho na cidade em defesa destes seres que estão largados no mundo. Sem o apoio do governo, está salvando animais de diversas espécies, como cães, gatos, cavalos, bois, assim como animais da fauna silvestre, como quati, mucura, tamanduá e vários pássaros.
Maus tratos são detectados durante as ações realizadas pelo grupo de proteção animal. Muitos casos não aparecem com facilidade. Os voluntários recebem as denúncias e se deslocam para o local e averiguam a situação. Confirmado o caso de violência contra o animal, orientam os donos a praticarem a posse responsável, com a qual o animal recebe a atenção necessária em relação ao ambiente em que vive e alimentação, assim como cuidados veterinários.
Uma situação que chamou atenção foi a grande quantidade de animais que apresentam sintomas da Leishmaniose, ou Calazar, sendo esta uma das mais perigosas zoonoses (doenças transmissíveis entre animais e humanos). Já aconteceram alguns casos em Santarém que foram divulgados, mas existe uma grande possibilidade de muitos não serem identificados. Isto passa a ampliar o trabalho dos Anjos, já que trata-se de saúde pública, o que não está sendo levado em consideração pelos órgãos responsáveis.
Para ilustrar a situação, que é alarmante, mostramos algumas imagens, muitas chocantes, do que o grupo de defesa dos animais encontra nas suas ações:








 
Mas não para por aí. A questão dos animais abandonados traz mais um problema para a cidade de Santarém: acidentes envolvendo veículos e animais tem se tornado, infelizmente, fato comum nos noticiários locais. Muitas vidas já foram perdidas, tanto de animais quanto de humanos. Nas estradas que levam aos municípios de Mojuí dos Campos e Belterra já foram detectadas dezenas de animais atropelados. Além de cães e gatos, podemos considerar a morte de animais silvestres como um vergonhoso crime ambiental.
Fazendo uma análise parcial do que foi apresentado, percebe-se uma dificuldade muito grande dos órgãos responsáveis pela fiscalização e controle de animais e zoonoses em realizar seu trabalho. É importante frisar que o grupo já vem mostrando nos jornais de várias emissoras de televisão da cidade o que está acontecendo, mas nem as autoridades e nem a maioria da população ainda estão sensibilizados com a situação.
A falta de apoio do governo e da sociedade também dificulta o trabalho dos Anjos, que lutam em defesa dos animais e, paralelamente, da saúde pública. Mas com todo o esforço e, principalmente o amor pelos animais, estes protetores da VIDA continuam seu combate contra as injustiças.
Fica aqui um alerta às autoridades de Santarém para que fiquem mais atentos ao que está acontecendo com os animais da cidade. Centenas de pessoas já se manifestaram a favor da Associação Anjos dos Animais através de ligações, dando os parabéns pela iniciativa. E é esta força que mantém viva a esperança do grupo em melhorar de forma considerável a vida dos animais, para que exista uma boa relação com os humanos em todos os níveis.
CUIDE DO SEU ANIMAL COMO O MELHOR AMIGO. MUITAS VEZES É ELE QUEM FAZ FESTA QUANDO VOCÊ CHEGA EM CASA, ENQUANTO OUTROS HUMANOS NEM FALAM COM VOCÊ!
AUTORIDADES, ACORDEM! O PROBLEMA É MAIS GRAVE DO QUE PARECE. ANIMAIS DOENTES NÃO SÃO UM BOM EXEMPLO DE SAÚDE PARA A CIDADE! VAMOS CUIDAR E MELHORAR A ESTRUTURAS DOS ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS PELO RESGATE, MANUTENÇÃO E DOAÇÃO DE ANIMAIS.
 
 
Nota do Blog:
O Blog do Elielson Rezende está diretamente interessado na solução do problema e outras matérias serão divulgadas com o objetivo de mostrar aos cidadãos santarenos e autoridades a realidade dos animais desta cidade.
 
 
 
 
Elielson Rezende