— Ele [o operário] chegou falando e contou que estava sentado fumando quando cochilou e caiu em cima do vergalhão. Mas o paciente perdeu a sensibilidade do rosto de forma temporária. Quando o vergalhão atingiu a área, vários nervos pequenos também foram afetados. Mas ele teve muita sorte, a medula não foi atingida e também nenhum vaso sanguíneo.
Francisco trabalhava em uma obra na comunidade Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, zona sul, quando caiu da laje e perfurou o pescoço no vergalhão. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a cirurgia para a retirada da peça durou cinco horas. O cirurgião Alexandre Azevedo disse que o operário recebeu os primeiros socorros adequados, o que, segundo ele, garantiu sua sobrevivência.
— Ele [o operário] contou que após o acidente pediu para cortarem o objeto. Cortaram, mas não fizeram a retirada. Caso fosse retirado ele poderia estar em coma ou ter morrido.
— Ele [o operário] contou que após o acidente pediu para cortarem o objeto. Cortaram, mas não fizeram a retirada. Caso fosse retirado ele poderia estar em coma ou ter morrido.
Nesta quinta-feira (13), técnicos dos Crea-RJ (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro) farão uma vistoria na obra na Ladeira dos Tabajaras para checar as condições do lugar.
Vergalhão no crânio
No dia 15 de agosto, o operário Eduardo Leite, de 24 anos, teve o crânio atravessado por um vergalhão de 2m. Após 15 dias de internação, ele deixou o Hospital Municipal Miguel Couto. Com a cabeça livre de curativos e aparentando estar bem de saúde, o rapaz saiu caminhando da unidade.
O operário informou com exclusividade ao R7 que vai processar a empresa responsável pela obra onde trabalhava quando foi ferido. Na ocasião, ele disse que estar vivo é um milagre.
— O que tenho a fazer agora é correr atrás. Querendo ou não, vou ter que processar a empresa. Estou vivo por um milagre.
Ele trabalhava em uma obra na rua Muniz Barreto, número 111, em Botafogo, zona sul do Rio. Segundo a equipe médica que atendeu o operário, se ele fosse atingido mais 3 cm para a direita do crânio ficaria sem movimentos no corpo.
Assista ao vídeo:
R7
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