Biólogo duvida da possibilidade de o animal ter sido pescado no município.
"Para chegar ao reservatório, o filhote teria de transpor uma quilometragem imensa e ainda sobrepor obstáculos físicos", explica o biólogo da Universidade de Erechim, Jorge Marinho. Além disso, o especialista afirma que o cação-frango se alimenta de peixes menores, como sardinhas, anchovas, lulas e camarões, espécies que não são encontradas na região.
Já Adão, garante que pescou o filhote de tubarão no rio. "Ele estava morto. Eu peguei e limpei. Nem sabia o que era. Daí botei no freezer e depois que fui me tocar, quando assisti a um filme de tubarão", relata. O pescador sustenta que o peixe já foi visto por outras pessoas. "Viram ele por cima da água, a nadadeira, no caso. Uns quantos viram, não foi um só", diz.
O pescador Adão Krug brinca com a polêmica criada em torno da veracidade da história. "Quero pegar uma sereia agora", diz. Um outro pescador afirma ter encontrado um cação-frango vivo. "Foi no momento que eu fui revistar meu material, daí saiu grudado na malha da rede, enrolou os dentinhos dele e caiu dentro do bote. Estava vivo, vivinho", explica Osvaldir de Souza. Ele diz ter encontrado o tubarão nas proximidades da ponte que faz a divisa dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
O peixe de 30 centímetros foi armazenado para estudos. Segundo o biólogo Jorge Marinho a espécie pode chegar a 77 centímetros. "É possível que esse animal tenha sido trazido para cá de alguma outra forma, mas não há risco de soltura nem de outros exemplares virem a ser capturados na barragem", ressalta.
FONTE: G1
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